5 pais da literatura que, apesar de pouco comentados dentro ou fora de suas obras, merecem ser reconhecidos como personagens incríveis
Alguns pais não são os centros das obras literárias em que eles estão. Ainda assim, em vários e vários livros, temos ótimos exemplos de paternidade, sejam pais adotivos ou pais de sangue mesmo. E acho que seria muito bom trazer alguns deles e os feitos que eles tiveram ao decorrer da obra em que estão inseridos. E eles serem incríveis não quer dizer necessariamente que eles nunca erraram, que nunca brigaram ou tiveram momentos em que agiram de maneira equivocada, mas isso não muda o fato de serem pais incríveis, que amam seus filhos, respeitam eles e querem o melhor para eles.
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1. Charlie Swan (Saga Crepúsculo)

Não tem como começar essa lista sem iniciar com o coitado da literatura que está vivendo um livro de thriller enquanto a filha está em um romance sobrenatural, tenho certeza que se o livro fosse do pov do Charlie, a obra seria um suspense psicológico tenebroso.
Charlie ama tanto a filha que cede a guarda para a Renée, que é uma irresponsável, e depois que Bella diz que não quer mais passar as férias em Forks, ele viaja para a casa dela para passar tempo de qualidade com a filha. Da mesma forma ele aceita a menina de volta, dá suporte para a filha quando ela está em depressão, e até tenta ajudar a menina ao retirar da cidade que ela não gosta só para impedir que ela sofresse ainda mais.
A parte que ele com certeza seja meio babaca foi quando Jacob beijou Bella e ele agiu como uma grande zoeira, mas felizmente ele repensa na atitude que teve e fala para Bella que ela deveria se defender e que estava orgulhoso disso, e ainda explica como ela deveria se proteger. Na perspectiva geral, acreditamos que ele ficaria feliz se qualquer um beijasse a Bella que não o Edward, responsável pela garota sair quebrada/ferida a cada livro que passa.
E ainda descobrimos em “Sol da Meia Noite”, através das visões da Alice, que Charlie entra em uma depressão profunda em cada futuro em que a sua filha morre, causada ou não pelo Edward. O que se concretiza em “Vida e Morte”, a obra reimaginada da saga Crepúsculo.
2. Carlisle Cullen (Saga Crepúsculo)

Continuando na mesma obra, esse é um caso curioso onde, embora ele não tenha tido um bom exemplo de pai, ele conseguiu se tornar um ótimo pai adotivo, mesmo que de forma egoísta, já que ele transformou Edward para ter um parceiro para a vida, já que ele se sentia sozinho, e ele viu nele um filho que ele nunca conseguiu ter. A princípio eles se fingiam de irmãos, mas a relação deles nunca foi de irmandade, mas sim de paternidade.
Carlisle, também transformou a sua esposa Esme em vampira, assim como Rosalie, também de forma egoísta para que Edward tivesse uma companheira, o que não aconteceu, e ele tratava ambos como filhos. Os filhos “adotivos” de verdade vieram a ser Jasper, Alice e, posteriormente, a própria Bella, uma vez que nenhum desses foi ele quem transformou, mas isso não muda o fato de ter acolhido cada um deles de bom coração.
O que torna o Carlisle um bom pai, é que ele não julga os erros ou os seus filhos pelas suas atitudes, ele permite que eles errem, que eles tenham suas vinganças — quando acha justo — e que eles vivam a vida como eles acham melhor, o que não quer dizer que ele vá expulsá-los ou destratá-los.
Ele é um ótimo pai por entender a necessidade de cada um, quando por exemplo ele permite que Rosalie se vingue dos homens que abusaram dela, pois ele sabia que eram pessoas terríveis e que ela precisava passar por aquilo, e ele jamais julgou essa atitude dela ou fez menos dela por conta disso, ou quando ele entende que Bella seja uma recém-criada e não espera que ela siga a mesma dieta que eles ou força esse estilo de vida sobre ela, embora ela queira sim seguir a filosofia deles.
3. Luke Graymark (Saga Instrumentos Mortais)

Embora ele passe boa parte do primeiro livro falando que não é o pai da Clary, ele não engana absolutamente ninguém. Ele tem o peso de ter sido parabatai do pai de Clary, ter se infectado com a maldição dos lobisomens e de ser um excluído pelos Caçadores das Sombras, mas isso não impede que o amor que ele sinta pela filha do seu maior inimigo o impeça de agir sim como um pai para ela, protegendo a garota, e ajudando ela em diversas ocasiões, e posteriormente reatando o amor que ele teve uma vez pela mãe da protagonista.
Então embora Luke tenha algumas atitudes babacas no inicio da obra, ele desenvolve um sentimento de paternidade, amor e carinho pela protagonista que o próprio Valentim, jamais teve, e dentro todo o contexto da obra, ele é de longe o melhor exemplo que se tem, porque os outros dois são o próprio Valentim e o dos irmãos Lightwood que também não é flor que se cheire.
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4. Hades (Percy Jackson e os Olimpianos)

Hades é um ótimo pai SIM e defenderemos ele com unhas e dentes. Péssimo irmão, péssimo deus? Talvez, mas um excelente pai. Começa que depois do que acontece com a esposa dele por conta do trato que os três grandes fizeram, ele amaldiçoa a Oráculo que fez todo o mal agouro para ele, e foi justíssimo isso; acaba ferrando as coisas para o futuro, sim, mas ainda assim justificadíssimo.
Depois disso, ele protege os seus filhos, os enviando para o Cassino Lótus para eles não envelhecessem e estivessem protegidos, uma vez que os deuses não costumam ir para lá ou atacar aquele lugar, e ainda assim dentro do cassino eles eram bem cuidados. Quando eles vão para o orfanato, eles novamente estão sob os cuidados das Fúrias.
Hades não reconhece os seus filhos para que eles estivessem protegidos quando são resgatados do orfanato e levado ao acampamento meio-sangue e ainda por cima quando reconhece o Nico, dá a ele livre acesso ao seu reino, protegendo, apoiando e cuidando do seu filho, Hades também oferece ajuda ao sobrinho e em nenhum momento é retratado como vilão, apenas alguém que quer proteger seu reino.
Curiosamente é um dos poucos deuses que ouvem o seus filhos, uma vez que é através do pedido de Nico que ele decide lutar na guerra, junto com Perséfone e Deméter, e, para além disso, Hades é o único dos deuses que cria um trono para o seu filho para que se sentasse ao seu lado. Mostrando que ele ama, cuida e protege sim o seu filho, pelo menos na primeira Saga.
5. David Hollander (Rivalidade Ardente)

David é um querido que mal aparece no livro, assim como a esposa, mas a série deu uma melhorada nisso. Contudo em todo dialogo que Shane tem falando sobre seus pais, é nítido que ele sente um carinho e amor enorme por esses dois, e sempre que tem algum tipo de interação entre eles, fica nítido também que eles apoiam o sonho do filho e deixam que ele tome decisões sobre a sua carreira, e o que ele deva fazer. Eles são tão presentes que Shane se sente até mesmo culpado quando seus pais viajam para longe de casa só para ver ele jogando, o que é bem compreensível.
O que torna o David um ótimo pai é o fato dele ser acolhedor, e fofoqueiro, já que assim que ele descobre o que acontece ele fica em choque e retorna para casa. É errado que ele explane a sexualidade do filho, mas ainda assim ele e a esposa tem um carinho enorme por ele e não o destratam. Eles respeitam o filho, e posteriormente acolhem Ilya como se fosse um segundo filho deles, o que é lindo da parte dos Hollander, visto a família desastrosa que o Ilya teve, com exceção da mãe dele que, infelizmente morreu. Então David mesmo tendo pouco destaque conseguiu se mostrar um dos melhores pais literários.
Vocês concordam ou discordam da lista? Tem algum outro personagem que gostariam de acrescentar ou algum que acham que não deveria estar aqui?
Imagem Destacada: Divulgação/Prime Video


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