Depois de sete Copas do Mundo disputadas no formato com 32 seleções, a nova aposta da FIFA é tornar o torneio mais amplo, adicionando 16 equipes à disputa
Desde 1998, a maior competição entre seleções do mundo é disputada por 32 equipes divididas em oito grupos, com os dois melhores colocados avançando às oitavas de final. Nesse modelo, uma seleção que sonhava com o título precisava disputar sete partidas ao todo: três na fase de grupos e quatro no mata-mata, passando por oitavas, quartas de final, semifinal e final.
Em 2026, a equipe que quiser levantar a taça terá um desafio extra na fase eliminatória. O novo formato promete adicionar até 40 partidas em relação à Copa do Mundo de 2022, disputada no Catar. Entenda como vai funcionar.
Novo funcionamento
Das 48 seleções participantes, 16 são da Europa (UEFA), 10 da África (CAF), nove da Ásia (AFC), seis da América do Sul (CONMEBOL), seis da América do Norte e Central (CONCACAF) e uma da Oceania (OFC), a Nova Zelândia.
As equipes foram divididas em 12 grupos. Os dois melhores colocados de cada chave avançam, assim como os oito melhores terceiros colocados. Com isso, 32 seleções chegam ao mata-mata, ampliando o número de jogos em relação às edições anteriores.
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Primeira Copa com três sedes

Uma Copa do Mundo com mais de uma sede não é novidade. A edição de 2002, vencida pelo Brasil, foi realizada na Ásia, dividida entre Japão e Coreia do Sul. Desta vez, porém, será a primeira vez que três países compartilharão a organização do torneio.
Serão duas cidades-sede no Canadá, três no México e 11 nos Estados Unidos.
A região costuma trazer boas lembranças para as seleções sul-americanas. O Brasil conquistou o título no México, em 1970, e nos Estados Unidos, em 1994. A Argentina também foi campeã em solo mexicano, em 1986. Essas campanhas ajudaram a consolidar nomes históricos do futebol, como Pelé, Bebeto, Romário e Maradona.
A fórmula com três sedes, no entanto, não será repetida em 2030. Segundo a FIFA, a próxima Copa terá Espanha, Portugal e Marrocos como sedes principais, mas contará com partidas comemorativas na Argentina, no Uruguai e no Paraguai, em celebração ao centenário do primeiro Mundial. Ao todo, serão seis países envolvidos na organização. Já a Copa de 2034 voltará ao modelo de sede única, com a Arábia Saudita.
Estreias significativas e a força das anfitriãs
Em uma Copa repleta de novidades, quatro seleções farão sua estreia na competição: Uzbequistão, Jordânia, Cabo Verde e Curaçao. Algumas delas contam com jogadores conhecidos por quem acompanha o futebol europeu, como o zagueiro Khusanov, do Manchester City, e o atacante Mousa Al-Tamari, do Rennes.
Uma boa campanha em um torneio do porte da Copa do Mundo pode representar um salto importante para essas seleções no cenário internacional. Atualmente, elas ocupam posições mais modestas no ranking da FIFA: 50ª, 63ª, 69ª e 82ª, respectivamente.
As anfitriãs também podem aproveitar o fator casa para ganhar protagonismo. México, Estados Unidos e Canadá disputarão todos os seus jogos da fase de grupos em seus respectivos territórios.
No caso dos Estados Unidos, se a seleção avançar até as quartas de final, terá a possibilidade de disputar o restante do torneio em casa. Seria uma oportunidade de repetir o feito de seleções como Uruguai, Itália, Inglaterra, Alemanha, Argentina e França, que conquistaram a Copa do Mundo atuando diante de sua torcida.
O Brasil e sua torcida

No caso da Seleção Brasileira, os três jogos da fase de grupos serão disputados em New Jersey, Filadélfia e Miami. Para quem acredita na força das arquibancadas, duas dessas três cidades estão entre as que concentram o maior número de brasileiros vivendo nos Estados Unidos. O eixo Nova York/New Jersey lidera a lista, enquanto Miami aparece entre os principais destinos da comunidade brasileira, segundo levantamento publicado pelo Valor Econômico em 2025.
Caso o Brasil chegue à final, a decisão será realizada em uma região que também reúne uma forte presença de brasileiros. A expectativa é de casa cheia no MetLife Stadium, transformando o estádio em um ambiente favorável à Seleção e criando mais um capítulo da história brasileira em solo norte-americano.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por inteligência artificial


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