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No Escurinho: Crítica – Como ser solteira

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um caso de “amor” com a liberdade

Baseado no livro “How to be single” de Liz Tuccillo, como ser solteira chega na próxima quinta aos cinemas com um elenco encabeçado por Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza) e Rebel Wilson (Pitch Perfect).

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A comédia, com um tom de drama, é extremamente bem produzida, com direito a diferentes locações, a maioria interna, e uma montagem ágil e revigorante a cada desenrolar da história.

O roteiro é assinado por três pessoas (Abby Kohn, Marc Silverstein e Dana Fox) e tinha tudo para ser piegas e repetitivo, mas surpreende oferecendo uma narrativa agradável e inovadora, com diálogos bem trabalhados. O fato de alguns personagens existirem na história e não se cruzarem, por si só, evolui a mesma deixando o espectador imaginar quando poderia haver um possível encontro entre eles. A única coisa que atrapalha no filme é a construção e sustentação das personagens, que ficam a desejar. A todo momento, ansiamos por conhecer um pouco mais sobre esse e isso não acontece. Somente o básico é apresentado nesse caso.

Christian Ditter, tenta inovar com uma direção rápida para um filme de comédia, com cortes secos e junção de efeitos visuais que auxiliam na compreensão da história. Sendo assim, acaba acertando em cheio trazendo um filme irreverente e nada enjoativo.

Christian Rein, cria uma fotografia com cores quentes para retratar uma Nova York que nunca dorme, iluminada por letreiros e as fortes luzes do comércio e bares da cidade. Um ponto interessante do filme, não sei se foi intencional, são as cenas no quarto do personagem “Tom”, interpretado por Anders Holm. Reparem que a cada pensamento inovador dele, e de qualquer outra pessoa na casa, a luz modifica-se completamente como se uma ideia iluminasse o local.

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O elenco é outro ponto mediano do filme. Dakota Johnson é a principal da história, vivendo a desiludida Alice. Embora esteja bem na maior parte de suas cenas, sua atuação acaba sendo insossa. A ótima Rebel Wilson (confesso que adoro o trabalho dela), é outra que falha na interpretação, com um desenvolvimento repetitivo. Parece que estamos vendo a mesma personagem que fez em “Pitch Perfect” (mas, acaba funcionando e muito para história). A belíssima e talentosa Leslie Mann, faz a irmã mais velha de Alice, e convence como uma médica controladora que tenta não ser influenciada por ninguém. Já Alice Brie, ao contrário do que muitos possam pensar, devido ao seu pequeno personagem, talvez seja a melhor atriz em cena. Seus olhares e mudanças de humor roubam quase todas as cenas que aparece. Anders Holm, Nicholas Braun e Damon Wayans Jr, responsáveis por interpretar os personagens principais masculinos, passam despercebidos com razoáveis interpretações.

Engraçado e com um final emocionante, como ser solteira tem tudo para ser um sucesso de bilheteria com direito a continuação. Aconselho ir ao cinema para descontrair e viver aquele momento, esquecendo de qualquer outro problema.

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Daniel Gravelli é um brazuca que parle français e roda uns filmes por aí. Apaixonado pelo universo da escrita, tem um caso com o teatro e morre de amores pelo cinema. Fotógrafo e crítico nas horas vagas, gosta de cozinhar, apreciar um bom vinho e trocar ideias interessantes.

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Daniel Gravelli é um brazuca que parle français e roda uns filmes por aí. Apaixonado pelos universos da escrita e da atuação, tem um caso com o teatro e morre de amores pelo cinema. Fotógrafo e crítico nas horas vagas, gosta de cozinhar, apreciar um bom vinho e trocar ideias interessantes.

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