Acordo com o Grupo Globo prevê cobertura de aproximadamente 290 partidas entre sportv, ge tv e TV Globo, ampliando a exposição de clubes, atletas e patrocinadores
A Superliga 2026/27 terá uma novidade importante para os torcedores de voleibol. Todos os jogos previstos para a temporada contarão com transmissão nas plataformas do Grupo Globo, ampliando a visibilidade das equipes masculinas e femininas e facilitando o acompanhamento da competição ao longo do calendário.
O anúncio foi realizado em 1º de outubro, durante o lançamento da 33ª edição do torneio, na COB Expo, em São Paulo. Ao todo, aproximadamente 290 partidas serão exibidas entre sportv, ge tv e TV Globo, em um acordo que busca fortalecer a presença do voleibol na televisão e nas plataformas digitais.
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Como funcionarão as transmissões da Superliga?
A distribuição prevê quatro partidas por rodada de cada naipe nos canais sportv e outras duas na ge tv. A TV Globo será responsável pela exibição das finais masculina e feminina, enquanto o ge.globo continuará oferecendo cobertura jornalística da competição.
Com esse formato, os torcedores poderão acompanhar regularmente suas equipes, inclusive aquelas que anteriormente recebiam menos espaço nas transmissões nacionais. Entretanto, a cobertura integral não significa que todos os confrontos estarão disponíveis gratuitamente, já que parte dos jogos será exibida em canais por assinatura.
A presença da ge tv também amplia as possibilidades de alcançar espectadores que acompanham esportes pela internet. Além das transmissões, conteúdos como melhores momentos, entrevistas e análises podem contribuir para aproximar o público dos clubes e estimular o interesse pela modalidade.
Equipes de diferentes regiões terão maior exposição
A Superliga reúne representantes de 18 cidades, distribuídas por sete estados e pelo Distrito Federal. Com todos os jogos transmitidos, clubes de diferentes regiões poderão alcançar torcedores que antes tinham poucas oportunidades de acompanhar suas partidas.
Uma das novidades é a estreia do Norde Vôlei, do Ceará, na elite masculina. Comandada pelo campeão olímpico Marcelo Negrão, a equipe representa uma oportunidade de ampliar a presença do voleibol nordestino no cenário nacional e atrair novos públicos para a competição.
A exposição regular também poderá beneficiar a comunicação dos clubes, que terão mais material para divulgar nas redes sociais, promover seus atletas e fortalecer o relacionamento com patrocinadores. O alcance efetivo dessas iniciativas, porém, dependerá do interesse demonstrado pelos espectadores durante a temporada.

Atletas conhecidos podem ajudar a atrair público
A edição 2026/27 contará com jogadores experientes, integrantes das seleções brasileiras e representantes de outros países. Segundo a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), estão confirmados 38 atletas estrangeiros e três treinadores internacionais.
A entidade também destacou a presença de 16 integrantes das seleções brasileiras campeãs sul-americanas, que conquistaram classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Entre os nomes conhecidos está Lucarelli, do Itambé Minas, que possui experiência em competições olímpicas.
A temporada também começa com o Praia Clube defendendo o título feminino e o Sada Cruzeiro buscando manter sua hegemonia entre os homens. O clube mineiro acumula dez conquistas masculinas, enquanto o Rio de Janeiro soma 12 títulos na história da competição feminina.
Maior visibilidade pode gerar novas receitas
A ampliação das transmissões também poderá representar oportunidades comerciais. Com mais partidas exibidas, patrocinadores terão maior exposição de suas marcas, enquanto os clubes poderão desenvolver ações publicitárias e buscar novos parceiros.
Entretanto, o aumento da cobertura não garante automaticamente crescimento financeiro. Para avaliar os resultados, será necessário acompanhar indicadores como audiência, visualizações digitais, receitas de patrocínio e presença de torcedores nos ginásios.
A CBV informou que apresentou aos clubes dados sobre receitas e consumo de conteúdo nas temporadas anteriores, mas os comunicados disponíveis não detalham quanto o novo acordo poderá representar financeiramente para cada equipe.
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Desafio será transformar audiência em crescimento
A transmissão integral oferece condições para que o voleibol brasileiro alcance espectadores que anteriormente acompanhavam apenas jogos decisivos ou partidas das seleções nacionais. A regularidade da cobertura também poderá ajudar na construção de rivalidades e no reconhecimento de novos atletas.
O principal desafio será transformar essa exposição em interesse contínuo. Os resultados dependerão da audiência conquistada, do envolvimento dos torcedores e da capacidade dos clubes de aproveitar comercialmente a maior presença nas plataformas.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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