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Crítica

Crítica: O quarto dos esquecidos

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Durante toda a nossa vida encaramos perdas e essas fazem parte do processo de mudança que precisamos encarar no nosso dia-a-dia. Quando as nossas emoções estão mais enfraquecidas, enfrentamos essas perdas com muita dificuldade e pode ser bastante traumático. Em alguns casos, a pessoa não aceita sentir aquela dor sentimental e pode desenvolver um processo depressivo, necessitando de acompanhamento médico e psicológico. A perda mais difícil para o indivíduo é aquela que envolve a morte de alguém muito próximo, pois não nos foi ensinado quando crianças a lidar com a dor desse luto e muitos adultos criam histórias fantasiosas, sem explicar o sentido real. Crescemos elaborando este sentimento infantil e, de fato, algum momento da vida precisamos encontrar forças psíquicas para enfrentar  estas perdas.

O quarto dos esquecidos” que estreia no dia 13 de Outubro de 2016, nos cinemas de todo Brasil, é um mistério a mente humana. Refere-se ao comportamento do homem, diante as suas experiências traumáticas, tornando os mesmos inconstantes com atitudes consideradas descontroladas e insanas pela Sociedade. Criando certas desconfianças, o filme revela a história de uma família, a mãe (Kate Beckinsale), o pai (Mel Raido) e o filho (Duncan Joiner) se mudam  para uma mansão numa cidade pequena, para encarar a dor de um luto, sobre a  perda de um membro da família. A mãe descobre um quarto escondido no sótão, onde situações estranhas acontecem.

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A narrativa acompanha o estado emocional daquele momento na vida dos personagens. O Roteiro é escrito pelo ator Wentworth Miller que trabalha os personagens destacando suas características fortes e bastante individuais. Algumas cenas provocam um pouco de tensão psicológica e poucas cenas são assustadoras. Os diálogos acompanham a intensidade das cenas de terror com algumas aparições, mas não muito assustadoras.quarto-11Fizeram uma produção com bastante capricho, escolhendo o lugar perfeito como cenário. Cada cena do filme tinha um detalhe, tornando a mesma mais verdadeira, o detalhe das cores da casa um pouco sombria, dando um ar de melancolia e tristeza, a escolha da estação climática e o estado da casa.

Os atores, pelas suas características fortes, são bastante marcantes, porém, dois personagens se destacam pela intensidade e interpretação, a mãe (Kate Beckinsale), no qual representa uma mulher sofrida, depressiva por ser marcada pela história de um passado bastante recente, a atriz teve êxito com a personagem e o filho (Duncan Joiner), uma criança madura para a idade  e muito sensível, o ator interpretou com muita perfeição.

O figurino realiza um trabalho de bom gosto, colocando os personagens bem vestidos e com a aparência bem cuidada. Por ser a história de uma mulher com sofrimento psíquico atual, a mãe se apresenta de outra forma, com uma aparência mais abatida.

O Diretor D.J. Caruso não fez um filme de terror dos mais assustadores, como já foi dito. Algumas cenas trabalham a tensão psicológica, mas fica por aí. O filme provoca uma certa dúvida sobre o verdadeiro desfecho da história, nos levando a algumas conclusões e deixando o ar de mistérios.

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A música ajuda a completar a densidade e a atmosfera do filme, trabalhando bem com a fotografia sombria que nos convida a fantasiar e elaborar certas sensações de medo, bem como criarmos expectativas sobre a história.

Definitivamente não é um filme que causa arrepios ou sustos de pular da cadeira, mas nos convida a refletirmos sobre o estado psíquico da personagem e não duvido que não aproxime alguns com memórias sobre a própria vida, fazendo-os se questionarem e até mesmo lembrarem de pessoas que tenham vivenciado as sensações da personagem. É um filme interessante, que nos leva a viajar entre o padrão da realidade e o campo da fantasia.

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Por Marina Andrade

Produção
7.9
Direção
6.3
Roteiro
7.5
Elenco
9
Figurino
6.8
Trilha
8.1
Reader Rating2 Votes
7.4
7.6
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