Como a quarentena se refletiu no audiovisual
Quando a OMS classificou como Pandemia a disseminação do Novo Coronavírus, o Covid-19, e indicou que, para combater a doença, todas as atividades não essenciais deveriam parar e as pessoas entrar em isolamento total, os planos de mais de 7 bilhões de pessoas no mundo mudaram.
Enquanto muita gente consumiu vários serviços de streaming atrás de Filmes e Séries, com o intuito de se distrair durante a quarentena, todas as novas produções programadas para estrearem ou serem feitas em 2020 tiveram que ser pausadas.
Em tese, a verdade é que, como já acontece há milhares de anos, o mundo artístico arranjou um meio de se adaptar a essa nova realidade e produzir exatamente sobre esse assunto. A Quarentena ou o Isolamento Social, como vocês preferirem chamar, atrapalhou, mas também rendeu bastante para ótimos argumentos.
Confira cinco obras que só existem por conta da Pandemia.
MALCOLM & MARIE

O filme em si não fala sobre a Pandemia, mas a sensação de isolamento e de distanciamento existe por toda a produção. Um jovem casal chega em casa depois de uma grande noite e é posto a prova todo seu relacionamento superficial, mas que tem feridas profundas. E durante a noite, nós vemos como, mesmo sem a quarentena obrigatória, eles já estavam mergulhados profundamente em sua própria solidão, cada um à sua maneira.
O longa é uma produção da Netflix, produzido, roteirizado e filmado durante a Pandemia conta com Zendaya e John David Washington nos papéis principais.
CONFINAMENTO

Aqui já não há meio termo: Anne Hathaway e Chiwetel Ejiofor dão vida a um casal, praticamente ex-casal, que se vê obrigado a passar o lockdown juntos quando estão em via de se separar. O que poderia ser um drama tão pesado quanto o filme anterior, tenta usar mais o viés cômico pra dar certo alívio na produção.
O filme funciona muito pelo carisma do seu elenco principal, uma vez que Hathaway e Ejiofor são dois atores com longa experiência, que conseguem segurar bem a produção.
CUIDADO COM QUEM CHAMA
É claro que um dos gêneros que primeiro se beneficiaria do lockdown seria o Terror e esse filme veio pra comprovar. Usando as chamadas através de videoconferência, Host (nome original em inglês), traz um elenco desconhecido, mas que segura bem a proposta do filme e nos mantém atentos aos sustos que prega. As personagens decidem fazer uma sessão espírita com uma médium online, porém, as coisas, definitivamente, não saem como o esperado.
Sua premissa não é inédita, lembrando o fraquinho Amizade Desfeita, com uma cartilha bem parecida, mas “Cuidado Com Quem Chama” é muito mais envolvente.
ME SINTO BEM COM VOCÊ

A produção tupiniquim segue cinco histórias de confinamento, mostrando amores e desamores, frustrações e alegrias, e, especialmente, as neuroses que acometeram todos nesse período. Visto de uma maneira menos dramática, o filme trata sobre como as relações foram afetadas pelo isolamento obrigatório.
Sem muitas exigências, “Me Sinto Bem Com Você” traz um longa com assunto interessante, capaz de nos distrair e fazer pensar sobre nossas vidas na Pandemia, mas sem grandes sofrimentos. Conta com a presença de Manu Gavassi, Tathi Lopes, Victor Lamoglia e etc.
GILDA & LÚCIA

Quando as atrizes Fernanda Montenegro e Fernanda Torres se viram às voltas com a Pandemia e seu isolamento, começaram a montar um projeto familiar. Com atrizes de peso, a produção virou um episódio de um especial sobre Pandemia da TV Globo. Devido ao sucesso, ganhou uma continuação chamada Gilda, Lúcia e o Bode. Gilda e Lúcia são mãe e filha, obrigadas a ficarem juntas durante a quarentena. O cenário, que foi o que muitos enfrentaram, mas mostrando as lacunas existentes dentro da relação de mãe e filha que não eram obrigadas a ficar juntas e se viam poucas vezes. Sem dúvidas, esse foi um grande projeto que envolveu dois grande nomes da TV brasileira..



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