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CríticaFilmes

Crítica – Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos

Avatar de Paulo Olivera
Paulo Olivera
2 de junho de 2016 3 Mins Read
Warcraft
O universo enorme que foi reduzido

Essa semana chegou aos cinemas uma das adaptações mais aguardadas desse semestre. “O Primeiro Encontro de Dois Mundos”, vem trazendo o início de uma das franquias de games mais famosas do planeta: Warcraft.
 
A trama apresenta a adaptação do enredo presente no primeiro game, “Warcraft: Orcs & Humans”, onde humanos e orcs travam uma batalha épica pela região de Azeroth. Através da abertura de um portal, Durotan e seu povo chegou a nova terra, já que a deles estava completamente devastada, e assim entram no nesse mundo com a iniciativa de destruir qualquer tipo de ser que ali resida para possam tomar a terra para si. Porém, os riscos que cercam os povos e suas famílias fazem com que, orcs e humanos, percebam que existe muito em comum entre eles, além de toda magia e poder que os cercam.
 
Escrito por Charles Leavitt e Ducan Jones, que também assina a direção, o roteiro é o grande problema de toda a produção. Quando se fala em adaptação, o coração de qualquer pessoa já palpita porque existem mais exemplos ruins do que bons, falando de maneira geral. Se tratando de livros e games, a lista é enorme e nós sabemos disso.
 
Nesse caso, o problema gerado não foi as tramas clichês, a inserção de momentos lúdicos da bíblia, nem os fracos diálogos, afinal tudo isso passa, não é mesmo?! A grande questão foi a dificuldade de se estabelecer uma explicação dinâmica e assim desenvolver verdadeiramente a trama. Foi tudo jogado com muita rapidez, nos obrigando a absorver em duas horas todo um “WORLD” of Warcraft, o que gerou vários furos e pontas soltas, mal explicadas que esperamos que no “Segundo Encontro Entre Dois Mundos” isso mude.
warcraft-orc
Mesmo sendo um fã do game, o ousado Ducan pecou na sua adaptação, mas não em sua direção. Planos aéreos para não se colocar defeito, boas sequencias de ação, uma excelente dinâmica cênica e ainda apresentou sensibilidade ao retratar as paralelas histórias. Sua notória realização em filmes anteriores, deram à ele a chance de emplacar um blockbuster e, diga-se de passagem, com uma das melhores direções de filmes do gênero, mesmo que ainda pudesse haver mais violência.
 
Inevitavelmente, o trabalho realizado graficamente é o ponto alto, altíssimo, do filme. O brilhante trabalho realizado com a captação de movimentos transformados em gráficos é de uma riqueza de detalhes impressionante. Uma prova disso são os próprios Orcs e as locações em CGI. Claro que o departamento de arte, figurino e caracterização foram de suma importância para essa montagem, mas a computação gráfica ilumina o longa.

É importante dizer também que a trilha composta por Ramin Djawadi é outra ótima aquisição ao desenvolver da trama. Mesmo não tendo nada de excepcional, para dizer “que composição extraordinária”, ele consegue fazer o sangue pulsar e acelerar seu coração, principalmente na abertura do filme e no confronto final. Apresentar sensações ao espectador as vezes é melhor do que compor uma trilha vencedora do Oscar.

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No elenco temos rostos relativamente conhecidos para os cinéfilos mais assíduos, mas talvez o maior nome seja Travis Fimmel, como Anduin Lothar. Famoso pela série “Vikings”, ele consegue desenvolver-se bem no filme, mas peca nas cenas mais dramáticas, nos deixando na vontade de mais intensidade em sua interpretação, para um desenvolvimento mais profundo de seu protagonista, como acontece com o Durotan, vivido pelo ator Koby Kebbell.

Se Warcraft agradará os fãs, é a pergunta que não quer calar. Talvez pelos problemas apresentados na base da história, faça com que eles possam se decepcionar, ou não. Enquanto para o público que não conhece o game, será uma ótima diversão.
 

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Paulo Olivera

Paulo Olivera é mineiro, mas reside no Rio de Janeiro há mais de 10 anos. Produtor de Arte e Objetos para o audiovisual, gypsy lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, workaholic e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

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