Estrelando novo filme, em cartaz no Festival de Cinema Francês, Isabelle Huppert participou de coletiva de imprensa
A atriz francesa, diva do cinema francófono, Isabelle Huppert está no Brasil para a divulgação de seu novo filme, “A Mulher Mais Rica do Mundo“, de Thierry Klifa. O longa faz parte da programação do Festival de Cinema Francês do Brasil (antes chamado de Varilux), que acontece do dia 27 de novembro ao dia 10 de dezembro, com filmes inéditos do país europeu. Na trama, uma idosa muito rica vivida por Isabelle doa centenas de milhões de euros a um artista gay mais jovem com quem tem um relacionamento próximo, e um escândalo irrompe.
Famosa por dar vida a personagens rígidas e moralmente ambíguas, a atriz é amplamente celebrada pela crítica. Em 2020, o The New York Times a colocou na 2ª posição entre as 25 maiores atrizes do século XXI. Em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, Isabelle Huppert foi perguntada sobre como se sente em relação a participar de uma adaptação de uma história real, um pouco política, um pouco polêmica e o que a seduziu para o projeto. Isabelle respondeu que todos esses aspectos fazem da história tão forte e às vezes a realidade ultrapassa a ficção, e que foi sobretudo o roteiro que a atraiu.
Perguntada sobre o que conhece do cinema brasileiro, ela citou como dois grandes diretores: Kleber Mendonça Filho, vencedor da Palma de Cannes de Melhor Diretor com “O Agente Secreto“, e Walter Salles, diretor de “Ainda Estou Aqui“, que teve uma boa bilheteria na França. “É um filme incrível com uma atriz genial“, disse. Citou também “A Vida Invisível“, de Karim Aïnouz, que, segundo ela, para o público francês foi uma descoberta, algo como um OVNI (brincou). Também lembrou de Glauber Rocha e Bruno Barreto.

A atriz conta também, quando perguntada se um dia teria vontade de dirigir um longa, revelou que se o fizesse seria por curiosidade. Comentando o quão exaustivo é o trabalho de atuação, o que lhe dá uma certa preguiça para se aventurar como diretora, lembrou do fim das filmagens de “A Professora de Piano” e “Elle“. No caso do primeiro, ela contou que ficou em um café em Viena por três horas, completamente imerso no vazio.
Ainda sobre “Elle“, Recordou do último take do filme, em cena com Laurent Lafitte, com quem também contracena em “A Mulher Mais Rica do Mundo“. O diretor Paul Verhoeven anunciou que era a derradeira cena da atriz e ela ficou deitada no chão, pois tinha atravessado por algo tão forte na atuação que precisava daquele momento.
A Woo! Magazine perguntou a Isabelle Huppert se havia algum personagem ou tipo de personagem que ela gostaria de interpretar. “Eu não tenho um exemplo agora. Na verdade não penso muito em termos de personagens. O encontro com diretores é o que me motiva“, contou.
De fato, a atriz já interpretou praticamente todos os tipos, mas há um em particular que ela teria interesse em viver: uma piloto. “Às vezes eu vejo mulheres piloto de avião, acho incrível. Pode parecer bobagem, mas é porque é uma vida tão diferente da minha, algo tão distante de mim que seria algo interessante.”
O Festival de Cinema Francês do Brasil 2025 vai de 27/11 a 10/12, com exibições nas salas de cinema de todo o Brasil.
Imagem Destacada: Divulgação/Festival de Cinema Francês do Brasil (Crédito: Manuel Moutier)
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