Escritor gaúcho, Luis Fernando Verissimo deixa extensa obra e grande legado para a cultura brasileira
Morreu hoje (30) o escritor porto-alegrense Luis Fernando Verissimo aos 88 anos. O autor estava internado na capital gaúcha há três semanas devido a uma pneumonia, e sofria com as complicações da doença de Parkinson e de um AVC, que teve em 2021. Ele deixa a esposa, com quem esteve casado por mais de seis décadas, e três filhos.
Apaixonado pela vida, torcedor do Internacional, e ateu, Verissimo ficou conhecido pelo seu estilo irônico e voltado para a sátira dos costumes brasileiros — sobretudo os de seu estado natal — publicou em diversos jornais suas crônicas e colunas, como no Zero Hora e no Jornal do Brasil, abordando desde literatura e gastronomia até política.
Filho do também lendário escritor Érico Verissimo, consagrou-se com uma veia literária bem distinta da do pai e fez sucesso com histórias que foram adaptadas aos quadrinhos, cinema, e tevê, como foi o caso das histórias do Analista de Bagé, dos roteiros para a série “A Comédia da Vida Privada” (1995–1997), e das trapalhadas do nada convencional detetive Ed Mort.
Vencedor do principal prêmio da literatura nacional, o Jabuti, em 2013, Verissimo deixa mais de 90 obras publicadas entre romance, teatro, crônicas, quadrinhos, e outros. Ele também era músico, lançou quatro disco ao lado de sua banda — um homem que fez um pouco de tudo, e deixará saudades pela versatilidade e lição enquanto ser humano.
Imagem Destacada: Divulgação/Agencia Riff
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