Em sua estreia no Brasil, o ator e músico entregou uma tarde indie-pop descontraída, cheia de humor e com uma plateia que sabia cada letra de cor
Tem algo curioso em assistir a um show de Djo sabendo que o cara no palco já salvou Hawkins de criaturas interdimensionais algumas vezes em Stranger Things. Mas Joe Keery não veio ao Lollapalooza Brasil carregar o peso de Steve Harrington. Veio como músico, e tratou de deixar isso claro desde cedo, do jeito mais desarmante possível: caindo no chão durante o solo do baterista e se tremendo todo no meio do palco com uma entrega cômica que arrancou gargalhadas e aplausos ao mesmo tempo.
A tarde de domingo no Budweiser Stage, o palco principal do Lolla, tinha esse clima. Não era o momento dos grandes catarses, era o momento de respirar um pouco, e Djo soube ocupar esse espaço com inteligência. O show foi calmo, sem grandes explosões de adrenalina, mas revelou algo que poucos artistas em ascensão conseguem: uma base de fãs que conhece o repertório inteiro de cor. Faixa após faixa, a plateia cantou junto em volume alto e afinado, transformando o Budweiser Stage numa espécie de karaokê coletivo de luxo.
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“End of Beginning” foi um dos picos da tarde, mas não o único. O público respondeu com a mesma intensidade ao longo de boa parte do set, deixando claro que o catálogo de Djo já tem vida própria, independente de qualquer associação com Stranger Things.
Djo chegou ao Brasil pela primeira vez sem precisar de apresentação longa. Quem foi pelo ator ficou pelo músico, e quem foi pelo músico saiu confirmando que o projeto vai muito além de um paralelo de celebridade. É carreira, e está só começando.
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