Não é que eu concorde com este título. No entanto, é o que me parece mais apropriado. Ela foi o amor da sua mocidade, a sua verdadeira paixão. Entretanto, era a mulher mais vigiada do mundo e não podia se quer ir até à esquina comprar um pão ou um sorvete sem a companhia do pai ou de um irmão. Por muito tempo ele tentou uma relação saudável que pudesse leva-la ao altar.

Com a mesma coragem que ele pediu aos pais dela para namorá-la em casa, ele manifestou a sua desistência diante das dificuldades enfrentadas.

Ele se casou, três anos depois, com uma outra pessoa. Uma pessoa livre, enquanto a amada ficaria ainda até aos trinta e oito anos, segundo ele, sendo escravizada pelos pais. Casado, ele se mudou para uma cidade distante e ficou viúvo, depois de quarenta e cinco anos de um feliz casamento.

Em visita a sua cidade natal, a trabalho, acabou reencontrando o primeiro amor, que também havia ficado viúva a mais de dez anos e esperava por aquilo que lhe havia sido roubado.
Eles se reencontraram num evento de amigos comuns. E, primeira vista, ele não a reconheceu. Ele estava com 67 anos.

– Então, você se casa comigo? Ele indagou de súbito, logo que ela se identificou e se declarou viúva.
O casamento saiu um ano depois de muitas conversas interurbanas.

Hoje, vivem felizes para sempre, depois desse grande hiato.

Embora não seja errado buscar um caminho para a felicidade, pois, se deve, tanto quanto possível, ser feliz no caminho, também não seria errado dizer como diz o título: “A felicidade tarda, mas não falha”.

Por Ivo Crifar

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