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CríticaFilmes

Crítica: Tudo e todas as coisas

Avatar de Fabiana Moura
Fabiana Moura
10 de junho de 2017 3 Mins Read

Tudo e todas as coisas cartaz“Tudo e todas as coisas” é um romance dramático, dirigido por Stella Meghie (“Jean of the Joneses,” 2016), e produzido por Leslie Morgenstein e Elysa Koplovitz Dutton. Sendo um adaptação do livro homônimo de Nicola Yoon lançado o ano passado.

Conta a história de Maddy, interpretada por Amandla Stenberg (“Mentes Sombrias”, 2017 e “Jogos Vorazes”, 2012), que vive com uma doença rara imunodeficiente que a leva ter alergias a tudo e todos, e esta não a permite viver uma vida comum como qualquer outra garota de sua idade, 18 anos.

Sua rotina se resume a estar trancada em um quarto cheio de livros, controlando constantemente sua respiração, pressão e batimentos cardíacos, além da temperatura de seu quarto ser a mesma, controlada rigorosamente.

Fazem parte de sua vida sua mãe Pauline (Anika Noni Rose) e a enfermeira Carla (Ana de la Reguera), porém, este cenário se transforma quando Maddy conhece seu novo vizinho (através das janelas e paredes de vidros de sua casa) Olly (Nick Robinson) e assim inicia-se uma nova e impossível paixão.

O filme se desenrola sob este cenário de contos de fadas e de amores impossíveis, com todos os clichês possíveis de uma história de amor adolescente.

Nem tanto melodramático como se pode imaginar, mas repleto de aventuras, por se tratar de personagens jovens e dispostos a arriscar tudo para viver um grande romance. O que talvez dê um novo ar para a história e dá uma ajudinha para encará-lo até o fim.

Não que o enredo seja ruim, porém, não escapa muito de outras histórias típicas como esta, de amores impossíveis, com a diferença é que, dessa vez, retrata a “princesa”, que está presa em seu “castelo”, “sono eterno” e “borralho”, na pele de uma atriz negra, fugindo de todos os estereótipos de “princesinha branca”, dando maior visibilidade para o negro, até então presente mais em papeis de figurantes.

Mas até isso fica estereotipado, já que, fica muito clara a intenção de fazer o contrário e coloca-se a personagem principal como uma jovem negra que tem tudo ao seu redor, só não sua saúde e tendo o jovenzinho branco à sua procura, tornando tudo um tanto quanto forçado para realidade.

Ainda assim, nem tudo está perdido dentro da produção, já que a fotografia do filme é estonteante mostrando a beleza da natureza e a forma de Olly apresentar todos estes pequenos detalhes da vida à sua amada que, por sua vez, sabe admirar de forma profunda e respeitosa cada momento, levando também o espectador a ter esta admiração pela vida e natureza.

Tudo e todas as coisas meio

E, chegando a este ponto, mesmo que em determinado momento a narrativa se torne enfadonha e melosa, é impossível não se questionar sobre o valor que damos aos pequenos e grandes momentos que vivenciamos no dia-a-dia, como a simples possibilidade de poder respirar, tocar alguém que amamos e se apaixonar loucamente como se fosse pela primeira vez.

A trilha sonora é, assim como toda a obra, tipicamente adolescente, recheada de Pop-Rock e canções românticas, dando um toque exageradamente açucarado às cenas de romance, que acabam dando a impressão de estarmos assistindo mais um episódio de “Malhação”.

O filme em si, não é ruim, porém, para quem já leu o livro, fica sempre um pontinho de decepção, já que nada se compara à forma livre e descontraída da narrativa usada pela autora original da história, Nicola Yoon, afinal de contas, não há trabalho mais difícil do que traduzir sentimento em palavras, e quando se consegue atingir tal feito, como a autora conseguiu, fica melhor do que tentar fazê-lo em cenas.

Com estreia prevista para a Semana dos Namorados, é uma boa opção para os casais que estão em clima de romance, ou que pretendem reacender a chama do amor, mas creio que dará mais certo com os jovens casais que, com certeza, se sentirão reconhecidos ao vivenciarem seu primeiro amor, o qual geralmente é uma história também impossível, senão, difícil.

Para quem não se importa com clichês quando o assunto é amor, a obra é super recomendada, porém, já quem não tem muita paciência para mais do mesmo, é melhor procurar outra distração, talvez a leitura do livro sobre a história seja uma melhor opção.

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Tags:

DramaEstreiaRomance

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Fabiana Moura

Ela é jornalista, mãe, esposa e muito feliz, ama ler, escrever e aprender cada vez mais, além de ser apaixonada pela Língua Portuguesa. Já fez e faz de tudo um pouco nesta vida, por isso mesmo, ela diz: "tamuaí" pra tudo!

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