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Seguindo a trilha da memória 

Uma mulher sofre pela morte do homem que amou. Vários objetos se perdem no incêndio que acontece em sua casa, mas consegue-se resgatar algumas fotos e um diário, itens que ela usa para seguir os seu passos e percorrer o mesmo caminho, vasculhando a memória do amado.

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“Exilados do vulcão” é a definição da frase “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Nesse caso, várias imagens poéticas e uma infinidade de palavras ocultas em cada cena, sem contar a beleza da fotografia.

O filme tem total ausência de diálogos. O texto contém narrações esporádicas da protagonista, alguns poemas declamados e uma canção em algum momento, mas o silêncio é quem predomina. As conversas são dadas através de cada olhar, onde se enxerga as emoções e as intenções de cada um, o que pode ser visto na interpretação silenciosa dos atores. O domínio da expressão corporal e facial foi essencial para esse filme e ninguém deixou a desejar quanto a isso. Não tem como definir quem é cada um, mas é possível saber que são pessoas que passaram pela vida do falecido, cada um com sua importância e intensidade.

Mesmo sendo um pouco longo para um filme tão silencioso, é possível entender e apreciar a sua poesia.

O filme é de Paula Gaitán e traz no seu elenco: Vincenzo Amato, Clara Choveaux, Bruno Cezario e Simone Spoladore.

Gleicy Favacho é uma maquiadora com alma de artista. Quando pequena sonhava em descobrir um mundo fantástico através do armário muito antes de se ouvir falar em Nárnia. Essa imaginação a levou a seguir uma profissão onde ela pudesse participar da construção de vários mundos e histórias diferentes, sendo apaixonada por cinema, teatro e outras artes. Claro que, sendo adulta, já mantém um pouco mais os pés no chão, mas sempre olha dentro de um armário ou outro, afinal, vai que… né?