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CríticaFilmes

Crítica: Dominação

Marya Cecília Ribeiro
26 de dezembro de 2016 2 Mins Read

14f81212e0dc74ce5ee4eab8bf738afb XLAntigos filmes de terror costumavam ter bastante drama envolvido no meio. Poltergeist, A Mão que Balança o Berço, O Bebê de Rosemary, não são apenas filmes assustadores, mas também que fazem o público sofrer com seus protagonistas. Durante alguns anos Hollywood se esqueceu disso, mas agora estamos retornando a produções assim.

O longa conta a história de Seth Ember, um exorcista que perdeu a família e os movimentos das pernas em um grave acidente provocado por um demônio. Depois disso, ele tenta de todas as formas encontra-lo, mas a busca mostra-se bem difícil.

Paralelamente ao seu drama pessoal, ele é procurado pelo Vaticano para ajudar no exorcismo de um pequeno menino. Ember, que não é católico, acaba aceitando ajudar, mas por motivos muito mais ocultos do que realmente trabalhar a favor do caso.

Dominação parte para o lado do terror que é meio conhecido: o de possessões e demônios ruins. Só que o filme termina por nunca acontecer, realmente. Ele fica sempre no meio termo, sem um texto que chegue mesmo, sem criar identificação, sem qualquer coisa do tipo. Existem muitas séries e filmes em que um ser humano e alguns demônios têm DR’s em suas histórias. Esse é só mais um deles.

O roteiro é uma agregação de coisas. Eles investem em uma história que é meio tanto faz. Você não cria empatia por gente que não aparece em cena, por mais que tenha uma criança envolvida. Quase não se cria afinidade pela que está na tela possuída, quem dirá pela que quase nunca aparece. A explicação das possessões também foi bem absurda.

Aaron Eckhart por sorte não é um ator ruim, então ele soma alguns pontos à produção, mas isso por ele mesmo, não pelo texto. O resto do elenco faz um trabalho correto em relação ao que foi pedido no filme, nada que fosse excepcional, mas também nenhum que conseguisse estragar a produção. Por mais interação que tivessem entre eles, não há exatamente muita química, não cria-se um núcleo ali.

A fotografia segue o clichê dos filmes de terror: filtros mais escuros, enquadramentos “suspeitos” (aquele que sempre dá a impressão de que algo vai acontecer a qualquer momento), enfim, tudo que já esperamos de um filme de terror. A trilha sonora segue o mesmo estilo, sem grandes novidades.

A direção de Brad Peyton não se destaca nesse filme, apenas segue o cronograma já conhecido. É um filme e um roteiro que não acrescenta nem causa estragos. Talvez com mais inspiração, Peyton poderia ter feito um trabalho mais assustador, uma vez que possessões e exorcismos, mesmo que sejam clichês, sempre podem causar alguns sustos.

Dominação estreia dia 5 de janeiro em todo Brasil.

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CinemaTerror

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Marya Cecília Ribeiro

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade. Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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