Ainda sobre o Hell in Rio (se você quer saber como foi o sábado dia 5 de novembro, vem com a gente).

Segundo dia do evento – Domingo, 6 de novembro

Os portões abriram por volta das 14h do domingo. Tudo se organizou para que os shows finalizassem mais cedo. Abrindo o palco do Hell in Rio, o Hateful Murder trazia um som bem diferente, com vocais guturais femininos, lembrando o som da banda sueca Arch Enemy. Mesmo com pouca gente, ainda, a banda agradou quem assistia.

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Retornando aos palcos após um hiato de 20 anos, a banda carioca Eros fez seu som bem pesado e, na sequência, John Wayne trouxe mais hardcore ao festival. Mesmo sem chuva, o público ainda não havia comparecido ao Terreirão – talvez, ainda como resultado do cansaço do dia anterior. O Project 46 foi bastante elogiado e levantou a galera (que fez várias rodas punk) com um show justo até mesmo para quem não conhecia o som.

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Na sequência, o Velhas Virgens animou o público com muita irreverência e algumas letras já conhecidas. O público correspondeu à altura com animação em um dia sem chuva. A forma como a banda recebeu o público foi bastante elogiada nas redes sociais.

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Eram cerca de 19h30 quando a banda de thrash metal Korzus subiu ao palco do Hell in Rio. O vocalista Marcelo Pompeu exibia boa forma vocal e foi cantar com o público: subiu na grade, pulou no palco e empolgou a galera, que, agora, já aparecia em um número um pouco maior.

 

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A ordem da apresentação foi alterada nos 45 do segundo tempo pelo pessoal da organização: O Matanza subiu ao palco antes do Angra, o que dividiu opiniões. Enquanto uns elogiavam a decisão da organizadora, outros alegavam que o público pretendia assistir ao show do Angra e deixar o Matanza às moscas. Discordâncias à parte, o Matanza fez um grande show, Jimmy London arrasou nos vocais e a galera levantou, cantando todas as letras. A roda punk continuou por todo o show, que foi um dos melhores do festival. Foi realmente, Pé na porta e soco na cara!

Foto de Felipe Diniz, do Facebook do Matanza
Foto de Felipe Diniz, do Facebook do Matanza

Fechando o festival, o Angra trouxe clássicos do Holy Land, álbum que completa 20 anos de lançamento em 2016 e músicas do último álbum, o Secret Garden. Os fãs receberam muito bem a banda e o frontman atual, Fábio Lione, conduziu bem o show. O ponto alto foi justamente o final, que ninguém esperava e muita gente perdeu porque acabou indo embora antes: a banda voltou ao palco para tocar o clássico absoluto Carry On, com Bruno Sutter nos vocais. Aposto que entrou pra história!

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Balanço do Hell in Rio

A cena metal precisa de mais festivais como o Hell in Rio. A cidade maravilhosa conta com o já famoso mas plastificado Rock in Rio, cuja importância é grande, mas ninguém pode negar que nunca foi um festival de rock exclusivamente. O Hell in Rio trouxe à tona a cena metal como um todo, com bandas underground, algumas despontando e outras já consagradas e foi justamente essa mescla que tornou o festival tão querido e elogiado (pessoalmente, engrosso o coro dos que estão clamando nas redes sociais pela segunda edição).

A THC Produções está de parabéns pela coragem de trazer essas bandas ao Rio de Janeiro, que, ao contrário do que ocorre em outras cidades como São Paulo e Porto Alegre, não costuma receber este tipo de evento. Para os próximos, destaco a importância do aumento da quantidade de banheiros químicos e de latas de lixo – estas completamente ausentes no festival. De resto, o evento mostrou que há sim, uma esperança para o metal nacional e, especialmente, um sopro de vida e esperança aos fãs de heavy metal do Rio de Janeiro!


Por Thais Isel

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