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Crítica

Crítica: Indignação

Bom, aqui voltamos a um nicho que eu não domino tanto: o de livros que viraram filmes. Indignação é mais um que entra para a coleção, mas aqui, ao meu ver, talvez a adaptação não tenha sido tão boa assim.

Em plena guerra, quando todas as conversas, tudo que domina as atenções se voltavam as batalhas sangrentas e dolorosas, as mortes, há poucas maneiras de se escapar da luta. Antigamente, ser judeu e ganhar uma bolsa era uma delas.

Marcus é um jovem ateu que pertence a uma família judia, no início da década de 50. Seu pai açougueiro fez e faz de tudo para livrá-lo da guerra, uma vez que ouve todo o tempo outros pais perdendo seus filhos, e sua mãe sempre amorosa, como toda mãe que zela por sua cria.

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Na universidade, Marcus se depara com ideias que vão contra as suas, organizações que não quer participar, perguntas que não quer responder, pessoas com as quais não quer ter amizade e com Olivia, quem será seu calcanhar de Aquiles, seu ponto fraco, sua ligação com o mundo do qual não faz parte, mas está inserido nele.

O filme transcorre em uma época que tinha muita repressão por todos os lados. Havia o preconceito por, teoricamente, fazer parte de uma religião distinta, disfarçada por uma aceitação que nunca houve, o preconceito de que você deveria estar inserido em uma religião. Tinha a o machismo mais que pronunciado naquele período, que classificava as mulheres como dois tipo: para casar ou não. Havia o recorrente temor de ir para guerra e coisas assim, que podiam ser claras ou não.O roteiro segue essa premissa, do medo recorrente. Mas, para mim, o que mais me marcou do filme foi Marcus realmente não se encaixar no que se exigiam e estar tranquilo quantos a suas escolhas. As perguntas existem, mas o personagem é seguro de suas opções, o que não deixa margem para grandes questões, e a única porta que se abre quanto a elas é Olívia.

Logan Lerman não é iniciante no cinema e faz um bom trabalho mesmo tão jovem. Seu personagem é o agente de todas as inquietações pelo qual passa o filme, e ele faz um bom serviço segurando grande parte da produção. Sarah Gadon como Olívia também está muito bem, com uma personagem com grandes responsabilidades, ainda que elas fiquem mais sugeridas que expostas realmente.

Os fatores externos, como fotografia, trilha sonora e caracterizações ajudam a compor um filme crível, sensível e tocante com uma história que vale a pena ser conferida em algum momento.

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James Schamus continua fazendo um bom trabalho com essa direção e as escolhas que faz em seus filmes. Apesar de alguns tropeços, Schamus tem uma carreira eloquente e não deixa de ter um desempenho competente com essa produção.

Indignação estreia dia 03 de novembro em todo Brasil.

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Reader Rating1 Vote
7.3
8.4

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade. Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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