Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Histórias Assustadoras para Contar no Escuro

Avatar de João de Queiroz
João de Queiroz
8 de agosto de 2019 3 Mins Read

Historias Assustadoras poster 1

A escolha por ambientar “Histórias Assustadoras para Contar no Escuro” em 1968 não é mero capricho dos realizadores. Lembrado, principalmente, pelas manifestações estudantis na França e nos Estados Unidos, o “ano que não terminou” (nas palavras do escritor Zuenir Ventura) representou um período de intensa mobilização dos movimentos sociais. Entretanto, ao mesmo tempo, 1968 também deu provas da força do status quo frente às rebeliões, vide a permanência de Charles de Gaulle na presidência francesa e a vitória de Richard Nixon nas eleições estadunidenses. No Brasil, a situação não foi diferente: se em junho houve a Passeata dos Cem Mil, em dezembro o Ato Institucional Número Cinco (AI-5) foi decretado.

Portanto, não é preciso muito esforço para compreender o raciocínio por trás da ambientação de “Histórias Assustadoras…”: 1968 é basicamente uma versão comprimida do processo que tem se desenrolado ao longo dessa segunda metade dos anos 2010. No caso estadunidense, a transição do governo de Barack Obama para o mandato de Donald Trump, em que políticas progressistas e uma ilusão de Estado pós-racial deu lugar à ascensão do conservadorismo e ao agravamento das fissuras étnico-sociais.

Nesse sentido, as alusões que o filme faz a “A Noite dos Mortos-Vivos” corroboram essa interpretação. Lançado exatamente em 1968, o primeiro longa de George A. Romero é uma referência na utilização do gênero do horror como forma de explorar questões sociais. Não à toa, o primeiro momento em que os protagonistas de  “Histórias Assustadoras…” se encontram é quando, ao fugir de um bully, se escondem dentro de um carro estacionado em um drive-in onde é exibido o filme de Romero. Essa situação remete ao mote do longa de 1968, no qual um grupo de pessoas de diferentes realidades sociais se abrigam em uma casa durante um ataque zumbi. Além disso, a presença de um protagonista latino é uma clara atualização de “A Noite dos Mortos-Vivos” e seu protagonista negro. Assim como Romero utilizou Ben (Duane Jones) para discutir as tensões raciais entre negros e brancos e a violência policial contra a população afro-americana, o diretor André Øvredal usa Ramón (Michael Garza) para criticar a xenofobia trumpista contra a comunidade latina.

Por sua vez, a justaposição de Stella (Zoe Margaret Colletti) e Sarah Bellows (Kathleen Pollard) constrói uma interessante alusão ao apagamento das narrativas femininas ao longo da história. De um lado, uma jovem escritora de contos de horror que teme expor seus textos ao público, e do outro, o fantasma responsável pelas histórias assombradas que ganham vida ao longo do filme. Através da relação entre as duas, os realizadores apontam como o monopólio das narrativas nas mãos de apenas um grupo social (geralmente, homens brancos) contribui para uma visão simplista do passado e para a construção de visões de mundo herméticas e intolerantes. Assim, “Histórias Assustadoras…” defende a redescoberta de narrativas esquecidas pelo tempo e a importância da representatividade na formação de um universo narrativo plural.

historias assustadoras 4

Entretanto, apesar da louvável tentativa de Øvredal e dos roteiristas Dan e Kevin Hageman de levar a tradição do horror social a um público jovem, “Histórias Assustadoras…”, curiosamente, encontra na narrativa um empecilho para o seu sucesso. A ausência de trama e personagens genuinamente envolventes impedem o filme de atingir o seu potencial, fazendo dele um exercício teórico interessante, mas uma peça de entretenimento monótona.

Além disso, “Histórias Assustadoras…” falha como obra de horror, uma vez que investe em sustos óbvios e trabalha de forma bastante convencional a atmosfera, causando pouco efeito no espectador. Uma pena, pois, no geral, o design de monstros e criaturas é inventivo e merecia ser aproveitado de forma mais original.

No final das contas, é difícil ignorar completamente “Histórias Assustadoras para Contar no escuro”, pois toda tentativa de usar o gênero do horror para comentar o contexto político-social atual é válida. Entretanto, também não é possível fechar os olhos para a sua dificuldade em combinar satisfatoriamente o ativismo com a diversão esperada de um longa hollywoodiano comercial.


Imagens e vídeo: Divulgação/Diamond Films

Reader Rating0 Votes
0
4.5

Quer estar por dentro do que acontece no mundo do entretenimento? Então, faça parte do nosso  CANAL OFICIAL DO WHATSAPP e receba novidades todos os dias.

Tags:

CinemaTerror

Compartilhar artigo

Avatar de João de Queiroz
Me siga Escrito por

João de Queiroz

Passava tardes de final de semana na locadora. Estudou Cinema. Agora escreve sobre filmes.

Outros Artigos

Principe em Nova York
Anterior

“Um Príncipe em Nova York 2” – Wesley Snipes e Leslie Jones entram para o elenco

Rainhas do Crime poster
Próximo

Crítica: Rainhas do Crime

Próximo
Rainhas do Crime poster
8 de agosto de 2019

Crítica: Rainhas do Crime

Anterior
7 de agosto de 2019

“Um Príncipe em Nova York 2” – Wesley Snipes e Leslie Jones entram para o elenco

Principe em Nova York

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Bonecos Maria Clara & JP em espetáculo homônimo sentados no chão lendo um livro.
    “Maria Clara & JP – Brincar e Imaginar” Transforma o Qualistage em Grande Festa para Toda a Família
    Thiago Sardenberg
    Cantora Lorde com uma camisa branca e colar em corrente de ouro com cabelos ao vento, roupa molhada, e câmera capturando-a sutilmente de um ângulo inferior, no clipe de "What Was That".
    Lollapalooza 2026 | O Que Esperar do Show da Lorde?
    Nick de Angelo
    Chappell Roan durante apresentação, maquiada como drag, em palco em tonalidade vermelha e cheio de brilho.
    Lollapalooza 2026 | O Que Esperar do Show de Chappell Roan?
    Nick de Angelo
    publico lollapalooza 2024 oxidany
    Lollapalooza 2026 | Quando a Música se Torna Expressão de Uma Geração
    Gabriel Bizarro
    Imagem do palco Budweiser durante a apresentação de Girl In Red no Lollapalooza 2025.
    Do Jockey a Interlagos: a História do Lollapalooza Brasil Contada Por Quem Curte
    Gabriel Bizarro

    Posts Relacionados

    Uma das primeiras imagens de 'Duna: Parte 3', revelando um exército interlagáctico em formação.

    Duna 3 | Uma das Maiores Estórias da Ficção Científica Tem Seu Final com a Direção de Dennis Villeneuve

    Roberto Rezende
    18 de março de 2026
    Eloy Pohu como Enzo no filme autointitulado, segurando um celular e preocupado sentado contra um muro de pedra.

    Enzo | A Descoberta da Sexualidade Envolta em Privilégios e Sentimentos

    Roberto Rezende
    17 de março de 2026
    Imagem promocional dos prêmios Oscar, com a estatueta em um fundo roxo, com cortinas na paleta de cores simulando o teatro da premiação.

    Oscar 2026 | Confira os Vencedores

    Cesar Monteiro
    15 de março de 2026
    A Volta dos Mortos-Vivos (1985), clássico dos filmes de terror trash de zumbi

    5 Filmes de Terror Trash Para Assistir (Ou Não) Numa Sexta-Feira 13

    Amanda Moura
    13 de março de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx
    Banner novidades amazon