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Os 7 segredos de Pokémon mais sombrios nos jogos

Imagem/Reprodução - The Pokémon Company.

Semana passada, dia 19 de novembro, a Nintendo lançou oficialmente os remakes “Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl”, dos originais “Diamond e Pearl”, o que significa que os fãs vão poder ter esse sabor de retornar para a querida região de Sinnoh, primeiro contato de muitos com os jogos da franquia, além de encantar novas gerações com a história que permanece a mesma. Com essa oportunidade, pode ser um bom momento de relembrar os mais sombrios segredos de Pokémon, alguns presentes nos já mencionados jogos da quarta geração.

A origem dos Pokémon

Os fãs da franquia já devem estar familiarizados com a origem do universo da franquia, com cada Pokémon lendário desempenhando um papel específico, todos a partir do pai da criação, Arceus, o “Deus Pokémon”. No entanto, algo que é muito raramente comentado é sobre o papel dos humanos, o que talvez tenha nova discussão nos jogos prequel “Legends: Arceus“, de lançamento em 2022.

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Em determinado momento de Diamond/Pearl/Platinum, o jogador é levado até a Biblioteca de Canalave, onde irá se encontrar com seu mentor, o Professor Rowan. Para além da progressão da história, o protagonista não é obrigado a ler o conteúdo das prateleiras, mas, caso esteja interessado há de ficar no mínimo chocado com o que irá encontrar.

Screenshot da versão japonesa de D/P/PT. Imagem/Reprodução – The Pokémon Company. Tradução mais abaixo.

Estamos falando de “Histórias do Folclore de Sinnoh”, ou “Sinnoh Folk Tales”, na tradução oficial em inglês. Trata-se de um livro sobre três contos populares, todos sobre uma época em que a distinção entre humano e Pokémon não era clara. A primeira delas retrata a separação da carne dos ossos dos Pokémon para que os humanos possam se alimentar, a segunda sobre pokémon/humanos que se disfarçavam como uns aos outros.

Como Pokémon que se alimentam de outros Pokémon e mesmo humanos não é uma questão exatamente nova, deixemos isso de lado e falemos da grande estrela do show. Na terceira história, o narrador trata de um tempo em que não havia diferença entre humanos e Pokémon, de maneira que ambos “sentavam juntos à mesa”, mas parece ter havido uma censura na tradução do japonês ao inglês, pois há no material original uma clara menção a casamento.

Havia Pokémon que se casavam com pessoas. Havia pessoas que se casavam com Pokémon.

No passado, como pessoas e Pokémon eram os mesmos, isso era uma coisa comum.

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Shinnou Mukashibanashi, Pokémon D/P/PT (2006–2008). Tradução própria.

Os motivos para alteração parecem bem claros: Evitar polêmicas de associação da franquia com abuso de animais. No entanto, isso também abre caminhos para teorizar sobre a separação da humanidade e dos monstrinhos. Afinal, a existência de Pokémon como Alakazam, Lucario, Jinx e Machamp poderia ser uma evidência de que essa ancestralidade comum existiu, com esses Pokémon como exemplos de uma separação tardia na árvore filogenética.

Vale lembrar que a classificação “humanoide” é até mesmo usada para classificar os Pokémon dentro de um grupo possível de cruzamento — afinal, os “human-like” só podem cruzar entre si e com Dittos, que replicam a forma do parceiro.

Códigos sobre o 11 de setembro

O próprio anime de Pokémon foi matéria de censura nos EUA em razão de um episódio envolvendo um Tentacruel destruindo um prédio, o que foi mantido na abertura do show, entretanto, recentemente, um dataminer publicou em seu twitter (@shinyhunter_map) uma descoberta curiosa sobre o comportamento do jogo em determinadas datas, ao menos em D/P/PT.

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MAP descobriu que, em certas datas, as chances de encontros com Pokémon selvagens são alteradas, com bônus de 5% a 10% em datas festivas, de modo geral, e decréscimo de 5% em datas trágicas, além de véspera de Natal e Ano Novo. As datas de diminuição de encontros incluem o 11 de setembro e dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, na Segunda Guerra Mundial. Por fim, no aniversário de um dos desenvolvedores, Junichi Masuda — alguém que é conhecido, entre outros motivos, pelo envolvimento nas mecânicas de cruzamento Pokémon — os ovos irão rachar 10% mais rápido. Então marque 12 de janeiro no seu calendário!

Lista coletada pelo user shinyhunter_map no Twitter com as datas com bônus de spawn. Créditos ao usuário.

Até o momento de publicação dessa matéria, a The Pokémon Company não se pronunciou sobre o caso e, tratando-se de uma mecânica muito específica e que passou mais de uma década despercebida, é curioso se imaginar quais as razões que levaram os programadores a inserir essas linhas de código nos jogos da franquia.

Lavender Town seria mais importante originalmente

Uma das coisas divertidas de se fazer jogando os primeiros jogos da franquia é testar os bugs que existem, e não são poucos — eles incluem desde uma cidade glitch até Pokémon fora do código do jogo, como é o caso do famigerado MissingNo, ou “NúmeroFaltando”, em tradução livre. Mas justamente pelo código de “Red/Green/Blue/Yellow” ser um verdadeiro queijo suíço que os jogadores podem ter uma noção quase que genética de como os jogos foram sendo desenvolvidos.

Por exemplo: em R/G/B/Y, há uma equipe não usada do Professor Carvalho consistindo de quatro Pokémon: Tauros, Exeggutor, Arcanine, Gyarados, além de um dos iniciais, provavelmente o que nem você nem seu rival escolheu, na última forma. Não se sabe se essa era uma batalha planejada para ocorrer após ganhar a liga, se o próprio professor era o campeão (ou mesmo o campeão antes de seu neto, Blue), ou o que quer que seja — mas não há treinador programado no código com Pokémon de nível maior que os dele. Ainda assim, é possível batalhar com ele através de uso de glitchs.

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Dada essa longa contextualização, Lavender Town é mesmo um local de clima assustador, sobretudo para aqueles que cresceram aterrorizados com a lenda urbana de que a música tema da cidade tinha propriedades capazes de induzir até a morte. Porém, ao que indicam vazamentos de versões beta, os jogos apontam para a existência de uma personagem que seria a quinta líder de ginásio — e ela usaria o mesmo sprite de Erika.

Sprites de Erika em R/G/B (esquerda) e Yellow (direita). Atenção para posição do Yukata. Imagem/Reprodução – The Pokémon Company.

Erika, quarto ginásio, especialista no tipo grama, comandaria nas primeiras versões um ginásio em Lavender, quinta cidade, e como própria característica da cidade, é provável que se especializaria no tipo fantasma. Tanto no beta quanto no oficial, a pose com uma Pokébola flutuando e olhos cerrados dão força para esse ar místico, que não teria sido alterado para a versão final. Entretanto, o mais estranho é uma característica muito específica: o Yukata, o quimono tradicional, da líder está dobrado com a parte da direita sobre a da esquerda, o que é reservado para cadáveres. Em Yellow, no entanto, essa “gafe” teria sido corrigida e o quimono foi dobrado na posição correta para vivos, porém os olhos e a pokébola flutuante permaneceram.

Pokémon descartados

Já mencionamos aqui como o código dos primeiros jogos é mesmo uma bagunça e que há segredos escondidos nele, e talvez seja aqui a parte mais interessante: os Pokémon que não chegaram a ver a luz do dia. Em R/G/B/Y a Pokédex deveria ter muito mais Pokémon do que os 150 originais — e, bem, Mew não devia estar nem no código do jogo para somar 151 — o resultado disso é que muitos foram descartados mas permaneceram na programação e nos contam um pouco sobre a época que a ideia era termos originalmente 190.

E, como toda desgraça parece ser pouca, o fato deles estarem ali residualmente, como traços do que poderiam ter sido, faz o jogo interpretá-los como números faltando; são os famosos MissingNo, em suas várias aparências, como tomando a forma do fantasma de Lavender ou de fóssil de Aerodactyl. Existem vários deles em razão disso, ou seja, um MissingNo que era originalmente um Lugia, um que era um Scizor, ou mesmo um Ho-oh. Pouco importa no fim das contas, todos eles estragam seu jogo.

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Marill e uma tartaruga misteriosa, supostamente Tirtouga. Imagem/Reprodução – Pokémon G/S Beta.

Bem, mas até aí esses Pokémon foram simplesmente realocados para a geração seguinte e tudo bem, certo? Quase isso. Em anos de franquia, muitos Pokémon foram descartados ou simplesmente mantidos na gaveta por alguns anos. Resíduos disso podem ser encontrados em versões pré-lançamento dos jogos oficiais, dos próprios desenvolvedores.

Os casos mais relevantes envolvem o material envolvendo Pokémon planejados para integrar a primeira e/ou segunda geração mas que foram deixados de lado, alguns desses que só vieram a conhecimento do público mais recentemente. Falemos por exemplo da demo dos jogos “Gold/Silver” que foi disponibilizada no evento Spaceworld de 1997: Nela é possível constatar coisas como um Girafarig de duas cabeças, um Marill rosa — que na época até suscitou a teoria de que seria uma forma alternativa do Pikachu — entre outros. A divulgação de material promocional — e descartado — do jogo antes ou depois do lançamento é algo relativamente comum e continua a ocorrer em anos mais recentes, como alterações sutis no design de Pokémon entre o beta e a versão final de “Black/White“.

Foto do beta de G/S, com um Girafarig bem diferente do que conhecemos hoje. Imagem/Reprodução – The Pokémon Company/Nintendo Space World 1997.

Décadas após o lançamento e continuam sendo vazadas — ou mesmo oficialmente — informações e imagens sobre Pokémon que foram arquivados ou reaproveitados. Em imagens conceituais iniciais, por exemplo, Blaziken parecia ser um mesmo Pokémon junto a Latias, além disso, ainda na Geração II surgiu uma arte de uma tartaruga, muito semelhante, aliás, com o Pokémon Tirtouga, da Geração V. Pensando nisso, quantos Pokémon será que não foram descartados e não temos conhecimento, ou quantos que ainda permanecem na gaveta?

Sprites dos Pokémon da beta de G/S do SpaceWorld de 1997. Imagem/Reprodução – The Pokémon Company.

Fantasmas

Muitas lendas urbanas de Pokémon envolvem fantasmas, seja dos próprio Pokémon ou de humanos. Em um universo tão misterioso, o jogo em si parece dar respaldo para algumas teorias, afinal, nunca foi revelada qual a verdadeira natureza dos Pokémon fantasma: alguns são objetos possuídos (Banette), outros almas de crianças perdidas na floresta (Phantump), mas praticamente todos podem se reproduzir.

Mas e quanto aos fantasmas de pessoas?

Imagem/Reprodução – Pokémon R/B/Y.

Dizem que as pessoas temem o que não podem compreender, e talvez não haja melhor aplicação que nesse tópico. Vamos fazer uma breve recapitulação de todos os não-vivos que apareceram durante os jogos principais da franquia.

A tal mão branca. Imagem/Reprodução – Pokémon Origins.

Em R/G/B/Y, em Lavender Town — para variar — uma NPC pergunta ao protagonista se ele acredita em fantasmas, podendo ser respondida com um sim ou com um não. Caso responda que não, ela irá indagar o jogador sobre o que seria essa “mão branca” sobre seu ombro, embora não se possa ver nada e talvez seja uma peça. Na adaptação do jogo Pokémon Origins, essa mesma mulher faz a mesma pergunta ao protagonista Red, desaparecendo de repente após sua resposta. Caso o telespectador veja bem, é possível enxergar a tal mão fantasmagórica.

Em D/P/PT, por sua vez, um velho palacete abandonado na saída da Floresta de Eterna é o local de mais mistérios. Pouco se sabe acerca das origens desse lugarejo, mas dada a estrutura, uma família muito rica deveria morar viver ali. O motivo de seu “paradeiro” é desconhecido, restando senão especulações. Para além de Gastlys, que amaldiçoam todo o Old Chateau, um Rotom pode ser encontrado possuindo a TV durante a noite e Haunters/Gengars encarando o jogador por um quadro com seus olhos vermelhos em uma das salas. O que há de assustador? Bem, somado à música tema, uma garota fantasma pode ser vista brincando, embora não seja possível interagir com ela, além de um mordomo que foge do jogador conforme ele se aproxima.

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Em B/W, caso o jogador saia e entre na Marvelous Bridge, uma garota irá aparecer parada em uma das extremidades da ponte. Se o player se aproximar, ela irá desaparecer, o que um NPC irá reportar com grande assombro. Uma senhora no mesmo local irá contar sobre uma garota que costumava brincar na região com seu Abra, mas que desapareceu com a construção da obra. Em B2/W2 ela irá reaparecer na “Strange House”, na beira da Reversal Mountain. Ao entrar, o jogador irá ter alguns encontros com a garota, que irá revelar ter sido atormentada por um sonho sombrio, além de sentir falta de seu pai, mãe e Abra. O fantasma continua, como se pedisse para o jogador ficar mais no local para brincar, conforme ela embaralha as passagens do local e, ao fim, entrega a Lunar Wing, item relacionado ao Pokémon dos sonhos, Cresselia, pedindo para que ele possa devolvê-lo ao lendário, o que explica sua aparição na ponte em B/W. Após isso, não mais aparece, o que revela que talvez o espírito possa ter enfim ido descansar em paz.

Um eterno sonho sombrio… Um infindo sonho de escuridão… Pai, Mãe, Abra… Onde estão vocês?

No sonho sombrio… Eu ouvi a voz do meu pai… Esqueça sobre a Lunar Wing… Por favor fique aqui comigo…

Oh… A Lunar Wing… Não posso levá-la agora… Mas ficará tudo bem… Por favor devolva-a ao Pokémon… Eu estava esperando na ponte para poder devolvê-la eu mesma…

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Falas do fantasma da Strange House, Pokémon Black 2 e White 2. Tradução própria.
Captura de tela pelo canal Kotairo Gaming. Vídeo/Reprodução – Pokémon X/Y.

Em Pokémon X/Y, num edifício de Lumiose City, o jogo irá parar para um evento estranhíssimo e sem qualquer intenção na história senão assustar o player. Após chegar pela primeira vez em um andar, um fantasma utilizando o sprite de uma Hex Maniac, classe de treinadores ligada a fantasmas, irá aparecer e caminhar estranhamente, como se flutuasse, ao redor do jogador, dizendo que ele não é o escolhido, desaparecendo para sempre depois. Ainda em Lumiose, uma outra estranha Hex Maniac pede para que o jogador não a interrompa, pois do contrário não poderá escutar o elevador — seria a mesma? Acontece que no “Omega Ruby e Alpha Sapphire“, outra personagem no primeiro andar do Mt. Pyre dirá a mesma coisa da menina do elevador. Por que a insistência sobre um “escolhido” nos jogos da geração 6? Será que isso teria a ver com algum plot descartado em X/Y, especificamente para uma sequência jamais lançada? Nunca saberemos.

Ela ataca novamente. Imagem/Reprodução – Pokémon X/Y.

Por fim, mais uma vez em OR/AS, na sala de Phoebe, da Elite 4, o jogador mais atento poderá perceber que aleatoriamente uma criança irá aparecer sentada na decoração da sala, ou ainda o encarando enquanto conversa com a treinadora. Poderia ser algo completamente passável em outras circunstâncias, porém, deve-se lembrar que Phoebe é especialista em tipos fantasma.

Captura de tela da sala de Phoebe; atenção para o fantasma atrás do player. Imagem/Reprodução – Pokémon Omega Ruby/Alpha Sapphire.

A grande guerra

A existência de uma guerra no mundo de Pokémon é algo que suscita teorias desde os primórdios da franquia, pois explicaria a razão para não vermos o pai do protagonista senão nos jogos de Hoenn. Para além de especulação pura, é preciso entender o que levou a esse burburinho. Nos primeiros jogos, além dos remakes, o líder da cidade de Vermilion é Lt. Surge. “Lt.”, por sua vez, é abreviação de Lieutenant, ou tenente, em português.

Ei, garoto! O que você pensa que está fazendo aqui? Você não duraria muito em combate, sem dúvidas! Estou te falando, garoto, Pokémon elétricos me salvaram durante a guerra. Eles eletrocutaram meus inimigos até serem paralisados; e vão fazer o mesmo com você!Fala de Lt. Surge em Red/Blue, tradução própria.

Captura de tela do ginásio de Lt. Surge. Imagem/Reprodução – Pokémon Fire Red/Leaf Green.

Onde essa guerra teria ocorrido? Quais as circunstâncias? Nada disso mais é pontuado. O título de Lt. Surge era “The Lightning American” em R/G/B/Y/G/S/C/FR/LG/HG/SS, porém, foi mudado para “Lightning Lieutenant” em 2018, com os mais novos remakes de Kanto, “Pokémon Let’s Go, Pikachu/Eevee“, o que implica uma mudança de forma a eliminar referências ao mundo real, como a de que o Mew nasceu na Guiana — América do Sul. Por fim, no Pokémon World Tournament, em B2W2, uma pista para essa mudança da história pode estar no anúncio de seu nome, já que o homem se questiona se ele não poderia ser nativo de Unova — região inspirada em Nova Iorque, Estados Unidos.

Captura de tela de AZ. Imagem/Reprodução – Pokémon X/Y.

Outras referências a uma guerra estão em Unova, região da qual o jogo especula Surge ser originário, e Kalos. Em Unova, há duas grandes ruínas de uma civilização antiga que teria habitado a região, além da mais antiga estrutura conhecida, o Relic Castle, de mais de 3000 anos de existência. Essas datas batem com a guerra de Kalos.

O plot dos jogos da quinta geração se seguem com a Equipe Plasma utilizando a história da fundação do continente para controlá-lo. Originalmente, é sabido que dois irmãos fundaram Unova utilizando o poder de um grande dragão. Com o tempo, com as divergências, esses irmãos foram para lados opostos, até o ponto de isso gerar uma guerra. O pokémon dragão também se separou, formando Reshiram (a verdade, o irmão mais velho), Zekrom (os ideais, o irmão mais novo), e Kyurem (o que sobrou, o elemento cinzento entre yin-yang).

Se até aí tudo é oficial para a história do jogo, especula-se que a guerra de 3 milênios atrás teria sido entre Unova e Kalos, com os dragões lutando em lados opostos. AZ, irmão mais velho, e imortal, teria derrotado seu irmão mais novo com uma arma letal, um canhão laser gigante utilizando o poder de Xerneas/Yveltal. Mesmo perdendo, o irmão teria deixado descendentes, entre eles, Lysandre, capaz de falar com Pokémon. Seriam os irmãos de Kalos os mesmos de Unova?

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Captura de tela do Parfum Palace, com as estátuas de Reshiram e Zekrom centralizadas. Imagem/Reprodução – Pokémon X/Y.

Ao que indica, sim. No palácio da realeza de Kalos, o Parfum Palace, há duas estátuas dos lendários fundadores de Unova, Reshiram e Zekrom. O curioso é que Reshiram, o do irmão mais velho, está de costas para o palácio, como se o defendesse, enquanto Zekrom no lado diametralmente oposto, mais longe, encarando, como se enfrentasse o outro dragão.

A história original de X/Y

Meses antes do lançamento oficial de “X/Y“, um vazamento de uma fonte confiável, que já teve leaks precisos de outros jogos, revelou o andamento do planejamento dos primeiros jogos da geração 6. Sem muitas delongas, o plot envolveria interação com alienígenas, e o tipo fada, estreante, teria papel importante nisso — como é sabido, os próprios Clefable seriam oriundos da Lua.

A ideia não foi para frente e o jogo acabou não tendo uma explicação sobre as mega evoluções. Entretanto, há resquícios visíveis disso: Se o leaker disse que a campeã Diantha seria uma das “mais benevolentes aliens da Lua” — e o abandono dessa ideia a deixou sem uma participação ativa no jogo — a líder de ginásio fada, Valerie, claramente possui um design não muito humano. A equipe vilã, Team Flare, também é outro apontamento disso: Flare, é derivado de “solar flare”, tempestade solar.

Nas Abyssal Ruins, ao mar no nordeste de Unova, o jogador pode acessar o que seriam ruínas dessa civilização antiga, com inscrições que podem ser traduzidas graças à Equipe Plasma. Aparentemente, o antigo rei era capaz de falar com todos os seres vivos, incluindo Pokémon. Sabendo disso, ao encontrar uma criança que tem essa habilidade, o antagonista N, a equipe Plasma teria o utilizado como marionete, alegando ser ele descendente legítimo do antigo rei e portanto sendo parte importante para comandar o continente através do garoto.

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Essa mudança de rumos repentina pode explicar o jogo não acabado, com várias linhas de código não utilizadas, incluindo de Pokémon. Soma-se a isso que Kalos é a única versão que não recebeu uma continuação, deixando a história em aberto e com um monte de pontos duvidosos.

O conceito extraterrestre pode ter sido reciclado em “Ultra Sun e Ultra Moon“, com as viagens interdimensionais entre buracos de minhoca. Ao viajar para o Ultra Space, o player irá entrar em contato com os primeiros seres alienígenas da série, com pele azulada em razão da luz ter sido roubada na referida dimensão.

Luta contra Valerie. Imagem/Reprodução – Pokémon X/Y.

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Linguista em formação e PhD em shoujo de baixa qualidade. Obcecado por cultura pop e leituras clichê; ainda por descobrir que talvez Kakegurui não seja um traço de personalidade.

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