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CríticaFilmes

Crítica: O quarto dos esquecidos

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Convidado Especial
13 de outubro de 2016 3 Mins Read

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Durante toda a nossa vida encaramos perdas e essas fazem parte do processo de mudança que precisamos encarar no nosso dia-a-dia. Quando as nossas emoções estão mais enfraquecidas, enfrentamos essas perdas com muita dificuldade e pode ser bastante traumático. Em alguns casos, a pessoa não aceita sentir aquela dor sentimental e pode desenvolver um processo depressivo, necessitando de acompanhamento médico e psicológico. A perda mais difícil para o indivíduo é aquela que envolve a morte de alguém muito próximo, pois não nos foi ensinado quando crianças a lidar com a dor desse luto e muitos adultos criam histórias fantasiosas, sem explicar o sentido real. Crescemos elaborando este sentimento infantil e, de fato, algum momento da vida precisamos encontrar forças psíquicas para enfrentar  estas perdas.

“O quarto dos esquecidos” que estreia no dia 13 de Outubro de 2016, nos cinemas de todo Brasil, é um mistério a mente humana. Refere-se ao comportamento do homem, diante as suas experiências traumáticas, tornando os mesmos inconstantes com atitudes consideradas descontroladas e insanas pela Sociedade. Criando certas desconfianças, o filme revela a história de uma família, a mãe (Kate Beckinsale), o pai (Mel Raido) e o filho (Duncan Joiner) se mudam  para uma mansão numa cidade pequena, para encarar a dor de um luto, sobre a  perda de um membro da família. A mãe descobre um quarto escondido no sótão, onde situações estranhas acontecem.

A narrativa acompanha o estado emocional daquele momento na vida dos personagens. O Roteiro é escrito pelo ator Wentworth Miller que trabalha os personagens destacando suas características fortes e bastante individuais. Algumas cenas provocam um pouco de tensão psicológica e poucas cenas são assustadoras. Os diálogos acompanham a intensidade das cenas de terror com algumas aparições, mas não muito assustadoras.quarto-11Fizeram uma produção com bastante capricho, escolhendo o lugar perfeito como cenário. Cada cena do filme tinha um detalhe, tornando a mesma mais verdadeira, o detalhe das cores da casa um pouco sombria, dando um ar de melancolia e tristeza, a escolha da estação climática e o estado da casa.

Os atores, pelas suas características fortes, são bastante marcantes, porém, dois personagens se destacam pela intensidade e interpretação, a mãe (Kate Beckinsale), no qual representa uma mulher sofrida, depressiva por ser marcada pela história de um passado bastante recente, a atriz teve êxito com a personagem e o filho (Duncan Joiner), uma criança madura para a idade  e muito sensível, o ator interpretou com muita perfeição.

O figurino realiza um trabalho de bom gosto, colocando os personagens bem vestidos e com a aparência bem cuidada. Por ser a história de uma mulher com sofrimento psíquico atual, a mãe se apresenta de outra forma, com uma aparência mais abatida.

O Diretor D.J. Caruso não fez um filme de terror dos mais assustadores, como já foi dito. Algumas cenas trabalham a tensão psicológica, mas fica por aí. O filme provoca uma certa dúvida sobre o verdadeiro desfecho da história, nos levando a algumas conclusões e deixando o ar de mistérios.

A música ajuda a completar a densidade e a atmosfera do filme, trabalhando bem com a fotografia sombria que nos convida a fantasiar e elaborar certas sensações de medo, bem como criarmos expectativas sobre a história.

Definitivamente não é um filme que causa arrepios ou sustos de pular da cadeira, mas nos convida a refletirmos sobre o estado psíquico da personagem e não duvido que não aproxime alguns com memórias sobre a própria vida, fazendo-os se questionarem e até mesmo lembrarem de pessoas que tenham vivenciado as sensações da personagem. É um filme interessante, que nos leva a viajar entre o padrão da realidade e o campo da fantasia.

Por Marina Andrade

Produção
7.9
Direção
6.3
Roteiro
7.5
Elenco
9
Figurino
6.8
Trilha
8.1
Reader Rating2 Votes
7.4
7.6

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Tags:

Kate BeckinsaleSuspenseTerror

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