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Crítica

Crítica (3): John Wick – Um novo dia para matar

Menos cores, ação ainda de qualidade e uma boa continuação para o primeiro episódio. Dirigido por Chad Stahelski (Matrix), que é dublê e coreógrafo de luta, e estrelado por Keanu Reeves (Matrix), mostra a continuação da jornada de John Wick (Keanu Reeves), o Baba Yaga, horas ou dias depois do primeiro filme.

A história narra a busca por seu carro que havia sido roubado, retornando à sua profissão de assassino, mas encontrando velhas dívidas e credores.

A ação se divide em duas partes: luta corporal e tiros. As partes em que há luta são muito intensas, mas talvez em busca de uma diversidade de personagens com o físico não tão forte, não houve ritmo em algumas partes, deixando uma pausa grande demais entre golpes. No entanto, outras foram de igual ou melhor qualidade que do primeiro filme.

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Nas partes de tiros, houve uma melhoria. Não só a dança com armas toma uma forma tão veloz quanto antes, se comparando a Equilibrium, mas o jogo de câmera dá mais suspense, ação e revela com mais precisão o que deseja.

No primeiro filme as cores eram um grande atrativo. Com primazia, iluminava-se cenários sempre com duas cores, por ora verde e amarelo, por outra azul e vermelho, além de outras. Cores sempre fortes, longe do branco, que davam uma atmosfera não só underground, mas de uma cena totalmente artificial e sedutora. No entanto, neste preferiu-se por quase sempre usar ciano, âmbar, blue/green e magenta, cores até então não utilizadas – e muito próximas do branco. Cores fortes apenas têm dois momentos, com o magenta e o azul – que às vezes vira ciano. Parece que se optou também por explorar a escuridão neste filme. Muitas das cenas com capangas são apenas indicadas com lanternas. Talvez se resolvesse outras questões na atuação dos dublês. Ademais, muito mais cenas a céu aberto e luz natural. Cenas até demais para essa ambientação, talvez tenha se pensado em seguir de alguma forma a estética do outro filme. O roteiro de alguma maneira exigia tais locações, mas não que a história o exigisse. Tudo poderia ter sido mais voltado às cores.

Quanto à história que procura trabalhar em cima de clichês do romantismo, carros e cachorros parece trazer um véu de sátira também ao filme, uma vez os extremos que John Wick chega para se vingar de ambos. Os atores mostram boa atuação e o crescimento da qualidade e número do elenco só mostra como a recepção do filme foi boa. Laurence Fishburn mostra sua entrada e a dupla Neo e Morfeu se reencontra depois de 17 anos no cinema. Ian Macshane (Deuses Americanos) e Lance Reddick (Fringe) mantém-se no elenco bem.

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No entanto, há ainda poucas partes para as mulheres. Como em Vikings e Katheryn Winnick (Lagaertha)  poderia-se explorar mais dublês que são também atrizes e fazem o trabalho bem. Ainda que haja uma personagem surda-muda, dando mais oportunidades a tais atores e sua representatividade, seu papel ainda é pequeno. 

A linha do tempo não é tão ousada. De maneira geral, se seguraram na criatividade três anos depois do primeiro filme ou o orçamento falou mais alto. Uma vez com o público assegurado podem muito bem terem se resguardado, assim como foi o Tropa de Elite 2. Todavia, o filme mostra ainda uma ótima qualidade para o que se propõe e tudo aponta para uma sequência ou desfecho daqui a uns anos. Na verdade, já há boatos de que a terceira e última parte da vida de John Wick já será filmada neste ano para sair provavelmente no final do ano que vem. Então, fiquemos no aguardo para saber o que será de Baba Yaga.

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Por Paulo Abe

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8.7
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