No aquecimento para o Rock in Rio 2026, entenda as eras do Bring Me The Horizon
A banda Bring Me The Horizon está entre as atrações mais aguardadas do Rock in Rio 2026, especialmente para os fãs de rock mais jovens. O grupo liderado pelo vocalista Oliver Sykes está em atividade desde 2004 e vem se reinventando a cada álbum lançado, explorando variados subgêneros do rock de um jeito muito particular. Conheça um pouco da história e principais fases da banda:
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Bring Me The Horizon: Início e Primeiro EP
A história da banda começa na cidade de Sheffield na Inglaterra no início dos anos 2000. Os então adolescentes Oli Sykes e Matt Nicholls tinham um interesse em comum: o deathcore americano. Eles frequentavam juntos vários shows locais, até que conheceram Lee Malia, responsável por apresentar outros subgêneros de rock para os dois, como o thrash metal e o death metal melódico. E em março de 2004 nascia a Bring Me The Horizon com a seguinte formação: Sykes nos vocais, Nicholls na bateria, Malia e Curtis Ward na guitarra e Matt Kean no baixo.
O então quinteto lançou seu primeiro EP alguns meses depois da formação, intitulado “This Is What the Edge of Your Seat Was Made For“. O lançamento chamou bastante atenção local, e proporcionou ao grupo o primeiro contrato com uma gravadora e uma agenda de shows de abertura para outras bandas que passavam pelo país, como a americana The Red Chord. Porém, essas primeiras apresentações ficaram marcadas pelo comportamento autodestrutivo da banda, com episódios de alcoolismo e equipamentos sendo danificados.
Suicide Season e a saída de Curtis Ward
“Count Your Blessings” foi o primeiro álbum de estúdio da banda lançado em 2006. O comportamento da banda seguiu caótico, e isso afetou a gravação do álbum e consequentemente a recepção da crítica ao trabalho. Eles realizaram uma turnê no Reino Unido para promover o álbum, e em 2007 abriram shows para a banda Killswitch Engage, e tiveram que lidar com a rejeição do público, que os hostilizava antes mesmo de tocar a primeira música.

O Bring Me The Horizon começa a explorar influências do metalcore a partir do segundo álbum “Suicide Season“, lançado em 2008, que recebeu críticas mistas, mas muito melhores que as do álbum de estreia. O trabalho representa uma virada na sonoridade da banda, que seria a base para a década seguinte. Além disso, o período marcou a saída de Curtis Ward do grupo, por problemas de relacionamento e criação. Além disso, o guitarrista, que era surdo de um ouvido, priorizou preservar a audição, se afastando de apresentações. Jona Weinhofen o substituiu entre 2009 e 2013.
O início dos anos 2010 e o reconhecimento internacional
Na década de 2010, o Bring Me The Horizon inicia uma nova era. Mudanças na sonoridade e na atitude profissional lançaram a banda na direção do sucesso internacional, com vários hits. Já em 2010, é lançado “There Is a Hell, Believe Me I’ve Seen It. There Is a Heaven, Let’s Keep It a Secret” que inicia a fase metalcore com mais influência eletrônica e refinada, que se tornaria uma das marcas registradas do grupo. Em 2011, a turnê do disco marcou o primeiro show da banda no Brasil.
Mas a produção do disco na Suécia foi bastante conturbada, devido ao isolamento do grupo no local escolhido para a gravação. Além disso, Oli lutava para superar seus vícios em álcool e drogas e recuperar a sua voz, muito afetada por seus problemas de saúde mental. Essas batalhas internas do vocalista estão presentes nas letras do álbum, outra grande mudança em relação aos temas explorados nos trabalhos anteriores.
Após Oli passar por reabilitação, a banda lança “Sempiternal” em 2013. É o mais celebrado entre os fãs e considerado por muitos críticos o melhor álbum. Esse disco traz vários hits, como “Can You Feel My Heart” e “Shadow Moses” e marca uma sonoridade ainda mais eletrônica e mais próxima de um metal alternativo, com a chegada do tecladista Jordan Fish.
That’s The Spirit e mais inovações conceituais
O Bring Me The Horizon evoluiu não apenas musicalmente. O grupo entendeu rápido como se comunicar nas redes sociais e que é preciso mais que boas músicas para conquistar o público. Tem que entregar também experiência. E foi exatamente o que a divulgação do álbum de 2015, “That’s The Spirit” fez. Ao invés de iniciar a divulgação pelo super single “Happy Song”, optou por viralizar a misteriosa imagem de um guarda-chuva nas redes sociais, em tatuagens, adesivos e cartazes no Reino Unido.
A banda também investiu em vídeos para “Drown“, “Throne“, “True Friends“, “Follow You“, “Avalanche” e “Oh No“. Além de uma turnê para promover o disco, a banda realizou ainda uma apresentação com orquestra no prestigiado Royal Albert Hall em Londres.
“Amo” e mais experimentações sonoras
Desilusões amorosas e perdas afetivas dão o tom das letras e ainda mais experimentações sonoras em “Amo”, sexto álbum de estúdio da banda. Em entrevistas da época, Oli Sykes afirmou ainda estar sofrendo com um divórcio traumático quando conheceu sua atual parceira, a modelo brasileira Alissa Salls. Essa pegada mais emocional, traz faixas mais próximas do pop, com melodias mais radiofônicas e vocais menos agressivos. Como sempre, essa escolha polarizou a opinião dos fãs, era amar ou odiar. O álbum teve 7 singles, com destaque para “Medicine” e “In the Dark”, muito em função dos vídeos que são quase filmes.
O projeto multi-álbum Post Human

O ano de 2020 marca o início de um período de criação intensa da banda. Durante a pandemia, em 20 de março, a banda anunciou estar trabalhando num novo projeto em um estúdio caseiro. Inicialmente seriam quatro EPs da série Post Human que virariam um álbum. Mas ao longo do processo, os EPs acabaram virando dois álbuns: “Post Human: Survival Horror“, lançado em 2020 e “Post Human: Nex Gen“, lançado em 2024 após alguns adiamentos.
Como já é de se imaginar em Survival Horror, predominam temas sobre um futuro distópico, extinção da raça humana e desilusões, refletindo o momento de que o mundo atravessava. Os singles “Ludens”, “Parasite EVE”, “Teardrops” e “Obey”, esta última em parceria com Yungblud, fizeram muito sucesso nas plataformas de streaming, o que fez a banda alcançar o topo das paradas britânicas.
Nex Gen aprofunda os temas do antecessor numa narrativa cinematográfica de ficção científica. O conceito envolve um mundo devastado, onde a humanidade busca salvação através de uma seita fictícia chamada Genxsis, cujos seguidores são denominados “Nex Gen”. Nesse universo, os indivíduos são manipulados pela Inteligência Artificial E.V.E. O álbum explora a intersecção entre recuperação pessoal, vício, colapso social e resiliência humana. Os singles foram lançados ao longo de três anos, com destaque para “Lost”, “Strangers” e “Kool-Aid”.
Os dois álbuns foram a base para gravação de seu projeto audiovisual que inclui o show ao vivo realizado em São Paulo, em novembro de 2024, e registros de alguns fãs entre os 50 mil presentes na apresentação.
Como chega o Bring Me The Horizon no Rock in Rio?
Embora tenha reduzido o ritmo a partir do final de 2024, a banda segue colaborando com outros artistas e recentemente lançou a inédita “Dehumanized” que encerrará a regravação do primeiro álbum de estúdio da banda, que se chamará “Count Your Blessings – Repented”, que chegará às plataformas digitais no próximo dia 10 de julho. Será um retorno às origens? Ou uma atualização de todas as faixas? Independente do que aconteça, a única certeza é que o Bring Me The Horizon tem tudo para fazer mais um grande show no Rio de Janeiro, como em 2016 e 2022.
Imagem Destacada: Reprodução/Instagram (@bringmethehorizon)


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