Crítica: As Tartarugas Ninja – Fora das Sombras

Entre a Tv e os quadrinhos

Produzido novamente pelo explosivo Michael Bay, o filme “Tartarugas Ninjas – Fora das sombras” chega as telonas em uma seqüência muito mais interessante que a produção original, mas ainda falha em seu conteúdo em um todo.

Dinâmico, repleto de ação e engraçado na medida certa, o filme nos remete bastante ao antigo desenho animado (sucesso dos anos 80) colocando os personagens bem parecidos com os do seriado exibido, bem como alguns criados exclusivamente para época. Contudo, a produção não se desvencilha da revista em quadrinhos e consegue manter detalhes importantes da história, como as características psicológicas e emocionais dos mutantes.

Dessa vez, além do retorno de Destruidor após sua fuga da prisão, as Tartarugas Ninja também precisam se preocupar com o “mega vilão” Krang, um alienígena da Dimensão X, que se acha o ser mais inteligente de todas as galáxias. Para evitar uma catástrofe em Nova York, seguido de um problema global, o grupo acaba deixando os esgotos da cidade em busca de um oportunidade para derrotar o estranho cérebro rosa.

A nova produção de Michael Bay é muito mais rica em detalhes técnicos, trazendo o que há de melhor de efeitos especiais e visuais, locações e cenários. Uma das cenas, inclusive, foi filmada no Brasil em uma sequência repleta de ação realizada nas cataratas de Foz do Iguaçu. Não obstante, o abuso do CGI também torna-se um dos grandes erros do filme, chegando a ser visível os problemas em algumas cenas.

O roteiro permanece nas mãos de Josh Appelbaum e André Nemec contudo, dessa vez, como já foi dito acima, eles acertam em cheio ao equilibrar a história com características do desenho animado e os quadrinhos, sem contar a sacada que tiveram em ressuscitar o estilo de comédia com paródias e merchandising que tinha sido totalmente perdido nas adaptações anteriores a essa nova franquia. Entretanto, os roteiristas tropeçam ao apelarem para diálogos exagerados e bastante infantis. A atitude seria até interessante se a franquia não despertasse interesse também nos adultos.Diferente de Jonathan Liebesman, que dirigiu o primeiro filme, Dave Green oferece uma nova roupagem a produção, deixando-a um pouco mais cativante e vendável. Com rápidas sequências, que foram muito bem trabalhadas pelo diretor de fotografia Lula Carvalho, através de alguns espetaculares movimentos de câmera, proporciona um produto mais maduro e desenvolvido.

O elenco, muito mais a vontade nas mãos de Green, acaba se entregando mais as suas personagens, permitindo uma melhor fluidez aos diálogos, do mesmo modo que um melhor aproveitamento das cenas. As novidades é a chegada de Laura Linney como Chefe Vicente da policia de Nova York e Stephen Amell que dá vida a Casey Jones. Linney está bem em suas cenas, mas não engrandece a história. Diferente de Amell que se entrega ao personagem e garante um trabalho diferente de outros que já tenha feito. Os personagens Bebop e Rocksteady também dão as caras na aventura, interpretados por Gary Anthony Williams e Stephen Farrell, ambos muito bem em cena. 

Direção de arte e figurino completam a produção com um trabalho também superior ao primeiro, além da ótima trilha sonora que faz total diferença as cenas de ação.

“Tartarugas Ninja – Fora das sombras” é um bom passatempo para família e ponto. Os fãs mais antigos talvez reclamem de alguns detalhes, mas os novos se divertirão com o filme.

Crítica: As Tartarugas Ninja - Fora das Sombras
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