Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
Crítica de TeatroEspetáculos

Crítica: O Jornal – The Rolling Stone

Convidado Especial
1 de março de 2018 4 Mins Read

A história que se passa numa Uganda – mais próxima dos dias atuais do que nunca – tem como tema central uma das questões mais urgentes da atualidade: a liberdade de amar

O Jornal The Rolling Stone e1519844616213

Em 2010 – ontem, certo? – o jornal ugandense: “The Rolling Stone” publicou uma lista com 100 nomes de homossexuais e incitou seus leitores a enforcar os mencionados. O fato seria repetido mais tarde em outra publicação, de 2014 , o “Red Pepper” que lançou nova matéria com 200 homossexuais do país africano – isto somente um dia após a revogação da lei anti-gay que permitia que cidadãos denunciassem gays sob pena de também serem punidos pela “omissão”. Vale dizer que embora a dita lei tenha caído, ainda hoje a homossexualidade continua a ser crime punível com prisão em Uganda.

É dessa temática que o texto original de Chris Urch, traduzido por Diego Teza, com encenação de Kiko Mascarenhas  e Lázaro Ramos parte. Joe, Dembe e Wummie – são irmãos que precisam reconstruir suas vidas após a morte do pai. Joe (André Luiz Miranda) se prepara para ser pastor enquanto Dembe (Danilo Ferreira) e Wummie (Indira Nascimento) estudam para superarem a condição social em que se inserem. Neste contexto, Dembe conhece Sam (Marcos Guian) e eles acabam se apaixonando. A tradução de Diego Teza consegue trazer a complexidade dos personagens e urgência da temática, fugindo de bandeiras e militâncias. Através da palavra ele consegue inserir o pluralismo de sentimentos que os personagens se envolvem. O amor entre entre Dembe e Sam – paralelamente a confusão de estarem apaixonados por alguém do mesmo sexo – o ódio na pregação de Joe como reverendo, a agonia de uma mãe (Heloísa Jorge) que aguarda uma única palavra da filha muda (Marcella Gobatti) e a irmã (Indira Nascimento) que extravasa medos e anseios – ainda que seja a única que sabe tudo que ocorre ao seu redor. Através desse cuidado com as palavras, o espetáculo se torna uma bela mensagem de tolerância e amor ao próximo.

O Jornal The Rolling Stone 3

O tratamento cênico de Kiko Mascarenhas e Lázaro Ramos trabalha com um crescente no dilema vivido pelos personagens – de diálogos sutis, contando inclusive com requintes de comicidade, eles partem para embates fervorosos e tensos. Todas as cenas são ancoradas pela iluminação impecável de Paulo Cesar Medeiros capaz de criar angulações e ambientes completamente distintos entre si – ainda que toda ação ocorra num círculo delimitado. Além disso a trilha sonora original de Wladimir Pinheiro entra sempre de forma sutil de forma a servir como um componente a favor da história e não um outro protagonista. A cenografia de Mauro Vicente Ferreira trabalha com as mais bela sutileza possível, com destaque para a embarcação onde alguns diálogos acontecem e para a igreja que destaca o reverendo. Os figurinos de Tereza Nabuco estão compatíveis com a época, contexto social e individualidade de cada personagem.

É possível perceber que existe uma harmonia e coerência entre os atores, de forma que o processo de entrega e formação de fortes laços entre àquelas pessoas se mantém vivo, forte, estável e bem perceptível durante todo o espetáculo. Essa união é, de fato, o maior mérito da interpretação do elenco. Heloisa Jorge, como Mama – indicada ao prêmio APTR de Melhor Atriz em Papel Coadjuvante – se esforça para convencer o físico, a vivência e a voz de uma mulher mais velha, mas ainda se observa que se trata de alguém bem mais jovem do que a proposta. Sua filha – que pode falar, mas não consegue abrir a boca –  Naome, vivida por Marcella Gobatti, brilha quando se diverte em cena, salvo alguns momentos em que apruma-se e demonstra medo com requintes de caricatura. O reverendo Joe, André Luiz Miranda, sabe explodir em cena, e como sabe, de forma até a ultrapassar um pouco na gesticulação, quando divide bem o texto – como em sua pregação oportunista – hipnotiza quem assiste, ao contrário de quando grita de forma esvaziada. Dembe e Sam, Danilo Ferreira e Marcos Guian, respectivamente, se perdem uma vez ou outra, na conexão entre os dois – individualmente eles tem momentos assertivos, porém, quando se encontram, ficam um tanto quanto desajustados. A relação entre o casal não transmite aquele sentimento de já se conhecerem profundamente, a forma de dar o texto é decorada e no mesmo tom melódico. Destaque de peso para Indira Nascimento que dá vida a Wummie, a atriz está de fato como um ser afetado em cena – viva e reagindo verdadeiramente a conexão com o outro, a como ela se deixa afetar – os outros, apesar de brilharem, entraram no modo automático em alguns momentos.

“O Jornal – The Rolling Stone” é um espetáculo muito bem montado que não pode deixar de ser assistido. Com um elenco nivelado e elementos cênicos de primeira linha, a trama traz à tona uma questão urgente, atemporal e que é sim, problema de toda uma sociedade. Todo e qualquer indivíduo precisa contemplar o trabalho e debruçar-se na missão de lutar pelo direito de – qualquer pessoa independente de cor, gênero ou classe social – amar da maneira mais livre que quiser.


Por Rayza Noiá

O Jornal The Rolling Stone 1
Crítica: O Jornal – The Rolling Stone
Sinopse
Prós
Contras
4
Nota

Quer estar por dentro do que acontece no mundo do entretenimento? Então, faça parte do nosso  CANAL OFICIAL DO WHATSAPP e receba novidades todos os dias.

Compartilhar artigo

Me siga Escrito por

Convidado Especial

Outros Artigos

1DCB1DE0 0CF9 473A 923D 7D957A962890 702 000002227CD9D94F
Anterior

10 sites e blogs para quem quer ser escritor

amante poster
Próximo

Crítica: Amante Por Um Dia

Próximo
amante poster
1 de março de 2018

Crítica: Amante Por Um Dia

Anterior
1 de março de 2018

10 sites e blogs para quem quer ser escritor

1DCB1DE0 0CF9 473A 923D 7D957A962890 702 000002227CD9D94F

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    A Volta dos Mortos-Vivos (1985), clássico dos filmes de terror trash de zumbi
    5 Filmes de Terror Trash Para Assistir (Ou Não) Numa Sexta-Feira 13
    Amanda Moura
    Festival Humor Contra Ataca 2026 com Tom Cavalcante como Roberto Carlos.
    Tom Cavalcante brilha com seu humor popular no Qualistage
    Thiago Sardenberg
    Frame do primeiro episódio, imagem de divulgação, com o protagonista de Samurai Champloo, Jin, com a expressão confiante e séria na animação de 2004.
    Samurai Champloo | Clássico Ganhará Live-action
    Nick de Angelo
    Alicia Sanz como a protagonista Natalie Flores em 'Push: no Limite do Medo', em cena do filme tensa segurando uma vela com a mão esquerda (à nossa direita) iluminando seu rosto no escuro.
    Push – No Limite do Medo | Resiliência Feminina e Maternidade em Suspense de Sobrevivência
    Roberto Rezende
    Jake Gyllenhaal (à esquerda) com mãos no bolso, de óculos escuros, e Henry Cavill (à direita) com mão na cintura e encostado olhando o ator ao lado, em paisagem de mansão no filme "Na Zona Cinzenta".
    Na Zona Cinzenta | Filme de Guy Ritchie com Henry Cavill e Jake Gyllenhaal Ganha Trailer
    Nick de Angelo

    Posts Relacionados

    Festival Humor Contra Ataca 2026 com Tom Cavalcante como Roberto Carlos.

    Tom Cavalcante brilha com seu humor popular no Qualistage

    Thiago Sardenberg
    12 de março de 2026
    Cartaz da terceira edição do Festival Humor Contra-ataca promocional ao dia de Luana Zucotolo.

    Festival Humor Contra-ataca 2026 | Luana Zucoloto Comanda Noite de Risos

    Thiago Sardenberg
    12 de fevereiro de 2026
    Fala sério mãe

    Fala Sério, Mãe| Risos e Emoção Garantidos

    Thiago Sardenberg
    4 de fevereiro de 2026
    Crise dos 7

    “Crise dos 7” é o Grande Vencedor do Festival de Teatro Adulto do Tijuca Tênis Clube

    Press
    12 de novembro de 2025
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx
    Banner novidades amazon