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CríticaFilmes

Crítica: Colossal

Rita Constantino
1 de maio de 2017 4 Mins Read

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Foram os conflitos humanos que possibilitaram a existência dos monstros gigantes no cinema. Sem os testes com tecnologia nuclear, não teríamos o dinossauro que ataca Nova Iorque em “O Monstro do Mar” (1953), nem as formigas gigantescas de “O Mundo em Perigo” (1954). Já sem as consequências devastadoras da bomba atômica em Hiroshima e Nagazaki, não existiria “Godzilla” (1954) e talvez o próprio gênero kaiju eiga.

Porém, não só os grandes acontecimentos servem de matéria-prima para esses filmes: nosso inferno pessoal, aparentemente inofensivo, também pode gerar criaturas monstruosas. É o que prova “Colossal”, uma boa surpresa em forma de monster movie, que, equilibrando-se entre a ficção científica e a comédia, consegue injetar o banal no tipo de fantasia em que a grandiosidade impera.

Escrito e dirigido por Nacho Vigalondo, no longa embarcamos nas desventuras de Glória (Anne Hathaway), uma escritora desempregada que vive em Nova Iorque uma vida caótica regada a festas e álcool. Expulsa da casa do namorado (Dan Stevens), que não suporta mais seu estilo de vida, ela é obrigada a voltar para sua cidade natal no interior, onde reencontra Oscar (Jason Sudeikis), um colega de infância que logo percebe que a moça não está vivendo da forma estável como afirma.

Tentando colocar sua vida nos eixos, a situação se complica quando a garota percebe que existe uma conexão entre ela e um monstro gigante que está espalhando o terror em na Coréia do Sul; ela é capaz de controlá-lo. Diante desse cenário bizarro, Glória terá que aprender a lidar não só com seus problemas, mas também a se manter no controle, já que algum deslize pode causar um desastre no outro lado do mundo.

“Eu matei um monte de gente, porque eu estava agindo com uma idiota bêbada de novo”. Em poucos filmes uma frase dessas faria sentido e isso é um dos méritos da história absurda concebida pelo cineasta espanhol. Construída na base de um jogo de contrários, a produção seduz não só por trazer com humor um gênero clássico do cinema fantástico, mas por ter a perspicácia de subvertê-lo com qualidade. Os signos tradicionais estão ali: temos os monstrengos da altura de arranha-céus, uma metrópole apavorada com a natureza dos ataques e a correria das vítimas que tentam se proteger, só que o motivo da efervescência não parte dali, mas sim da cabeça de uma garota confusa, no dia a dia entediante de uma cidade pacata.

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Nesse contexto, a técnica funciona a favor do filme. Optando pela simplicidade, a direção de Vigalondo é eficaz e não precisa de muito para ajudar a estabelecer a dimensão psicológica de sua protagonista. Basta a profundidade de campo pequena, com Anne Hathaway desfocada ao fundo para entendermos, em um momento, sua desconexão com o namorado e, em outro, seu desespero com o fenômeno estranho que não consegue compreender. Em planos abertos, vemos de cima  a personagem em pé na terra do parquinho – ela só consegue invocar o monstro nesse lugar específico – e logo entendemos que qualquer movimento brusco pode ser fatal. Já a montagem, trabalho de Ben Baudhuin e Luke Doolan, é eficiente em estabelecer a mecânica entre os dois espaços onde os eventos se desenrolam, ganhando peso especial no desfecho catártico do longa.

No entanto, mesmo que inteligente, seu roteiro não é imune a falhas. Apresentando algumas dificuldades em coordenar a fábula com a vida real, o acontecimento responsável por conectar esses dois elementos da narrativa – um flashback que explica o porquê das habilidades de Glória -, acaba empobrecendo a densidade dramática construída com sucesso, reduzindo o conflito entre personagens caóticos e autodestrutivos a uma competição simplista.

Acompanhando esse desdobramento da trama, o personagem interpretado Jason Sudeikis é o grande prejudicado. De um homem emocionalmente vulnerável, que parece genuinamente querer ajudar a heroína a restabelecer sua vida – o que em algum momento da história parece que acabará em um romance -, transforma-se no terceiro ato em um vilão cartunesco, caindo por terra seu desenvolvimento de até então. Desenvolvimento que é negado ao elenco de apoio composto por Tim Blake Nelson, Austin Stowell e Dan Stevens, que não só encarnam figuras unidimensionais, mas como, mais especificamente os dois primeiros, são apenas peças convenientes ao script.

Mesmo com alguns quebra-molas do meio do caminho, os deslizes comprometem pouco a experiência. No fim de seus 109 minutos de projeção, “Colossal”  deixa marcas por seus predicados e, mesmo com suas peculiaridades – talvez devido a elas -, conquista lugar de respeito em meio a outros filmes sobre kaiju. Vivemos para  ver o dia em que Anne Hathaway está páreo para o Godzilla.

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Tags:

Anne HathawayComédiaFicção Científica

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Rita Constantino

1995. Cobra criada em Volta Redonda. Um dia acordou e queria ser jornalista, não sabia onde estava se metendo. Hoje em dia quer falar sobre os filmes que vê e, se ficar sabendo, ajudar o Truffaut a descobrir com que sonham os críticos.

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