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Crítica

Crítica: Aquaman

Quando é perguntado às crianças qual super-herói elas gostariam de ser, uma parcela bem pequena ou mesmo nenhuma delas responde “Aquaman”. Superman, Batman, Mulher Maravilha e Flash, para citar apenas os da DC, estão muito a frente na preferência popular, isso é fato! Talvez, com essa nova abordagem do personagem, o rei dos oceanos ganhe um pouco mais de atenção do público, principalmente por causa do carisma de Jason Momoa. O cineasta James Wan também possui um papel primordial na reconstrução do herói mais negligenciado e ridicularizado do universo dos quadrinhos, já que usa todo seu estilo para criar um longa bonito aos olhos e com cenas de ação inspiradas.

O novo filme se passa após os acontecimentos de “A Liga da Justiça”, porém, também funciona como história de origem. Flashbacks são inseridos no decorrer da projeção, deixando a narrativa mais fluida. Por isso, quando é exigido que Arthur Curry use de suas habilidades, a montagem mostra como ele as aprendeu em transposições de cenas que comportam algumas de suas fases de vida até chegar a adulta. Um exemplo é quando o herói salta de uma montanha para o mar: durante o salto é ele adulto no presente, assim que toca a água já é o passado de sua infância. Infância essa marcada pela ausência da mãe Atlanna (Nicole Kidman), que depois de vir para superfície, se apaixonar por um humano (Temuera Morrison) e engravidar, é obrigada a voltar para Atlantis.

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Cada pedaço de filme é confeccionado pela técnica apurada de James Wan. Sua câmera passeia em planos longos que sobem e descem para mostrar a pancadaria de perto e em planos sem cortes. Mesmo a ação passada debaixo d’água, que poderia se tornar enfadonha nas mãos de outros diretores, ganha enorme impacto. A organização da mise-en-scène é algo que Michael Bay deveria estudar, já que os espectadores são respeitados com o senso de espaço e tempo bem pensados em sequências cheias de personagens em locais distintos. Assim fica fácil aproveitar os golpes de tridentes e socos que fazem as caixas de som e as cadeiras do cinema tremerem.

A fotografia magistral, aliada ao design de produção, é outro ponto a se destacar. O desfile de cores deixa os oceanos ainda mais bonitos, e deles nascem mundos e criaturas extremamente detalhadas na tela imponente do IMAX.  Sci-fi e a fantasia novamente dão as mãos para criarem um universo diversificado, que mistura tecnologia com arquitetura antiga. Há ecos de “Matrix”, “Senhor dos Anéis” e até do subgênero Stempunk (com alguns robôs a vapor) durante a história.

Em relação à trama, basta dizer que Aquaman terá de se mostrar digno do reino de Atlantis, conseguir um tridente poderoso e derrotar o irmão megalomaníaco vivido por Patrick Wilson. Ele recebe a ajuda da poderosa e bela princesa Mera (Amber Heard) e de seu mentor Vulko (Willem Dafoe) e é perseguido por Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II), que busca vingança pela morte do pai. É a partir desses personagens, em seus momentos de diálogos e entre uma explosão e outra, que o filme possui seus mais evidentes pontos fracos: basta citar o desempenho abaixo da média dos protagonistas Momoa e Heard , que parecem desconfortáveis nas cenas de humor mal realizadas e no romance forçado e sem graça que lhes é imposto. Wan possui parte da culpa por esse desiquilíbrio, sendo incapaz de inspirar seus atores. Fica evidente que sua especialidade são as cenas de ação e não o intimismo das atuações. No entanto, o mais importante é a diversão e principalmente a imersão que “Aquaman” proporciona ao publico, não devendo nada para as amadas e, às vezes, super valorizadas produções da rival da DC no cinema e nos quadrinhos.

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Fotos: Divulgação/Warner Bros. Pictures

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Formou-se como cinéfilo garimpando pérolas nas saudosas videolocadoras. Atualmente, a videolocadora faz parte de seu quarto abarrotado de Blu-rays e Dvds. Talvez, um dia ele consiga ver sua própria cama.

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