Ídolo da torcida, argentino tem contrato até o fim de 2026, já pode assinar pré-contrato com outro clube e vê renovação com o São Paulo travar por salários, luvas e dívidas pendentes.
A renovação de Jonathan Calleri com o São Paulo entrou em um ponto delicado. O atacante tem contrato até dezembro de 2026 e, por isso, já pode assinar um pré-contrato com qualquer outro clube para sair de graça ao fim da temporada. O que antes parecia apenas uma negociação difícil agora começa a ganhar contornos de possível despedida.
A situação preocupa porque envolve mais do que uma diferença salarial. Há valores em aberto, luvas, bônus por metas, propostas do exterior e uma relação forte com a torcida. Calleri não é um jogador comum dentro do elenco tricolor. É referência técnica, liderança no vestiário e um dos nomes mais identificados com o São Paulo nos últimos anos.
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Reunião entre São Paulo e estafe de Calleri termina sem acordo
A reunião realizada na segunda-feira, 6 de julho de 2026, no CT da Barra Funda, terminou sem acordo entre a diretoria do São Paulo e os representantes do jogador. A expectativa era de avanço, principalmente porque uma primeira proposta já havia sido recusada semanas antes.
O resultado, porém, foi diferente do esperado. A nova oferta apresentada pelo clube veio abaixo dos valores discutidos anteriormente, ainda na época em que Rui Costa comandava o departamento de futebol. A movimentação irritou o estafe do camisa 9 e aumentou a distância entre as partes.
Nos bastidores, a proposta foi vista como desrespeitosa. O incômodo não ficou apenas no valor final, mas também na sensação de recuo em uma negociação que envolve um atleta com história recente importante no clube.

Qual é a pedida de Calleri para renovar com o São Paulo?
A pedida do estafe de Calleri gira em torno de R$ 1,7 milhão por mês em salários, além de US$ 1,8 milhão em luvas, valor próximo de R$ 9,2 milhões. O pacote também inclui bônus por metas esportivas.
Entre os gatilhos previstos estão US$ 100 mil por classificação à Libertadores, US$ 200 mil por títulos, US$ 200 mil por vaga no Mundial de Clubes e US$ 300 mil caso o atacante alcance 30 gols na temporada.
Do outro lado, o São Paulo teria oferecido até R$ 1,5 milhão mensais e R$ 2 milhões fixos em luvas. A diferença entre o que o jogador pede e o que o clube aceita pagar já seria suficiente para travar a renovação. Mas existe outro ponto importante nessa conversa.
Dívida do São Paulo com Calleri pesa na negociação
O São Paulo tem um passivo com Calleri estimado entre R$ 6 milhões e R$ 7 milhões, referente a direitos de imagem atrasados e premiações contratuais não quitadas desde 2024.
A diretoria tenta usar a renovação como caminho para equacionar essa pendência financeira. A estratégia, no entanto, não agradou ao estafe. Para o lado do jogador, antes de falar em um novo vínculo, o clube precisa apresentar uma solução mais clara para os valores que já estão em aberto.
Esse é um dos pontos que tornam a negociação mais sensível. Não se trata apenas de discutir quanto Calleri ganharia nos próximos anos, mas também de resolver o que ficou acumulado no contrato atual.

Orlando City e Monterrey aparecem como interessados em Calleri
Enquanto a conversa emperra no Morumbi, o mercado começa a se movimentar. O estafe de Calleri informou ao São Paulo que existem duas propostas oficiais para pré-contrato: uma do Orlando City, dos Estados Unidos, e outra do Monterrey, do México.
As duas ofertas seriam financeiramente superiores ao que o Tricolor colocou na mesa até agora. Esse cenário aumenta a pressão sobre a diretoria, já que Calleri pode deixar o clube sem compensação financeira ao fim do contrato.
Também houve sondagens de clubes brasileiros da Série A, mas o atacante não teria aberto conversas por respeito à sua identificação com o São Paulo. Com isso, uma eventual saída, neste momento, tende a ter o exterior como caminho mais provável.

Calleri ainda quer ficar no São Paulo?
Mesmo com o desgaste, Calleri ainda deseja permanecer no São Paulo. O problema é que vontade, sozinha, não resolve contrato, dívida, luvas e salário.
O atacante entende que o clube precisa melhorar a proposta e encontrar uma solução concreta para as pendências financeiras. A diretoria, por sua vez, tenta administrar o limite orçamentário sem perder um dos principais símbolos do elenco.
A situação exige cuidado dos dois lados. Se o São Paulo força demais a queda nos valores, corre o risco de perder de graça um jogador com história, mercado e peso no vestiário. Se aceita todos os termos pedidos, assume um compromisso alto com um atleta de 32 anos, em um momento financeiro que pede controle.

Renovação de Calleri está cada vez mais difícil
Hoje, a renovação de Calleri com o São Paulo está longe de ser simples. Não há rompimento definitivo, mas o clima piorou. As próximas conversas serão decisivas para definir se o argentino segue como referência do Tricolor em 2027 ou se a temporada atual marcará o fim de uma relação intensa com o clube e com a torcida.
Para o torcedor, a conta é emocional. Para a diretoria, é financeira. Para Calleri, parece ser uma mistura das duas coisas. E é nesse cruzamento que o São Paulo precisa decidir até onde está disposto a ir para manter seu camisa 9.
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Afinal, Calleri vai sair do São Paulo?
Neste momento, Calleri não está oficialmente fora do São Paulo, o atacante possui contrato até dezembro de 2026, mas a renovação ficou mais distante após a última reunião. O atacante tem propostas do exterior, pode assinar pré-contrato e ainda aguarda uma movimentação mais forte do clube para resolver salário, luvas e dívidas pendentes.
O futuro do camisa 9 segue aberto, mas o sinal de alerta está ligado no Morumbi. E você, torcedor? Acha que vale a pena o Tricolor Paulista aumentar a pedida para manter o ídolo argentino?
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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