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Música

60 anos de Rolling Stones – As dez músicas essenciais

Imagem: Reprodução

As músicas mais icônicas da maior banda de rock n’ roll do mundo

Em 12 de julho de 1962, na Inglaterra, nascia a lendária banda Rolling Stones. A princípio vistos como uma espécie de imitação dos Beatles, se colocaram na cena musical como o contraponto aos rapazes de Liverpool. Se o Fab Four já era considerado rebelde com seus cabelos uns dedos abaixo do recomendado, os Stones eram desgrenhados, dispensavam ternos arrumadinhos e tocavam ainda mais alto.

É com muitas risadas que vemos o trecho de entrevista em que Mick Jagger aposta que a banda iria durar uns dois anos. Hoje, Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood, sem o baterista Charlie Watts, falecido em 2021, comemoram as seis décadas de atividades com uma turnês pela Europa (especula-se que chegue ao Brasil). E, claro, não se pode falar de Rolling Stones sem se lembrar dos hits indeléveis.

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Aqui você vai conferir as 10 músicas essenciais da banda que aparecem como cartão de visitas no perfil do Spotify da banda, e saberá a importância de cada uma delas.

Paint It Black

A canção de letra niilista marca presença no álbum “Aftermath” – a versão estadunidense, na Inglaterra saiu como single. Esse foi o primeiro álbum da banda com todas as músicas de autoria deles, uma vez que até então seu repertório era revestido de covers. Na faixa, o guitarrista Brian Jones toca cítara, que conferiu um acento inconfundível.

Start Me Up

Um cavalo de batalha dos Stones, a faixa abre o disco Tattoo You e nasceu como um reggae, antes de se tornar um rock poderoso. O álbum lançado em 1981 dava à luz músicas que tinham sido engavetadas nos anos 1970. O riff de Keith Richards é um dos mais identificáveis do rock.

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(I Can Get No) Satisfaction

O maior hit da banda e sem dúvida um dos hinos do rock n’ roll. É também possivelmente o riff mais identificável do rock. Surgiu de uma noite em que Keith Richards acordou com a melodia na cabeça, pegou a guitarra gravou a melodia e voltou a dormir. No dia seguinte já havia esquecido e encontrou o registro no gravador, daí viu que deveria transformar em música. E o resto é história.

Saiu como single no Reino Unido e nos Estados Unidos foi parte do álbum “Out of Our Heads”, de 1965.

Gimme Shelter

Também conhecida como música preferida de Martin Scorsese, devido ao fato de aparecer em alguns de seus filmes, essa é um flerte dos Stones com o golspel. É a faixa de abertura do álbum “Let It Bleed”, o último a contar com o guitarrista Brian Jones, que foi demitido no meio das gravações e morreu em julho de 1969, meses antes do disco sair, em dezembro daquele ano.

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A música é marcada pelos vocais de Merry Clayton, que divide os vocais com Mick Jagger e também pela história trágica que a envolve. Os versos como os que citam estupro e assassinato pediam vocais dramáticos e a banda achou que deveria contar com uma voz feminina. Acontece que Merry, que estava grávida e após à gravação sofreu um aborto espontâneo. Acredita-se que o esforço feito para gravar os versos, com notas extremamente altas, teria provocado o aborto.

Embora tenha dito que só se recuperara do ocorrido nos anos 80, em 1970 ela lançou uma versão da música.

Sympathy For The Devil

O coisa-ruim em pessoa se apresenta para comprar a alma de um incauto. Uma das melhores faixas dos Stones, é a música que abre o excelente álbum Beggar’s Banquet, de 1968. Após uma não tão bem-sucedida incursão pela psicodelia no disco “Their Satanic Majestie’s Request”, do ano anterior (que acabou visto como uma imitação de Sgt Pepper’s dos Beatles), a banda voltou às raízes com um álbum eletroacústico de composições inspiradíssimas como Street Fighting Man, Stray Cat Blues.

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A percussão teria sido inspiradas no batuque do samba e atabaques de candomblé, com que Jagger e Richards tiveram contato quando vieram ao Rio de Janeiro à passeio com suas então esposas.

Beast Of Burden

Do álbum “Some Girls”, o mais vendido dos Stones, é também uma das mais populares músicas da banda, sobretudo nos Estados Unidos. Chegou à oitava posição no Billboard Hot 100 e ficou nas paradas por 13 semanas.

A princípio a letra era interpretada como um recado às ex de Jagger e de Richards Marianne Faithfull e Anita Pallenberg (o refrão diz “eu nunca vou ser seu burro de carga”). Por décadas os fãs tentaram decifrar a letra, porém sem sucesso. Richards a define como indecifrável e confessa que ele próprio já esqueceu seu significado.

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Angie

A balada mais famosa dos Stones consta no álbum “Goats Head Soup”, de 1973. O curioso é que a escolha de Angie’ como primeiro single não agradou à gravadora, que demandava uma nova ‘Brown Sugar’ para alavancar o disco. Há ainda o controverso rumor de que a letra seria um pedido de desculpas de Mick Jagger à esposa de David Bowie na época, Angela, que teria flagrado na cama o marido com o vocalista – ambos na época eram adeptos da pansexualidade. A versão oficial era de que a música foi composta para a filha bebê de Keith Richards, Dandileon Angela, no entanto, o guitarrista afirma que sua mulher estava grávida quando compôs a faixa, e nem sabiam o sexo da criança ainda.

Wild Horses

Faixa de “Sticky Finger”, de 1971, é uma das mais belas baladas dos Stones. Nasceu de uma letra que Keith Richards escreveu como uma carta de arrependimento por deixar sua mulher com seu filho recém-nascido e ir excursionar com a banda.

A letra foi descartada por ele, mas Mick Jagger aproveitou o belo verso de Richards: “Cavalos selvagens não poderiam me arrastar para longe.” e a partir daí construiu a sua carta sobre o relacionamento com Marianne Faithful que estava desmoronando.

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A faixa foi composta em 1969, mas devido a problemas legais que a banda enfrentava com seu empresário, só acabou sendo gravada dois anos depois. Antes, Gram Parsons convenceu Jagger e Richards a deixá-lo regravar a música com sua banda, The Flying Burrito Brothers. Um caso de cover que saiu antes mesmo do original.

Miss You

É a faixa dançante de “Some Girls”, e também a mais famosa do álbum. Alguns fãs se incomodaram pelo fato de os Stones parecerem estar querendo embarcar na disco music. Mas com o tempo até esses fãs passaram a aceitar melhor a faixa.

You Can’t Always Get What You Want

Outro flerte com o gospel, a faixa tem um quê de autoajuda. É introduzida por um belo coral e nos shows atuais a banda tem recrutado corais dos locais onde os shows ocorrem para a apresentação.

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