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Crítica

Crítica (2): Rei Arthur – A Lenda da Espada

Aos espectadores interessados em uma história clássica de Rei Arthur, é melhor parar por aqui! O novo investimento da Warner, “Rei Arthur – A Lenda da Espada”, chegou aos cinemas para conquistar um público jovem, desprovido das antigas “lendas”, e quem sabe até, uma nova franquia.

A história não é convencional e nos leva a um Arthur (Charlie Hunnam) antes de sua ascensão ao trono. Ele aparece como um garoto que controla as ruas e os becos de Londonium, tipo um Robin Hood. Por “coincidência” do destino, ele se depara com o desafio de tirar uma espada da pedra e dentre milhares de homens, como todos já conhecemos a narrativa, ele consegue. A partir daí é que tudo começa acontecer. A espada, conhecida como Excalibur, passa a desafiá-lo e, assim, ele precisa tomar difíceis decisões e enfrentar seus demônios, para dominá-la por completo. Junto à isso, Arthur tem que lutar contra o Rei Vortigen (Jude Law), que destruiu sua família no passado. E, para tal, ele conta com a ajuda de seus amigos e uma Maga (Astrid Bergès-Frisbey), enviada por Merlin.

O ápice da produção vem na construção da narrativa a partir da direção de Guy Ritchie. Ele nos mostra que filmes de época podem ter um ar moderno e envolvente, sem perder sua elegância e temporaneidade. Diálogos dinâmicos, cortes secos e criatividade, dão um ritmo acelerado a produção que chega a ter 2 horas de duração. Além disso, o diretor abusa de flashbacks, slow motions, movimentos de câmera surpreendentes e acontecimentos paralelos a história contada, sendo esses necessários, dentro de sua linguagem, para a montagem do mesmo.

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Com muita ação (muita ação mesmo!), o roteiro de Joby Harold, Guy Ritchie e Lionel Wigram, nos prende a cada segundo e traz uma sensação de que passado, presente e futuro, são essenciais para o entendimento do que está por vir na próxima cena.

A trilha sonora, de Daniel Pembertontorna-se um fator importantíssimo, pois a conexão de movimentos e sons é super detalhada. Cenas como quando Arthur descobre ser o dono da Excalibur e sua ascensão ao trono, são inesquecíveis e deve ser levado em consideração a participação da trilha, que faz toda a diferença. As músicas usadas durante a projeção, como “The Devil and The Huntsman” de Sam Lee, criam um jeito contemporâneo de contar uma lenda antiga.

É difícil não ficar dando voltas, pois o filme escrito e dirigido por Ritchie é todo interligado. Então, consequentemente, trilha-sonora, roteiro e direção, criaram um vínculo, na qual você não consegue imaginar como poderia ser diferente.

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No elenco temos Charlie Hunnam como Arthur. O ator que fez sucesso com a série “Sons of Anarchy”, vem como o novo destaque das telonas e, quem sabe, tem aí um futuro promissor. Sua atuação é condescendente a proposta que o filme traz, porém, para quem assistiu a série, é possível reconhecer alguns detalhes de seu antigo personagem Jax Teller. Mas nada que possa complicar sua performance, até porque, Arthur também é um cara destemido, líder por natureza e vem das ruas. Jude Law por sua vez, aparece como Vortigen, o grande vilão da trama. E sua construção nos mostra um ser “mágico” do mal, mas não caricato, que algumas vezes deixa um pouco a desejar por não demonstrar muito seus sentimentos, sejam eles de raiva ou não. A maga, interpretada por Astrid Bergès-Frisbey, substitui a presença de Merlin, como sua aprendiz, e ainda que esteja bem no papel, não mostrou todas as suas forças, abrindo possibilidades para novos filmes no futuro.

“Rei Arthur – A Lenda da Espada” conta de um jeito diferente uma história conhecida por muitos. Você talvez sentirá falta da tradicionalidade, mas será um sentimento passageiro. Pois a modernidade com o passado, misturados nesse longa, abrem uma porta para possíveis produções ganharem mais espaço e conquistarem um público mais abrangente. Se ainda não assistiu, vale a pena levar os amigos e conferir!

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Aimée Borges gosta de dançar ao vento, beber água gelada e sorrir para Lua. Apaixonada por contos e fadas, deixa-se levar por sua curiosidade que a transporta para um mundo ainda mais louco que o da Alice.

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