Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
Crítica de TeatroEspetáculos

Crítica: O Açougueiro

Paulo Olivera
3 de dezembro de 2016 3 Mins Read
Referências Multifacetadas
 
o-acougueiro-rio_cartaz-a3-preview-1O prazer de ir ao teatro pode ser relacionado as mais diversas coisas, mas não podemos negar que estar de frente à um espetáculo visual em que tudo acontece na hora, passivo de erros, que nos transporta à um novo universo durante sua realização é, sem dúvida, algumas das melhores circunstâncias.
 
Para quem mora no Rio de Janeiro, há muitas opções, embora grande parte das produções possam a vir incomodar depois de um certo tempo. A verdade é que chega uma hora que o prazer de ver Nelson Rodrigues e Shakespeare, reproduzido constantemente por aqui, se esgota. Alguns dos musicais viram nada além de um mecanismo monetário para as produtoras, e as comédias… Bom, não vamos entrar no mérito das comédias do Rio.
 
Toda essa introdução nada mais é que uma observação válida para o mercado teatral carioca, em que um monologo de drama, de 50 minutos aproximadamente, precisa vir de Pernambuco como um presente para nossos olhos, ouvidos, corações e mente. Mesmo relutante em dizer, pois a arte não é algo exclusivo, “O Açougueiro”, em cartaz no Poeira, é teatro puro para quem ama, vive e transborda essa arte.
 
A proposta que nasceu em Recife, no ano passado, rodou alguns festivais de teatro antes de sua temporada no Rio. Selecionado no Festival de Curitiba, Festival Internacional de Londrina e Festival Togorama, citando alguns, ele já recebeu os prêmios de Melhor Ator, no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos; Melhor Ator, Direção e Texto, no Festival de Trindade, e os prêmios de Melhor Ator, Melhor Monólogo e Melhor Maquiagem na 16ª edição do Prêmio Cenym de Teatro Nacional.
 
O pernambucano Samuel Santos é responsável por três pontos construtivistas à beleza do espetáculo. Ele assina o texto, a direção e o desenho de luz, executado por Wallace Furtado. Sua narrativa nos aproxima do interior sertanejo e humano, para narrar a vida de Antônio, um pobre garoto que cresceu querendo ser açougueiro por ter passado fome e desejar comer carne. O sonho infantil ganha uma força imagética absurda para a construção do personagem central, que após realizar esse sonho casa-se Nicinha, uma ex-prostituta.
o-acougueiro-01
Para trazer à tona as múltiplas facetas e referências presentes em sua obra, ele divide o texto entre diálogos, cantos, que nos remete muito ao cordel, e algumas manifestações da cultura popular nordestina como os aboios, cantigas de reisados e toadas de vaqueiro. Entre as muitas transições narrativas, Samuel construiu uma luz que vem como um gatilho interpretativo para compor o “auto” e dar liberdade a imaginação do público.
 
Sua crítica social segue num tom dramático e, por vezes, debochado, que faz da interpretação de Alexandre Guimarães uma preciosidade dinâmica, física e cruel ao dar voz à sete personagens. Com a preparação vocal de Nazaré Sodré e a preparação corporal de Agrinez Melo, que também assina o figurino, Alexandre nos expõe à uma lúdica ferocidade, a verdadeira fome de viver, amar e em troca ser.
 
Sem trilha sonora, sem um “cenário”, usando apenas as poucas peças de figurino, objetos cênicos e a maquiagem, criada por Vinicius Vieira, Alexandre conduz a volta da exuberância expressionista do teatro físico, bem marcado, construído em cima de sua verdadeira e genuína capacidade de interpretação. Não importa se ele é o Antônio, a Nicinha, o próprio boi ou qualquer outro personagem, seu tom de dramatização é um primoroso deleite. Principalmente para aqueles que conhecem o sertão, o interior, e suas nuances culturais.
 
Embora seja um espetáculo simples, a produção teve a ousadia de insistir na realização de uma peça onde não costuma ser a primeira escolha do público carioca, entrando em cartaz num teatro não tão “barato” ou de “fácil” acesso, sem incentivo cultural e sendo apresentado em dias que normalmente não temos uma grande procura para entretenimento. Desbancando categoricamente peças com globais, “O Açougueiro” é um dos melhores espetáculos teatrais visto em 2016. Por tanto, aproveitem e vejam o teatro em sua melhor forma: nu, cru e sincero. Merda e fortíssimos aplausos aos envolvidos.
Reader Rating9 Votes
7.7
9.7

Quer estar por dentro do que acontece no mundo do entretenimento? Então, faça parte do nosso  CANAL OFICIAL DO WHATSAPP e receba novidades todos os dias.

Tags:

DramaEspetáculo TeatralMonólogoNordesteTeatro

Compartilhar artigo

Me siga Escrito por

Paulo Olivera

Paulo Olivera é mineiro, mas reside no Rio de Janeiro há mais de 10 anos. Produtor de Arte e Objetos para o audiovisual, gypsy lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, workaholic e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

Outros Artigos

15322479 1621687111459030 772630349 o
Anterior

Homenagem a Spock, Milla Jovovich e novidades em séries da Globo: confira destaques do segundo dia da CCXP 2016

15304560 1825571704353588 3190910788899710842 o
Próximo

Roda América – Em busca de nossa gente

Próximo
15304560 1825571704353588 3190910788899710842 o
3 de dezembro de 2016

Roda América – Em busca de nossa gente

Anterior
2 de dezembro de 2016

Homenagem a Spock, Milla Jovovich e novidades em séries da Globo: confira destaques do segundo dia da CCXP 2016

15322479 1621687111459030 772630349 o

2 Comments

  1. Naná Sodré disse:
    3 de dezembro de 2016 às 18:46

    Boa tarde Paulo!

    Grata pela crítica, nós do grupo O Poste (Naná,Agri e Samuca) estamos muito felizes com a passagem de O Açougueiro pelo Rio. Um abraço. E sim…a construção vocal é um deleite.

    Naná Sodré

    Responder
    1. Paulo Olivera disse:
      3 de dezembro de 2016 às 18:57

      O Açougueiro é incrível. “Quando eu crescer” quero fazer espetáculos assim! hahahaha
      Merda galera!

      Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Posts Recentes

E.V.E do Bring Me The Horizon
Bring Me The Horizon Exibirá Show Gravado Em São Paulo Nos Cinemas
Amanda Moura
Terror em Silent Hill: Regresso Para o Inferno (2026)
Terror em Silent Hill 3 | Tudo o Que Você Precisa Saber Antes de Assistir
Amanda Moura
Matthew McConaughey
Matthew McConaughey não Quer ser Hackeado pela IA, mas Quer Monetizar Através dela
Rodrigo Chinchio
Jamie Campbell Bower em Stranger Things 5
Stranger Things Chega ao Fim com Decisões Criativas Questionáveis
Hugo Santiago
Série All Her Fault
All Her Fault | Quando a Sororidade Salva o Dia
Roberto Rezende

Posts Relacionados

Sorry, Baby

Sorry, Baby | Entre o Humor Culposo e a Dor Silenciosa

Rodrigo Chinchio
11 de dezembro de 2025
Crise dos 7

“Crise dos 7” é o Grande Vencedor do Festival de Teatro Adulto do Tijuca Tênis Clube

Press
12 de novembro de 2025
No Other Choice

No Other Choice | O Homem Comum em uma Jornada Criminosa Macabrabramente Bem Humorada

Rodrigo Chinchio
5 de novembro de 2025
No Caminho

No Caminho | Um Romance Homoafetivo em Meio à Violência dos Cartéis

Rodrigo Chinchio
5 de novembro de 2025
  • Sobre
  • Contato
  • Collabs
  • Políticas
Woo! Magazine
Instagram Tiktok X-twitter Facebook
Woo! Magazine ©2024 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx
Banner novidades amazon