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Música

Se somos o que comemos, diga-me: como a música o alimenta?

Sou amante de música, porém ouço gastronomicamente. Diante de rádios e televisão, eu me comporto como diante de uma mesa de buffet: provo, rejeito muito, escolho poucas coisas.

Poderíamos colocar em jogo aqui nesse texto a filosofia da mídia de entretenimento. Qual critério ela adota para selecionar comida para sociedade?

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Erroneamente dizemos que o papel da mídia é educar. Falso! A mídia tem o papel de informar. Sendo assim, milhares de coisas acontecem a todo instante, não sendo possível que esta informe tudo. A mídia voltada para a música tem o papel de entreter, são milhares de artistas espalhados por todo mundo.
Qual o critério então usado para selecionar determinados alimentos para digerirmos, volto eu a perguntar?

As escolhas da mídia são baseadas no que ela pensa do gosto gastronômico dos espectadores. Ou seja, na audiência. Naquilo que eles gostam de digerir.

Não costumo mais ouvir rádio como antigamente. Ouvir mesmo, de parar e criar expectativa de qual a próxima música e preparar a fita cassete pra ser gravada. Ouço através de uma forma dinâmica, como música de fundo enquanto trabalho ou apenas para ver o que está rolando, como se olhasse as manchetes de um jornal para me informar das notícias. Até porque, caso contrário, ficaria excluído das rodas de conversas. Por trabalhar com produção, diretamente com música, preciso me informar e saber o que acontece e como está funcionando todo o mercado.

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Posso dizer que minhas preferências gastronômicas não são compatíveis com as das mídias, por isso parei de ouvir certos veículos porque gosto de pensar. Entender a arte para mim é pensar, não basta apenas ler e ouvir coisas, enchendo a cabeça delas, sem aproveitá-las, a graça de ouvir uma música, se encontra naquilo que faço com ela, no que penso através dela. É viajar em longos pensamentos sobre aquilo dito, é possuir uma opinião a respeito, é conhecer e entender cada fato, de cada lado. Aceitar a música por si só, é pensar com a cabeça dos outros. Com isso, esquecemos de pensar pela nossa própria cabeça, perdemos o melhor que é interpretar, refletir, criticar e sentir aquela onda de sentimentos transmitidos. Esquecemos de demonstrar nossas próprias opiniões, ou pior, esquecemos de como se formulam nossas próprias opiniões. Paramos de sentir emoções.

É tudo muito parecido com os hábitos gastronômicos, não se deve entupir de informações senão podemos não digerir muito bem e acabar passando mal. Devemos escolher aquilo que comemos. Devemos pensar, o porque de escolher aquilo e escolher o melhor alimento pra nós.

A culinária atual me parece um tanto sem graça, as músicas em geral servidas me fazem lembrar  comidas industrializadas, feitas para preparo rápido no microondas, sem aquele tempero caseiro, sem o sabor real de cada nutriente. Músicas feitas para consumo rápido, para um mercado que não descansa e muda a todo minuto. Vivemos um mundo de Fast Food cultural.

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Essas comidas geralmente carecem de nutrientes importantes para nossa saúde, assim como a música. Essas carecem de emoção, de interpretação, poesia e outros elementos indispensáveis. São produtos criados para satisfazer o cliente naquele momento. Para entupi-lo. Diante disso, procuro opções de restaurantes que se adequam ao meu gosto ou até mesmo procuro conhecer outros locais e tipos de culinárias. Não precisamos ficar restritos a rádios e televisão. A internet hoje é um mundo repleto de bons restaurantes. Uma imensa praça de alimentação. Existem sites, blogs, webrádios, canais como YouTube e outros, onde você pode conhecer diversos tipos de artistas.

Assim como na gastronomia, hoje existem restaurantes específicos para determinado público como, por exemplo,  o vegetariano ou vegano. Até um certo tempo não era comum tantas opções para esse tipo de culinária. A mudança ocorreu a partir do momento que viu-se a necessidade de atender tal público por serem muitos os interessados. Assim também poderá acontecer com a música. Ajudar a divulgar outros artistas, procurar conhecer novos talentos pode fazer com que a mídia enxergue a necessidade de atender outros públicos. Só depende de você empenhar-se.

Posso concluir dizendo que gostaria que as pessoas não se contentassem somente com os Fast Foods, não só buscassem novos restaurantes, mas também, trocassem receitas.

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E você, do que se alimenta?

Por Gustavo Sanna

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Written By

2 Comments

2 Comments

  1. Alex Fernandes

    13 de setembro de 2016 at 18:58

    Excelente texto !

  2. Ary Menezes

    24 de setembro de 2016 at 12:42

    Mandou muito bem Gustavo. Parabéns pela visão e pela colocação muito bem aplicada em relação à gastronomia. Existem realmente tribos e mais tribos que buscam suas referências, suas preferências e nem sempre encontram o que alimenta suas almas e suas expectativas. Quanto mais regional… Mais universal será! Abraços Ary(Setembro)

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