Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Negócios
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Sem Direção

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Negócios
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Sem Direção
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Meu Corpo é Político

Avatar de Paulo Olivera
Paulo Olivera
20 de novembro de 2017 4 Mins Read
Marginalizados, mas jamais invisíveis

Meu Corpo é Político CartazA transexualidade entende-se pela condição onde o indivíduo possui uma identidade de gênero que se difere daquela que é designada em seu nascimento. Tentando simplificar, ela consiste em não se reconhecer com o corpo físico pelo qual nasceu. A partir disso, essas pessoas passam a lutar para se reconhecerem de maneira diferente a que lhes são impostas. É essa batalha diária, de afirmação e aceitação que “Meu Corpo é Político”, de Alice Riff,  expõe como longa documental.

No silêncio urbano da periferia de São Paulo, vemos o dia nascer. Com ele vamos conhecendo nossos protagonistas, sem que ressoem uma palavra sequer. O ponto inicial do filme não é apresentar diretamente seus personagens. O objetivo é trazer à tela o cotidiano rotineiro que qualquer pessoa, de qualquer cor, gênero, religião, sexualidade e etc, costuma ter. Ao todo, temos quatro protagonistas que conduzem a narrativa. Fernando Ribeiro é um homem trans que tentar ter sua identidade reconhecida pelo estado. Giu Nonato é uma mulher trans que entre suas atividades está a fotografia de nu artístico como empoderamento contra os padrões de beleza. Paula Beatriz é a primeira mulher trans a ser diretora de uma escola do estado de São Paulo. Linn Santos, conhecida como Mc Linn da Quebrada, uma cantora e performer queer.

Cientes e conscientes de seus corpos e ideologias pessoais, os três rostos “desconhecidos” se unem a Lin para ressoar a importância de suas presenças. Ao ler a frase anterior, pode até soar como um narcisismo, mas a proposta da produção é bem diferente e distante disso. De maneira naturalista, na maior parte da produção, vemos aqui o nascer de um longa sobre sororidade trans. Se analisarmos bem, são pouquíssimas produções de alcance que abordem tal tema. Seja na ficção ou nos documentários.

Com o argumento de Heverton Lima e roteiro e direção de Alice Riff, o longa se traduz mais em imagens do que em palavras. O fato de não colocarem seus protagonistas para dialogarem com a câmera já o faz ser interessante. Dessa maneira acompanhamos o cotidiano de cada um, fazendo que com eles nos conquistem numa relação interpessoal, onde somos meros observadores daquela verdade. Perceber a forma com que os terceiros, ao fundo, observam os corpos socialmente marginalizados, configuram com perfeição o título “Meu Corpo é Político”. O visível incomodo e/ou deslumbramento e até mesmo curiosidade em conhecer essas personas devido seus corpos propagam a verdadeira narrativa.

Meu Corpo é Político 01

O documentário de fotografia naturalista e chapada feita por Vinícius Berger traz uma dialética interessante dentro da proposta. Contudo, ele se perde quando tenta ser didático. Embora pudesse vir a ser esclarecedor aos menos esclarecidos sobre os problemas sociais que interferem na vida de uma pessoa trans, ele o faz perder sua força. As cenas que eram para ser cotidianas, são realizadas dentro de um contexto que eles vivem e revivem todos os dias e ao trazê-los a tela faz sua autenticidade e veracidade, embora real, não tenha as emoções verossímeis.

Na produção também é possível enxergar uma proximidade estética para telefilme. O que não é negativo para ele, em específico. Pelo fato do projeto ter sido contemplado com recursos para a produção na chamada Pública BRDE/FSA – Prodav TVs Públicas, em 2014, lhe dão uma outra possibilidade de propagação. Contudo, ele tem uma estética e proposta bem diferente do programa “Liberdade de Gênero” exibido pelo canal GNT. Talvez isso faça com que a produção tenha seu próprio tom sobre a luta pela expressão como pessoa, artista e ativista. Outro paralelo comparativo com a produção é o excelente “Corpo Elétrico”, de Marcelo Caetano, no qual Linn também faz parte. Assim como ele, “Meu Corpo é Político” é cativante por suas personas que se afirmam, que usam sua imagem para transgredir a sociedade, dentro de um cenário que marginalizado e periférico.

Ao final da sessão, além de uma ótima reflexão social, a produção ainda consegue nos deixar o desejo de ver mais. Tal fato pesa à ela de maneira positiva e negativa. Positiva por nos instigar a compreender e conhecer não só os protagonistas, mas as demais pessoas trans que nos passam despercebidas. E negativa, por, por exemplo, nos apresentar pouco sobre histórias tão cativantes, como a da Paula Beatriz, que podemos dizer ser a menos aproveitada. De qualquer forma, suas belas cores visuais e seu lirismo orgânico torna o longa mais uma produção necessária para exposição, debate e empoderamento.

Reader Rating0 Votes
0
7.5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

Cinema NacionalDocumentáriolgbtqrepresentatividade

Compartilhar artigo

Avatar de Paulo Olivera
Me siga Escrito por

Paulo Olivera

Paulo Olivera é mineiro, mas reside no Rio de Janeiro há mais de 10 anos. Produtor de Arte e Objetos para o audiovisual, gypsy lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, workaholic e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

Outros Artigos

lamppost
Anterior

Hope

images
Próximo

Crítica: A Vilã

Próximo
images
20 de novembro de 2017

Crítica: A Vilã

Anterior
19 de novembro de 2017

Hope

lamppost

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Inteligência Artificial
    Inteligência Artificial nas Mãos Erradas: Os Perigos Vão Muito Além dos Golpes
    Bruno Baptista
    Fermín Aldeguer MotoGP
    Fermín Aldeguer Passa Por Cirurgia Após Queda na MotoGP e Vira Dúvida Para o GP da Austrália
    Gabriel Fernandes
    Street Fighter
    Street Fighter Perde o Round | Nova Adaptação Nocauteia a Si Mesma com Cenários de Isopor e Humor Sem Graça
    Rodrigo Chinchio
    Garotos do Ninho Flamengo
    Flamengo Goleia Criciúma Por 4 a 1 e Fica Perto das Quartas da Copa do Brasil Sub-20
    Gabriel Fernandes
    Netflix demite funcionários
    Netflix Demite Mil Funcionários em Maior Corte Desde 2022 e Reorganiza Operações
    Gabriel Fernandes

    Posts Relacionados

    Street Fighter

    Street Fighter Perde o Round | Nova Adaptação Nocauteia a Si Mesma com Cenários de Isopor e Humor Sem Graça

    Rodrigo Chinchio
    15 de outubro de 2026
    Netflix demite funcionários

    Netflix Demite Mil Funcionários em Maior Corte Desde 2022 e Reorganiza Operações

    Gabriel Fernandes
    14 de outubro de 2026
    holy wood dust

    “Holy Wood Dust” Revela Um Mundo Invisível da Natureza Com Imagens Impressionantes

    Gabriel Fernandes
    14 de outubro de 2026
    o outro lado das redes 01

    “O Outro Lado das Redes” Acerta na Investigação do Facebook, Mas Exagera ao Retratar Zuckerberg

    Gabriel Fernandes
    13 de outubro de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx