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Crítica

Crítica: Eternos

Eternos
Imagem: Divulgação/Marvel Entertainment/Walt Disney Pictures

Enfim chega aos cinemas o filme “Eternos”, o mais aguardado da nova fase do Universo Cinematográfico da Marvel. O filme é bem mais ousado em sua construção do que estamos acostumados quando pensamos na fórmula Marvel, ainda que alguns elementos já esperados em filmes de super heróis do estúdio estejam lá. Contudo, nem tudo são flores, especialmente no roteiro. Confira a crítica sem spoilers:

Eternos
Imagem: Divulgação/Marvel Entertainment/Walt Disney Pictures
Leia também: Kevin Feige Elogia a Proposta Que Chloé Zhao Apresentou Para “Os Eternos”

Para a chamada Fase 4, a Marvel vem se esforçando em apresentar uma gama nova de personagens para enfim deixar para trás o protagonismo dos Vingadores. E acerta em cheio com “Eternos”, certamente o melhor filme entre os três lançados pelo estúdio esse ano. Os eternos são uma raça de seres imortais, criados pelos Celestiais para proteger a Terra e a humanidade, moldando sua história e suas civilizações enquanto tentam eliminar os malignos Deviantes, uma parte da mesma experiência genética que não deu certo. Eles estão por aqui desde a antiguidade e isso se reflete em como a história foi adaptada dos quadrinhos de Jack Kirby para o filme.

Elenco estrelado que dá conta do recado

O elenco é estrelado, à altura do que esses seres representam no filme. Os personagens Sersi (Gemma Chan) e o poderoso Ikaris (Richard Madden) ganham mais destaque na trama e os atores dão conta do recado, mas nada muito diferente do que já vimos. É com os coadjuvantes que temos as melhores atuações. Completam o time dos Eternos Kumail Nanjiani como Kingo, Lauren Ridloff como Makkari, Brian Tyree Henry como Phastos, Salma Hayek como Ajak, Lia Mchugh como Sprite, Don Lee como Gilgamesh, Barry Keoghan como Druig, Angelina Jolie como Thena.

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Eternos
Imagem: Divulgação/Marvel Entertainment/Walt Disney Pictures

Entre os coadjuvantes, os destaques são, sem dúvida alguma, Nanjiani como o hilário ator de Bollywood e Henry na pele do inteligente e sensível homem de família e gay. Além disso, Barry Keoghan, com seu olhar enigmático, foi uma excelente escolha para viver Druig, o controlador de mentes do grupo. Kit Harington como Dave Whitman/Cavaleiro Negro e Angelina Jolie fazem um ótimo trabalho com o pouco espaço no roteiro que tiveram.

Roteiro confuso com alguns acertos

O roteiro teve erros e acertos, mais erros que acertos diga-se de passagem. Muitas idas e vindas ao longo da história das civilizações resultam em um filme desnecessariamente longo e que não contribui muito para o desenvolvimento da trama. Foi decepcionante também ter vários personagens subutilizados, como Thena, que ganhou destaque nos trailers, mas não no filme. Tenta explicar demais a origem de cada personagem sem chegar a lugar algum, atrapalhando o andamento e deixando o espectador confuso.

Paradoxalmente, entre os acertos, está a construção de alguns personagens, que incluem algumas mudanças de gênero (Ajak, Sprite e Makkari eram personagens masculinos nos quadrinhos). Temos ainda a inclusão de Phastos como um personagem LGBT e negro, casado com um muçulmano e ainda a representatividade das pessoas com deficiência, com a excelente atriz Lauren Ridloff. São heróis mais sentimentais, que se permitem desenvolver aspectos essencialmente humanos, usando todas as formas de amor como fio condutor da jornada do grupo. Tem, portanto, uma proposta muito mais filosófica do que esperamos para um filme de herói.

Direção garante um belo espetáculo visual

A direção da premiada Chloé Zhao é o ponto alto desse belo filme. Ela consegue superar a morosidade do roteiro, se mantendo firme em retratar principalmente o amor dos Eternos pela Terra e pelos humanos, com as belíssimas tomadas usando grandes planos abertos. A marca da diretora está lá: é um filme contemplativo e deslumbrante, tecnicamente impecável. Tudo isso sem deixar de lado algumas características do MCU, como os alívios cômicos e as belas cenas de luta. A diferença é que a equação é equilibrada dessa vez.

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Eternos
Imagem: Divulgação/Marvel Entertainment/Walt Disney Pictures

A representatividade é colocada de modo muito interessante, naturalizando as minorias em espaços de poder, sem grandes discursos. Exatamente como deve ser em um filme que já é muito longo. O filme tem ainda uma bela fotografia que abraça a proposta de unidade entre eles e a humanidade. A trilha sonora cumpre bem seu papel em momentos-chave, mas nada que mereça destaque.

Em resumo, “Eternos” é um filme para contemplar e refletir sobre o que pode ser um herói e a relação dele com a humanidade. Exige uma mente aberta para novas abordagens em filmes de heróis. Com algumas correções no roteiro, teríamos uma história mais dinâmica. Se vale a ida ao cinema? Certamente. As cenas pós-créditos indicam o retorno dos Eternos com mais um integrante apresentado ao grupo. Agora é aguardar os próximos passos desses heróis que amam.

Vídeo: Divulgação/Marvel Brasil

Eternos
Crítica: Eternos
Sinopse
Originários dos primeiros seres a terem habitado a Terra, Os Eternos fazem parte de uma raça modificada geneticamente pelos deuses espaciais conhecidos como Celestiais. Dotados de características como imortalidade e manipulação de energia cósmica, eles são frutos de experiências fracassadas de seus próprios criadores, que também foram responsáveis por gerar os Deviantes, seus principais inimigos.
Prós
Direção precisa e inovadora
Visual é belo, contemplativo e filosófico
Boa representação das minorias
Apresenta heróis mais sensíveis e emocionais
Contras
Subutilização de personagens poderosos
Roteiro pouco objetivo e redundante
Protagonistas estão um pouco mornos nas atuações
4
Nota
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Bibliotecária, doutoranda em História das Ciências, e das Técnicas e Epistemologia. Apaixonada por cinema, séries e cultura em geral. Sem Os Goonies talvez não estivesse por aqui.

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  1. Pingback: Eternos tem a pior avaliação do MCU no Rotten Tomatoes - Woo! Magazine

  2. Pingback: "Eternos": Angelina Jolie não quer filme solo de Thena - Woo! Magazine

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