Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Mudbound – Lágrimas Sobre O Mississippi

Avatar de Oswaldo Marchi
Oswaldo Marchi
5 de fevereiro de 2018 4 Mins Read

Mudbound posterA temporada de premiações de Hollywood não serve somente para a entrega de estatuetas de ouro: ela é também um modo de destacar produções que provavelmente não seriam tão divulgadas de outra maneira. O público, por sua vez, é rápido em taxar diversos desses filmes com a tenebrosa nomenclatura “oscar bait”, que apesar de pejorativa, não é um atestado de baixa qualidade. Como exemplo disso, surge “Mudbound – Lágrimas sobre o Mississippi”, um drama histórico que, enquanto seu status como um longa arquitetado para concorrer ao Oscar é questionável, a sua qualidade não é.

Realizado por diversas produtoras pequenas, “Mudbound” teve seu potencial reconhecido pela Netflix, que o distribuiu (em território estadunidense) não só pela plataforma de streaming, como também nos cinemas, mas somente por tempo o suficiente para validar a sua “candidatura” ao Oscar. Essa aposta pagou quando o filme foi indicado para quatro categorias da premiação, incluindo a primeira indicação de uma mulher em fotografia.

A trama, baseada no livro homônimo de Hillary Jordan, se passa nos anos 40, no estado norte-americano do Mississippi, quando Henry (Jason Clarke) e Laura McAllan (Carey Mulligan) se mudam para uma fazenda que compraram em uma área rural pacata com seus familiares. Nessas terras vivem os Jackson, cabeceados por Hap (Rob Morgan) e Florence (Mary J. Blige) uma família negra que cuida do local por gerações, trabalhando para quem quer que sejam os donos. Logo, tensões entre os dois clãs começam surgir, culminando quando Jamie McAllan (Garrett Hedlund) e Ronsel Jackson (Jason Mitchell), que lutavam na Segunda Guerra Mundial, retornam para casa e formam uma amizade que é má vista por conta do racismo predominante na região.

Envolta em guerra e questões raciais, a temática do filme é delicada, e pode facilmente se sobressair na trama de forma não natural, o que, felizmente, não é o caso. Nas mãos de Dee Rees, “Mudbound” é crível e sútil, mas também brutal quando precisa, e tecnicamente impressionante. Apesar de pesado em diálogos e monólogos, a diretora também deixa a imagem falar por si só quando necessário – como um plano de Ronsel retornando para casa, em seu uniforme militar, cheio de medalhas, confinado a parte de trás de um ônibus destinada, com um aviso, para “pessoas de cor”.

A história é amarrada também por uma montagem sagaz, que conecta bem as cenas das duas famílias, traçando paralelos quando transita entre as situações semelhantes em que se encontram, mas mostrando o modo diferente como se comportam. O mesmo também é realizado entre a trama na fazenda e na Segunda Guerra, que são equiparadas de acordo com o emocional dos personagens, sendo o maior exemplo os cortes entre Ronsel, em seu pior momento na batalha, e seu pai sofrendo um acidente que o deixa confinado e cama e impossibilitado de trabalhar o campo.

Tudo isso é apresentado através de uma fotografia admirável, que não cai nos clichês em sépia ou dessaturados de filmes de época. Ao invés disso, a diretora de fotografia Rachel Morrison busca representar a realidade local, mostrando a beleza da área rural ocasionalmente, mas se focando mais em tons turvos, com a lama e a chuva presentes quase como uma entidade.Mudbound10

A parte técnica vigorosa complementa o roteiro que, apesar de alguns problemas de adaptação, é bem estruturado. O mais reparável no script, de início, é a quantidade de cenas com voice-overs, realizados por vários personagens. Essas narrações são ótimas para desenvolver suas personalidades, porém, ficam cansativas rápido e deixam bem transparente que se trata de uma adaptação de livro que poderia ter sido feita com mais sutileza.

Tendo dito isso, o ponto forte do roteiro é justamente o seu desenvolvimento de personagens, conseguindo focar a história em um grupo de sete pessoas e dando o espaço necessário para cada uma delas crescer e até subvertendo o que se espera de algumas. Por exemplo, Henry McAllan, a principio, parece ser um “pai de família” decente, mas vai se demostrando sua personalidade egoísta e apática aos poucos, através de uma atitude passivo-agressiva.

Esse desenvolvimento é fruto também de um elenco de qualidade. Garrett Hedlund e Jason Mitchell simulam perfeitamente o estresse pós-traumático de seus personagens, e é notável a diferença entre suas interpretações antes e depois da guerra. Rob Morgan, conhecido por seus papeis mais cômicos em séries como “Stranger Things” e “Demolidor”, surpreende com a complexidade com qual faz Hap Jackson, e Mary J. Blige, indicada ao Oscar pela sua performance, apesar de mais contida, transmite toda a preocupação e empatia de Florence Jackson de forma bem natural. A única atuação que se perde em meio à produção é a de Carey Mulligan, mas isso se deve ao modo como a personagem é escrita, como a genérica “dama benevolente” de dramas históricos (com os quais Mulligan já está bem acostumada).

“Mudbound”, por fim, apresenta não só uma questão racial, mas também é sobre a reintegração de veteranos de guerra na sociedade, e mesmo a história se passando nos anos 40, são discussões ainda atuais. A produção pode até ser encarada como um “oscar bait”, mas isso não nega a sua execução competente, sua mensagem importante e, acima de tudo, que é um bom filme.

Reader Rating0 Votes
0
8

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

Carey MulliganOscars

Compartilhar artigo

Avatar de Oswaldo Marchi
Me siga Escrito por

Oswaldo Marchi

Publicitário formado no Rio de Janeiro, tem mais hobbies e ideias do que consegue administrar. Apaixonado por cinema e música, com um foco em filmes de terror trash e bandas de heavy metal obscuras. Atualmente também fala das trasheiras que assiste em seu canal do Youtube, "Trasheira Violenta".

Outros Artigos

Blockbuster 1
Anterior

Crítica: Blockbuster

JANE AUTEN POST
Próximo

Novela inspirada em obra de Jane Austen

Próximo
JANE AUTEN POST
5 de fevereiro de 2018

Novela inspirada em obra de Jane Austen

Anterior
4 de fevereiro de 2018

Crítica: Blockbuster

Blockbuster 1

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Belo no Rock in Rio 2026
    Rock in Rio 2026 | Belo Chega ao Espaço Favela com a Força de Décadas de Pagode
    Amanda Moura
    Só por uma noite one night only universal pictures
    “Só Por Uma Noite” Transforma Uma Lei Absurda Em Uma Divertida E Surpreendente Comédia Romântica
    Gabriel Fernandes
    This & That Stray Kids photoshoot 1
    THIS & THAT | Novo Lançamento do Stray Kids Conversa com a Cultura Geek
    Mariana Centurion
    the elder scrolls vi sentinel bethesda 3
    The Elder Scrolls VI: “Sentinel” Pode Ser o Nome do Próximo Capítulo e as Novas Pistas Mudam Tudo
    Luís Gustavo Dias
    Denzel Washington 02 The Hurricane
    Denzel Washington Tem Clássico Do Boxe Com Data Para Sair Da Netflix
    Gabriel Fernandes

    Posts Relacionados

    Só por uma noite one night only universal pictures

    “Só Por Uma Noite” Transforma Uma Lei Absurda Em Uma Divertida E Surpreendente Comédia Romântica

    Gabriel Fernandes
    16 de agosto de 2026
    Denzel Washington 02 The Hurricane

    Denzel Washington Tem Clássico Do Boxe Com Data Para Sair Da Netflix

    Gabriel Fernandes
    16 de agosto de 2026
    Elizabeth Não Deseje Boa Sorte

    “Não Deseje Boa Sorte” Emociona Ao Transformar O Sonho De Uma Adolescente Em Uma Dolorosa História Familiar

    Gabriel Fernandes
    16 de agosto de 2026
    Doutor Destino

    Doutor Destino Ergue Exército de Sentinelas em Trailer Explosivo na D23

    Rodrigo Chinchio
    15 de agosto de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx