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Crítica

Crítica: A noite da Realeza

          Uma comemoração e duas princesas no meio do povo descobrindo novos lugares

Em um  momento tão complicado para a Europa como foi a Segunda Guerra Mundial, uma narrativa surgiu contrapondo todos os horrores desse período. A história de “A noite da Realeza” que se passa no dia 8 de Maio de 1945, representando a derrota da Alemanha.

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O filme inicia com cenas em preto e branco, com fotos verdadeiras da época e cenas reais. Aparece, então, uma princesa Elizabeth – vivida por Sarah Gadon – olhando pela janela para o povo. Quando sua irmã Margareth – Bel Powley – chega e as duas pedem à mãe para poderem sair incógnitas já que é um dia especial: O dia da Vitória.

E é sobre isso que o filme fala, sobre uma saída das princesas para comemoração, que de início não é permitido pela mãe – Emily Watson. Mas, é claro, que não fica assim. Depois de alguns contratempos, o pai – vivido por Rupert Everett – acaba permitindo.

No entanto, quando finalmente saem não irão completamente sozinhas, pois duas pessoas foram designadas para cuidar da segurança delas e quando chegam no local há uma festa organizada especialmente para as princesas. Ou seja, foi tudo armado pelos pais.

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Mas Margareth consegue fugir para se divertir e Elizabeth, percebendo a ausência da outra, vai atrás para procurá-la. É quando a diversão realmente começa.

Parece um pouco óbvio, mas a história se foca em Elizabeth, colocando Margareth sempre em segundo plano, mostrando o que Elizabeth passa, o que ela vê ao longo do caminho, sendo tudo completamente novo para a princesa. Claro, sempre à procura da irmã. O filme inteiro é uma busca. Busca pelo autoconhecimento, busca para encontrar a irmã, uma busca por ela mesma.

Seu roteiro é muito bom, tendo um ritmo leve e muito fácil de assistir. Em muitos momentos nos pegamos sorrindo com o que está acontecendo, mostrando o típico humor britânico que encanta muitas pessoas, outras nem tanto. Além disso, sabe-se que essa noite realmente aconteceu, porém não dessa maneira, uma grande parte é ficção. Já a produção encanta por sua leveza, boa atuação em um uma trama divertida que mostra que se a gente esquecer as divisões de classes sociais e meias verdades, pois muita coisa fica subtendido, se torna muito fácil de assistir.

Tendo sido rodado em Londres e em Bruxelas, as paisagens são lindas, principalmente quando os personagens se encontram mais no interior. A vista do Palácio de Buckinghan no momento em que o Rei e a Rainha aparecem para o povo é pura emoção, trazendo à tona o que provavelmente o povo sentia naquele momento: felicidade pelo fim da guerra.

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Outro ponto que não podemos deixar de comentar é sobre o figurino, sendo possível resumir em uma palavra: exuberante. A caracterização trouxe não só todo o glamour de pessoas da alta classe de Londres daquele período, reconstruindo muito bem as vestes de gala – não só das princesas, como também das demais pessoas que estão no baile. Além da bela construção do figurino do povo e dos soldados.

E como uma boa reconstrução da vida da época, temos também ótimas escolhas musicais da época, como Glenn Miller. O momento em que as irmãs se encontram e dançam o ritmo do momento é muito divertido de se ver.

“A noite da realeza”, distribuído no Brasil pela A2 Distribuidora, traz tudo o que podemos esperar de uma boa produção do tipo. Uma história leve, mesmo tendo como base o fim de uma guerra, mostrando que os membros da realeza são  humanos como a gente que passam por seus dramas e problemas, mesmo sendo um pouco diferente dos dramas de seu povo.

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Leitora voraz, que faz mil e uma tarefas. Apaixonada por filmes, séries e leitura em geral. Cacheada de nascença e por amor.

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