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Filmes

10 filmes para você assistir que tem mãe no meio

A Páscoa já passou, os chocolates acabaram, o mês de abril chegou ao fim. Mas a vida das pessoas é em função do calendário do comércio, e a próxima data importante é o Dia das Mães. Os shopping centers já estão enfeitados, os filhos estão em busca do melhor presente, a mães estão ansiosas, é pura alegria e felicidade girando em torno delas. Ser mãe é uma função única na vida de uma mulher e muitos acham que além de ser a melhor coisa do mundo, também é um paraíso com apenas bons momentos. Bem, não é assim.

Existem milhares de filmes que contam a história de muitas mães, e essas tramas são de todos os gêneros. Tem as que sofrem, tem as que se acham perfeitas, as solteiras, as rígidas, as que não estão nem aí, as que estão cansadas, as carinhosas, as “malvadas”, as que trabalham muito, as que deixam de viver em função dos filhos, entre outras. Mas na verdade toda mãe tem um pouquinho das características descritas anteriormente, no fim elas são muito amadas e amam muito, e isso é o que importa. Confira uma lista de filmes que o foco são as melhores mães da sétima arte, ou não.

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Psicose (1960)

Esse clássico de Hitchcock vai muito além de um assassinato, tem uma mãe bem ali. Marion Crane (Janet Leigh) rouba 40 mil dólares da empresa onde trabalha para poder se casar com o namorado. Durante a fuga ela resolve se hospedar em um hotel de beira de estrada para poder descansar um pouco. Quando ela chega no local, escuta gritos de uma mulher, que o público associa a mãe do rapaz que se apresenta na recepção e mostra o quarto para a nova cliente. O responsável pelo hotel é Norman Bates (Anthony Perkins), e se você gosta de séries já lembrou de onde escutou esse nome antes. Marion se instala no quarto e acaba criando um certo vínculo com o jovem rapaz. O que ela não esperava era durante seu banho ser assassinada por uma pessoa com roupas de senhora, parecendo ser a mãe de Norman. No decorrer da trama percebe-se que a história não é apenas de um homem muito apegado a mãe, que provavelmente não o quer conversando com ninguém, sendo uma super protetora rigorosa, talvez até um pouco demais.

Pare! Senão Mamãe Atira (1992)

Sim, esse filme é um clássico da “Sessão da Tarde”, uma típica comédia policial que tanto fazia sucesso na década de 90. Joe Bomowski (Sylvester Stallone) é um policial que vai receber a visita de sua mãe Tutti (Estelle Getty) por uns tempos. Até esse ponto tudo bem, todos adoram receber suas mães em casa. Só que além de visitá-lo, ela quer participar de toda a rotina do filho. Tutti aparece na delegacia e conta histórias da infância do seu “bebê”, mostra fotos antigas, chama ele de apelidos carinhosos nada convenientes, enfim, acaba com a reputação de um policial “machão”. Mas tudo piora quando a mamãezinha querida resolve lavar uma pistola de Joe e a mesma para de funcionar. Depois de levar uma bronca do filho, Tutti resolve comprar uma arma nova, só que ilegalmente e acaba sendo testemunha de um crime. Pronto, era o que faltava para mãe e filho entrarem em ação juntos, a contra gosto do policial Bomowski.

Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento (2000)

​Erin (Julia Roberts) é uma mãe solteira de 3 filhos que está passando por uma situação financeira difícil. Ela consegue arrumar um emprego num escritório de advocacia e começa a investigar alguns registros médicos arquivados em casos imobiliários e descobre que a água em uma comunidade local está causando doenças devastadoras entre os seus residentes. O filme rendeu o Oscar de Melhor Atriz a Julia Roberts e é bastante conhecido, principalmente quando o assunto é sobre mulheres fortes. Não é fácil ser mãe, muito menos quando trabalha fora, o que ainda hoje é visto por muita gente como impossível, como se essas mães fossem falhar de alguma forma: na maternidade ou na profissão. Erin trabalha fora, cria três filhos sozinha e no início ainda arruma uma péssima babá. Mas ela leva os filhos para o trabalho, conta com a ajuda do namorado e do filho mais velho, que ainda é uma criança, e consegue ser mãe. Em um determinado momento do filme fica nítido que apesar de ver os filhos cada vez menos por causa do trabalho, ela faz isso por eles, pelo futuro deles.

Sexta-feira muito louca (2003)

Anna (Lindsay Lohan) e Tess (Jamie Lee Curtis) são mãe e filha, mas não conseguem se entender. Principalmente porque a primeira está na adolescência e a segunda está prestes a se casar novamente depois de passar um tempo viúva. Em plena semana de casamento, a família delas vai a um restaurante chinês. Durante uma briga Anna se tranca no banheiro e Tess fica do lado de fora tentando falar com a filha, e nesse momento elas resolvem abrir seus biscoitos da sorte, a briga acaba e elas vão para casa. Mas no dia seguinte elas acordam em corpos diferentes e finalmente cada uma vai entender a vida da outra da pior forma possível. Finalmente elas se acertam, principalmente pelo fato de Tess entender que a filha não aceita seu casamento porque o noivo estaria tomando o lugar de seu pai, e também por Anna entender que a vida adulta não é fácil e nem tudo é como imaginamos. Uma comédia adolescente muito boa.

Minha mãe quer que eu case (2007)

Existem mães que só querem o bem dos seus filhos, querem que eles casem e constituem uma família assim como elas fizeram. Mas Daphne (Diane Keaton) passa dos limites. Milly (Mandy Moore) é uma jovem confeiteira que vive uma vida normal e tem uma mãe neurótica que só pensa no seu futuro casamento. Como suas duas irmãs já são casadas, o foco acaba sendo ela, a caçula. Daphne resolve colocar um anúncio a procura de um futuro marido para a filha, sem que ela saiba. Ela encontra diversos rapazes e acaba escolhendo o ideal. Em paralelo Milly conhece um artista e começa a sair com ele. Conclusão: a caçula fica em dúvida sobre qual escolher e sua mãe passa boa parte da trama tentando convencê-la que o rapaz que ela conheceu através do anúncio é o melhor. O pior é quando Milly descobre o que a mãe fez. Mas não tem como ter raiva, é mãe.

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Precisamos falar sobre Kevin (2012)

Esse longa é um suspense que o foco é a vida de uma mãe que se culpa pelos erros de seu filho. Eva (Tilda Swinton) nunca quis ser mãe e talvez esse sentimento tenha motivado o comportamento de seu filho primogênito. Ela percorre a cidade que mora enfrentando olhares dos vizinhos e de toda a população, sendo constantemente humilhada. O filme começa mostrando que ela é uma mulher solitária e que teve sua casa e carro depredados. Ela nunca reage. Ao mesmo tempo a história dela é contada aos poucos, intercalando com cenas do presente. Eva era casada com Franklin(John C. Reilly) e descobriu estar grávida, mas nunca se mostrou feliz com a gestação. Desde o nascimento de seu filho, eles não tiveram uma boa relação e Eva constantemente ignorava o choro dele, os aprendizados, os carinhos, os olhares. Kevin (Ezra Miller) se torna um adolescente e não se relaciona bem com a mãe e a irmã mais nova, e simplesmente não faz questão da presença do pai. Ao longo da trama aparecem flashs da família “feliz” e depois a casa vazia e com vestígios de sangue. Entende-se que Kevin deve ter feito algo muito grave, pois todos da cidade culpam Eva por algo que seu filho fez. Sim, pessoas ruins também tem mães, e mães também cometem erros.

Valente (2012)

Porque não podia faltar uma animação da Disney nessa lista. Merida é uma princesa que desde pequena seguiu os passos do pai ao aprender a lutar, atirar arco e flecha e ser independente. Mas ela atingiu a idade de se casar, e pelo bem do reino ela precisar aceitar os costumes da família e unir-se ao pretendente que ganhar um torneio promovido pelo rei e pela rainha. Mas desde o momento que ela precisa vestir roupas justas e tradicionais, escondendo seu cabelo e sua personalidade, Merida já está determinada a ir contra isso tudo, o que segundo sua mãe seria um absurdo. Não dando ouvidos a sua mãe, ela ganha o torneio e diz que não se casará com ninguém. A rainha não gosta nem um pouco da atitude dela e as duas brigam feio. Irritada com tudo aquilo, a princesa conhece uma feiticeira e resolve dar uma poção para sua mãe, achando que isso vai torná-la “melhor”. Entretanto a rainha se torna um urso, que é o animal mais temível e caçado na região. As duas acabam aprendendo muito uma com a outra e entendem que ninguém é perfeito, porém isso não impede de ser ideal no seu próprio jeito.

Minha mãe é uma peça (2013)

Uma das melhores comédias para identificar sua mãe! Essa produção brasileira do humorista Paulo Gustavo é um grande sucesso e já teve até continuação. Dona Hermínia (Paulo Gustavo) é uma mulher sem papas na língua que cria os dois filhos adolescentes praticamente sozinha desde que seu ex-marido a largou. Mas quando ela sem querer escuta Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo) falarem que preferem a nova mulher do pai ao invés da mãe, por ela ser muito chata, Hermínia decide sumir por um tempo e vai para a casa da sua tia Zélia (Suely Franco). Enquanto os filhos ficam desesperados sem saber preparar nada para comer, a mãe chata está relembrando muitos fatos da vida da família. São histórias com o filho mais velho perfeito e que não está mais debaixo das asas dela, sobre sua filha que sempre esteve acima do peso e é desaforada como a mãe, sobre o filho mais novo que sempre foi gay e ela fingia não saber, suas brigas com a irmã e o sobrinho, as festas em família, os seus barracos em todos os lugares e principalmente o fato de saber que é difícil ser mãe, mas que ama o que faz. Uma boa comédia para rir, se emocionar e perceber que mãe é tudo igual.

Ricki and the Flash: De Volta Para Casa (2015)

Rick (Meryl Streep) abandonou seu marido e três filhos para tentar ser uma rock star. Mas atualmente ela se apresenta em um bar no interior de uma cidade e pouco tem contato com a família. Um dia seu ex-marido entra em contato pedindo que ela vá visitá-los porque a filha deles, Julie (Mamie Gummer), descobriu que o marido tinha uma amante, se divorciou, surtou e havia desistido de viver. Rick a princípio não concorda, afinal ela fala com a filha há anos, mas seu namorado a convence e ela arruma as malas. Chegando lá, percebe que a família está muito bem já que seu ex-marido casou-se novamente e a atual esposa fez um bom trabalho criando seus filhos. Mas o estado em que se encontra sua filha é terrível, ela não toma banho há dias e não tem vontade de sair de casa. Aos poucos Rick se aproxima da filha e consegue corrigir os erros do passado. Mesmo assim a família não deixa de lembrá-la que ela preferiu seguir o seu sonho ao invés de ficar com sua família. Porque mães também tem sonhos e podem sim se arrepender e pedir desculpas.

Perfeita é a mãe (2016)

Mães festeiras? Mães que xingam? Mães que chutam o balde? Mães que pensam em desistir? Sim, elas existem, apesar da sociedade querer escondê-las e condená-las. Esse filme é uma comédia que choca, mas que precisava existir para mostrar que não é fácil mesmo ser mãe. Amy (Mila Kunis) vive um bom casamento, trabalha fora, cuida da casa sozinha e ainda cria os filhos, mas constantemente ela se considera uma péssima mãe. Depois de descobrir uma traição do marido, ela o expulsa de casa e tem menos ajuda ainda para cuidar de tudo. Cansada de sua rotina, Amy decide mudar um pouco e ligar menos para os que os outros vão pensar. Ela se une a duas outras mães da escola onde seus filhos estudam e juntas elas começam a sair, peitar as “mães perfeitas” e ir em busca de liberdade. Muito bom para entender que mães são antes de tudo mulheres, seres humanos, trabalhadoras, amigas, que precisam se divertir fazer atividades que não focam apenas nos seus filhos.

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Ser mãe não é fácil e são muitos os sacrifícios que elas fazem em função de suas crias. Com humor, com drama, com suspense e terror ou com romance, os filmes estão sempre mostrando as diferentes mães que existem por aí. Elas sempre serão lembradas, afinal temos certeza de uma única coisa, todo mocinho e todo vilão tem uma mãe. Não homenageie uma mãe apenas em datas comemorativas, e sim sempre. É uma boa ideia fazer uma maratona com sua mãe, ela vai gostar de algum filme, com certeza.

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Ela é a linha tênue entre a tranquilidade e a persistência. Um encontro divertido entre a calma e a dedicação. Uma jornalista que ama e se encanta com o que faz, aprende sorrindo e aceita que o erro é possível e faz parte da natureza humana. Entre um minuto e outro escreve, lê, escuta, canta, produz, analisa, aprecia... Essa é a Tamiris Aimée, essa é a Tami Aimée!

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