Com Júnior Alonso de saída, Galo já apresentou Léo Duarte, monitora opções para a zaga e tenta destravar a chegada do volante do Fenerbahçe
A próxima janela de transferências coloca o Atlético-MG diante de uma missão objetiva: reorganizar o elenco sem tratar o mercado como solução automática para todos os problemas. O principal foco está na defesa, especialmente pela saída encaminhada de Júnior Alonso, mas o clube também observa nomes para o meio-campo e o ataque.
A fala de Eduardo Domínguez ajuda a entender o cenário. O treinador afirmou que a comissão técnica quer reforços em todas as linhas, mas condicionou qualquer avanço à realidade financeira do clube e à qualidade das oportunidades disponíveis.
“Trazer por trazer não vamos”, resumiu o argentino.
A chegada de Léo Duarte já representa um movimento concreto. O zagueiro foi apresentado oficialmente pelo Atlético e passa a integrar um setor que ainda conta com Lyanco, Ruan Tressoldi, Iván Román, Vitor Hugo e Vitão, além do próprio Alonso enquanto a saída não é formalizada. A quantidade de defensores, porém, não elimina o debate. Júnior Alonso deixa uma lacuna por experiência, liderança e capacidade de atuar pelo lado esquerdo da defesa.
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Zaga concentra maior volume de rumores
A permanência de Lyanco é tratada internamente como importante para evitar uma desmontagem ainda maior do sistema defensivo. Segundo informação da Rádio 98 FM repercutida pela imprensa, o Atlético-Mg não pretende negociá-lo nesta janela, mesmo após sondagens de outros clubes brasileiros. Não houve proposta oficial, mas o clube teria decidido manter o jogador.
A situação exige atenção porque Lyanco já manifestou incômodo com a reserva e deixou o futuro em aberto caso não recupere espaço no elenco. A decisão de segurá-lo resolve parte da necessidade numérica, mas o Atlético-Mg ainda precisa recolocá-lo em condição de disputar minutos e se sentir relevante no grupo.

Entre os nomes citados para a zaga, Thiago Silvero aparece como uma aposta de futuro. O argentino de 20 anos, do Vélez Sarsfield, atua pelo lado direito, tem 1,88 metro e é acompanhado pelo Atlético, que ainda não enviou proposta nem abriu negociação. O Racing também surge como interessado. Pelo perfil, Silvero seria um investimento de desenvolvimento e não uma reposição imediata para Alonso.
Igor Júlio, do Brighton, também foi ligado ao Galo, mas o cenário perdeu força rapidamente. O interesse foi atribuído ao Atlético em meio à disputa com o Cruzeiro, porém o próprio defensor descartou a possibilidade de defender o alvinegro e sinalizou preferência pelo rival. Com contrato na Inglaterra até 2027 e histórico recente de lesão grave, a operação já carregava obstáculos esportivos e financeiros antes mesmo da manifestação do atleta.

Já Diney Borges entrou na pauta por outro caminho. O zagueiro de Cabo Verde, destaque da seleção na Copa do Mundo e jogador do Al Bataeh, dos Emirados Árabes Unidos, ganhou apoio de torcedores nas redes sociais como possível substituto para Alonso. Não há, porém, qualquer sinal público de sondagem, proposta ou negociação do Atlético. Hoje, o nome pertence mais ao debate da torcida do que aos bastidores do clube.
Fred é o negócio mais avançado, mas ainda depende do Fenerbahçe
No meio-campo, Fred é a negociação de estágio mais adiantado entre as citadas. O volante chegou a um acordo com o Atlético-Mg para assinar até 2029, mas o Fenerbahçe ainda precisa liberar o jogador. A definição com o clube turco é o ponto que separa um acerto pessoal de uma contratação concluída.
Fred também rebateu a informação de que teria repensado o retorno ao Brasil. Natural de Belo Horizonte e torcedor do Atlético desde a infância, o meio-campista reafirmou publicamente que não partiu dele qualquer mudança de plano. A negociação, portanto, depende menos da vontade do atleta e mais da capacidade do Galo de chegar a um entendimento com o Fenerbahçe.

Caso avance, a chegada de Fred entrega ao elenco experiência, capacidade de comando e qualidade na construção do jogo. Ao mesmo tempo, o Atlético precisará avaliar com cuidado o custo total da operação, considerando possível compensação financeira ao clube turco e um contrato longo para um jogador de 33 anos.
Bernard fica, enquanto Vargas e Pedro Lima surgem como possibilidades
No setor ofensivo, a tendência é de permanência de Bernard. O Panathinaikos apresentou oferta de 1 milhão de euros, cerca de R$ 5,9 milhões, mas o Atlético-Mg recusou a investida. O meia-atacante também já havia confirmado contatos do futebol grego e de outros clubes, reforçando que deseja seguir em Belo Horizonte. Com contrato até o fim de 2027, ele se mantém como peça importante técnica e simbolicamente para o elenco.

Matías Vargas aparece como uma possibilidade ainda embrionária. O argentino de 29 anos, que atua pelo Al Fateh, foi citado como nome observado para o ataque, dentro de uma lista de prioridades que inclui zagueiro pelo lado esquerdo, primeiro volante, meia armador e atacante. A fonte procurada sobre o jogador não confirmou negociação, mas também não descartou a hipótese. Na última temporada, Vargas somou dez gols e cinco assistências em 31 partidas pelo clube saudita.
Pedro Lima, lateral-direito de 19 anos do Wolverhampton, é outro nome monitorado. A possibilidade citada envolve empréstimo de uma temporada com opção de compra fixada em 4 milhões de euros, aproximadamente R$ 23,6 milhões. O clube inglês vê com bons olhos um empréstimo para aumentar a minutagem do jogador, mas pretende aguardar o início da janela e possíveis ofertas da Europa.

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A operação teria lógica de longo prazo, por envolver um atleta jovem e com margem de valorização. Ainda assim, o valor de compra é relevante e o Atlético já possui opções para a lateral direita. Pedro Lima seria um movimento de patrimônio e projeção, não uma resposta imediata a uma carência evidente do elenco.
A mesma apuração citou Anthony Valencia, ponta-direita do Royal Antwerp e da seleção equatoriana, como jogador observado pelo Atlético-Mg. Até agora, porém, não há detalhes sobre proposta, valores ou conversas entre as partes.

O mercado do Atlético-MG, portanto, tem diferentes níveis de realidade. Léo Duarte já chegou. Fred depende de um acordo entre clubes. Bernard deve permanecer. Thiago Silvero, Matías Vargas e Pedro Lima aparecem como nomes monitorados, enquanto Diney Borges ainda é apenas sugestão da torcida e Igor Júlio deixou de ser uma possibilidade plausível.
A janela pode trazer novidades, mas o Galo já sabe onde precisa agir. A defesa pede uma solução que responda à saída de Júnior Alonso. O meio-campo aguarda o desfecho de Fred. E o ataque deve ser reforçado apenas quando surgir um nome capaz de elevar o nível do elenco dentro dos limites financeiros estabelecidos pelo clube.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada com IA


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