Crítica: A Maldição da Floresta

467771O terror nunca sai de moda. Afinal, é aquele tipo de filme que nos juntamos com uma grande turma para uma sacanearmos a história ou, quando bem sucedido, nos assustarmos com ela. Mas, sejamos honestos, todo terror é um pouco clichê. Não é a forma original que nos prende a um bom terror, mas sim o modo como é contado e como nos faz acreditar em sua história.

A Maldição da Floresta acompanha o casal britânico Adam e Claire, que saem de Londres e vão morar em uma remota floresta irlandesa, onde a cidade próxima deixa claro que eles não são bem-vindos ali. Adam esta ali porque alguém quer vender a floresta para capital estrangeiro, então a primeira vista o mal-estar parece estar ligado a isso.

Mais tarde, eles descobrem que as pessoas sentem medo do que parece estar ligado a floresta, só que ambos são céticos demais para acreditarem em lendas, até ser tarde demais e eles estarem tão envolvidos que não há maneira de fugir delas.

A história de nova não têm absolutamente nada. Estrangeiros indo morar em um local remoto e sendo destratados pelos moradores locais. E além de não ser nenhum pouco original, ainda é totalmente previsível ao ponto de se pensar em uma ação e ela acontecer poucos minutos depois. É o tipo de filme de terror que já foi gravado tantas, mas tantas vezes que parece um pouco quando dizemos que mãe só muda de nome e endereço porque o resto é sempre igual.Joseph Mawle e Bojana Novakovic, que interpretam Adam e Claire, são totalmente desperdiçados nos papéis. Seus personagens são rasos e típicos. O que não se pode dizer é que são atores ruins, apenas que estão no projeto errado. Eles fazem seu trabalho, como seria esperado que fizessem, mas com diálogos tão medíocres não é de se admirar que eles não consigam fazer algo melhor.

A trilha sonora tem algumas músicas para bebê, o casal tem um filho de poucos meses, misturadas com um pouco de rock e as tradicionais trilhas de susto ou cenas sem música alguma, também para assustar. A fotografia é escura, para dar um ambiente meio sombrio, e o interessante é que em algumas cenas gravadas a noite e na floresta, sem luz nenhuma, está claro e podemos enxergar bem, mas na casa, mesmo com uma lanterna, esta sempre escuro.

Os monstros não são capazes de dar medo enquanto são apenas uma presença misteriosa, e quando aparecem, piora o resultado. Os irmãos Grimm fariam um trabalho melhor na concepção desse monstro e do medo que eles transmitem.

A direção de Corin Hardy também não ajuda muito, não trazendo nenhum ponto especial nem servindo ou auxiliando em algum momento. Realmente, é um filme que não precisa ser visto.

A Maldição da Floresta estreia dia 6 de outubro.

Crítica: A Maldição da Floresta
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