Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Era uma Vez em… Hollywood

Avatar de Rodrigo Chinchio
Rodrigo Chinchio
27 de julho de 2019 4 Mins Read

Onde upon a time in Hollywood

São poucos os cineastas nos dias de hoje que podem receber o título de autor, ainda mais no cinema feito nos EUA. Quentin Tarantino é um desses poucos, já que sua forma peculiar de contar histórias é intimamente conhecida pelos cinéfilos. Os seus roteiros geralmente trazem tramas intricadas, reviravoltas, diálogos longos e apurados e personagens icônicos. A violência também é constante e talvez seja o elemento mais importante para identificar superficialmente um filme do diretor. Só que essa violência não é banal e sem propósito, ela está incrustada na narrativa. O sangue é primordial para os arcos dos personagens. Tarantino consegue usar sarcasmo, fazer piada ou aterrorizar a plateia com bizarras sequências de violência explícita. Tudo isso em uma embalagem pop e divertida.

Há nas películas de Tarantino a necessidade de referenciar filmes do passado ou gêneros que possam estar fora de moda. O cinema sempre foi usado como material para seus roteiros, mas nunca foi o tema principal. Bom, “Era uma Vez em… Hollywood” veio para mudar isso.  Claro que era necessário usar grandes astros e estrelas atuais para retratar os astros e estrelas de uma Hollywood nostálgica da década de 60, sendo elas fictícias ou reais.

A trama segue o ator de TV, que quer fazer sucesso na tela grande, Rick Dalton, interpretado por Leonardo DiCaprio. Dalton tem a companhia de seu dublê e amigo Cliff Booth, encarnado por Brad Pitt. Os dois são vizinhos de Sharon Tate que ganha as feições de Margot Robbie. Tate, na época, era casada com Roman Polanski. Steve McQueen e Bruce Lee são outros a darem as caras. Al Pacino reaparece em uma grande produção, mesmo que em um papel pequeno. Essa mistura entre a Hollywood atual com a do passado é importante para que o público note que, tirando o fator tecnológico, pouca coisa mudou no meio. O sucesso e o reconhecimento são os objetivos das pessoas que ingressam na indústria do celuloide dos anos dourados, ou na recente da era digital.

“Era uma Vez em… Hollywood” não se passa no mundo dos criminosos, da máfia ou do velho oeste, o que leva a acreditar que Tarantino não usa uma de suas principais características citada acima: a violência. Apesar de serem poucas, as cenas violentas estão presentes e, quando enchem a tela, causam bastante impacto. Elas se justificam, pois estão inseridas no contexto do recorde de tempo que ele escolheu retratar: a Los Angeles assombrada pelo assassino Charles Manson e seu fiel grupo formado em grande parte por jovens mulheres. Manson aparece uma única vez, enquanto suas garotas fazem jus à fama. A despeito dos loucos de uma seita assassina, é o dublê Cliff Booth que possui as cenas mais brutais. Se Rick Dalton e Sharon Tate perseguem os seus sonhos estelares, Booth gosta de sua simples função de dublê e de “faz tudo” de um quase astro. Por isso, quando sua vida confortável é ameaçada, ele precisa fazer algo a respeito. O mundo real se choca com o mundo dos sonhos, em uma cidade que é movida pela ilusão.Era uma Vez em... HollywoodA Idílica Hollywood é a senhora da boa ilusão. Ela proporciona o sentimento de que todos podem ter seus sonhos realizados. Tarantino sabe disso e enche seu filme com angelicais travelings em gruas e cenas libertadoras de personagens com os cabelos ao vento em carros em alta velocidade. Fotografado em 35 mm, “Era uma Vez em… Hollywood” é belo com suas cores fortes, porém com certo padrão de desgaste e granulação presente neste tipo de fotografia. O tom amarelo do sol é dominante, principalmente na pele de Sharon Tate. Essa é retratada com enorme sensibilidade. Sempre está sorrindo, dançando em câmera lenta ou simplesmente sendo gentil. Até há uma cena em que ronca durante o sono, que serve para tentar tirar o título de deidade da atriz e trazê-la para o lado dos mortais. O que é em vão, a julgar pela graciosidade com que Robbie atua.

Ainda que tenha menos cenas em comparação aos personagens de Pitt e Di Caprio, a Sharon Tate de Robbie permeia sobrenaturalmente todas as mais de duas horas e meia de duração do longa. Tarantino faz uma grande homenagem para a estrela morta, respeitando sua lembrança e o próprio Polanski sem tropeçar em qualquer mau gosto pelo caminho.

Bem, com suas inúmeras qualidades, “Era uma Vez em… Hollywood” chega perto de ser a mais nova obra prima Tarantineca e se juntar a “Pulp Fiction”, mas é colocado em um degrau abaixo,  como se fosse apenas uma grande e milionária homenagem. Isso fica claro na falta de propósito de algumas cenas que só servem para suprir a necessidade estética do diretor. São muitos os passeios de carro pelas colinas e as caminhadas nas ricas ruas de Los Angeles. Personagens vagam apenas para servir como transições entre cenas e satisfazer os aficionados pelo misticismo dos bastidores dos sets cinematográficos e das casas das estrelas.

 

Vídeo: Divulgação/Sony Pictures

Reader Rating2 Votes
7.6
8

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

Al PacinoBrad PittCinemaEra uma Vez em HollywoodEstreiaLeonardo DicaprioMargot RobbieQuentin Tarantino

Compartilhar artigo

Avatar de Rodrigo Chinchio
Me siga Escrito por

Rodrigo Chinchio

Rodrigo Chinchio é colaborador da Woo! Magazine, onde escreve sobre cinema com a autoridade de quem se formou cinéfilo garimpando pérolas nas videolocadoras. Especialista em encontrar filmes que o algoritmo jamais recomendaria, mantém em seu quarto uma coleção de Blu-rays e DVDs que rivaliza com qualquer acervo físico do país, e que ainda o impede de ver a própria cama.

Outros Artigos

Game XP TUES CS compressed
Anterior

As experiências que agitaram a sexta-feira na Game XP 2019

Game XP
Próximo

Game XP 2019: paIN Gaming se consagra bicampeã do CS:GO Feminino Game XP by Gamers Club

Próximo
Game XP
27 de julho de 2019

Game XP 2019: paIN Gaming se consagra bicampeã do CS:GO Feminino Game XP by Gamers Club

Anterior
27 de julho de 2019

As experiências que agitaram a sexta-feira na Game XP 2019

Game XP TUES CS compressed

2 Comments

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Neymar em partida falando com câmera apontando papel, com expressão de deboche. Imagem gerada por IA.
    Neymar é Substituído por Engano e Santos Vive Caos Contra o Coritiba
    Gabriel Fernandes
    Arvo Festival
    Do Entardecer à Madrugada | O Que Foi Viver o ARVO Festival na Sua 10ª Edição
    Nina Tobal
    Utena e Anthy, à esquerda, meio a um campo de rosas com pétalas esvoaçantes em um fim de tarde no anime "Shoujo Kakumei Utena".
    Animes Clássicos | Shoujo Kakumei Utena (1997)
    Nick de Angelo
    vexames da Copa do Mundo
    Os Maiores Vexames da Copa do Mundo | derrotas que viraram trauma
    Marco Leal
    Rap feminino
    O Espaço das Mulheres no Rap | Por Que a Cena Ainda Precisa Ouvir Suas Próprias Contradições
    Stefany Saldanha

    Posts Relacionados

    Javier Bardem

    Javier Bardem em Cannes |  Ator Critica Trump, Associa Masculinidade Tóxica a Conflitos Globais e Alerta para Crise na Mídia

    Rodrigo Chinchio
    17 de maio de 2026
    Fica Comigo Esta Noite

    Fica Comigo Esta Noite | Como o Silêncio Desgasta o Amor

    Ithalo Alves
    16 de maio de 2026
    Filme Michael

    Michael | Como o Filme Reacendeu o Legado de Michael Jackson Através dos Fãs

    Jéssica Meireles
    16 de maio de 2026
    James Bond

    Quem Será o Próximo James Bond? | Diretora de Elenco Revela os Requisitos Cruciais para o Papel

    Rodrigo Chinchio
    16 de maio de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx