“Stranger Things”, a série de maior sucesso da Netflix, termina como marco da cultura pop
E “Stranger Things” chega à sua última temporada encerrando quase uma década como a série de maior sucesso da Netflix e um dos maiores fenômenos da cultura pop contemporânea.
Baseada na nostalgia dos anos 80, a produção criada pelos irmãos Duffer se despede da cidade de Hawkins misturando aventura juvenil, terror sobrenatural e drama emocional, enquanto divide opiniões sobre escolhas narrativas, personagens e o impacto de seu final.

Parafraseando a espetacular música que toca em um dos trailers de série, composta pela banda Queen para o filme “Highlander – O Guerreiro Imortal” de 1986 (que aliás em breve ganhará remake com Henry Cavill e um dos criadores/diretores da franquia Jonn Wick): “Who Wants to Live Forever?”
Além dessa menção ao período dos anos 80 no qual a série de maior duração e sucesso da Netflix, “Stranger Things” é baseada, a música encanta nos dizendo que tudo tem um fim e depois de quase 10 anos, é hora de darmos adeus ao pessoal da cidade de Hawkins.
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Não é segredo que os irmãos Duffer se basearam em diversos filmes, séries de TV , músicas e pedaços da década mais pop da história, para contar a história das crianças que fazem uma descoberta sobrenatural, espetacular e perigosa, de que algo emerge da cidade e pode ameaçar não só a eles, como posteriormente todo o planeta.
Com toneladas de carisma de personagens como Eleven, Mike, Lucas, Dustin, Will, Steven, Jonathan, Nancy, posteriormente Max, Robin e dos veteranos, “Stranger Things” entregou tudo que as tramas do período nos traziam em uma embalagem de filmagem mais moderna que pôde se valer de melhores efeitos que na época não estavam disponíveis e eis que chegou ao final.

Em uma estratégia diferente do que realmente ocorre, ao invés de lançar todos os capítulos de uma vez, dessa vez a Netflix decidiu dividir a última temporada em episódios, o que cabe um comentário sobre o sinal dos tempos, pois há uma corrente de expectadores que preferem lançamentos semanais ou invés do binge whatching que é o normal no streaming.
De acordo com uma parte do público e alguns especialistas, semanalmente seria a melhor estratégia de lançamento para engajar e gerar o burburinho que as produções precisam para manter o interesse durante a exibição dos episódios nesse mercado tão concorrido e disperso como o streaming.
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E seguem as impressões dessa última temporada, baseadas nas expectativas e a realidade do final de “Stranger Things”.
À partir do recomeço e durante essa última temporada houve resgate de tudo que fez a séria ser amada por milhões: o mote de que a amizade em toda e qualquer circunstância pode resgatar o melhor do ser humano.
E não foram poucos exemplos desde a cômica dupla Dustin e Steve, quanto Will e Robin, em menor grau entre Lucas e Max e menos ainda entre Mike e Eleven, mas sempre nos foi mostrado que às vezes a união pode ser a única esperança contra o mal, o desespero e a solidão.

Posto isso, alguns personagens realmente não mostraram a que vieram como na grande expectativa formada em torno da atriz Linda Hamilton, nossa eterna Sarah Connor da franquia Exterminador do Futuro como uma militar vilã que se não chega a ser genérica, é só mais um percalço burocrático e institucional que nossos heróis precisam passar.
O retorno da personagem Kali, uma das “irmãs” de Eleven que foi gerada pelos experimentos militares, embora a atriz Linnea Berthelsen seja muito expressiva e comprometida (bem mais que a protagonista, mas voltaremos a essa questão), é redundante, pois não precisaria que ela informasse o que Hopper já sabia sobre a importância da personagem de Millie Bob Brown – aliás, a maior decepção de todos os episódios.
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Já é sabido que a transição de atriz ou ator mirim é complicada e nem todos conseguem, mas que o que Millie apresenta na série é um desinteresse e canastrice que compromete o que era um dos pilares emocionais da série e aqui, com caras e bocas emburradas do começo ao fim desta temporada, é difícil se conectar com ela a não ser quando usa seus poderes ou tem função de ação na trama.
Após ser escanteada em algumas temporadas, Wynona Ryder pelo menos tem um momento importante na trama justo na última hora contra o vilão Vecna que embora piegas, tem um certo impacto.

Além, claro, de alguns furos de roteiro especificamente no último episódio: cadê os demogorgons ou demodogs na batalha final?
Como depois de tudo que estava em jogo e no que poderia ser espalhado para o mundo inteiro após a resolução de tudo (lembrando que temos uma jornalista e uma radialista na história), os militares deixaram as coisas como estavam sem nenhuma consequência aos heróis?
Além de muito auto explicação nas questões do mundo invertido e uma mudança para invés de uma dimensão paralela/espelhada, para um “buraco de minhoca” muito mais complexo e desinteressante.
Isso pode ter uma explicação que até se justifica, pois toda série remete ao que foi mencionado no texto: é tudo uma grande homenagem aos anos 80 e realmente nesse período que pode ser confirmado ao consumir os produtos da época, a grande maioria das tramas por mais espetaculares e perigosas que fossem, terminavam sem muita repercussão negativa e bem perto do final feliz.
Porém, hoje estamos no século XXI e pode ser que para alguns expectadores algumas questões careçam de mais sentido e coerência, mas nada que estrague o final desse marco da cultura pop que ainda deve reverberar por mais um tempo, pois já tem uma animação a ser lançada pela Netflix que é sobre uma aventura entre a 2ª e 3ª temporada (teaser acima) e o final é deliberadamente aberto, para gerar ramificações.
Divertido, emocionante em alguns momentos como na liberação dos poderes de Will, a revelação da sua identidade de gênero, junto com a atuação apavorante e dissimulada cortesia de Jamie Campbell Bower, tensão em alguns ataques e aquela aura de aventura juvenil que não temos ultimamente presenciado na cultura pop, “Stranger Things” traz o fim de uma era e um produto a ser estudado para qualquer estúdio ou streaming que deseja uma série de sucesso mundial.
Imagens: Divulgação/Netflix

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