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CríticaFilmes

Crítica: 13 Minutos

Marya Cecília Ribeiro
27 de outubro de 2016 3 Mins Read

13 minutosSabe quando uma coisa deveria acontecer independente do que acontece em seu entorno? Por algum motivo inexplicável Adolph Hitler se encaixa nisso. Antes de se tornar um dos nomes mais lembrados do mundo, Hitler esteve a beira da morte por diferentes motivos e diversas vezes. E quando se tornou o führer alemão, sofreu alguns outros atentados também.

É dessa premissa que 13 minutos faz parte. Georg Elser era um músico e carpinteiro que pouco se envolve na política alemã, mas demonstra ser bastante avesso a Hitler, o nazismo e tudo que eles tentam (e mais tarde fazem) na Alemanha.

Quando trabalha na carpintaria, onde ali há pessoas que fazem trabalhos forçados e os que não fazem, Elser descobre o plano de armamento alemão e, sozinho, decide tentar impedir o que quer que aquilo seja, porque sabe que pode haver um grande derramamento de sangue. O único meio que vê para isso é parando Adolf Hitler e falhando por 13 minutos.

O filme usa do flashback para nos contar toda a história, porque a do filme começa na noite do atentado. Então somos capazes de ver Elser em dois âmbitos: preso, torturado pela Gestapo (polícia secreta alemã) e músico, anos antes. E a partir daí, a produção vai nos dando pistas de como a pessoa sociável e sem grande ambições políticas tornou-se um preso de enorme importância.O roteiro funciona bem. Não há grandes passos para preencher uma história, eles contam basicamente como ela parece ter acontecido, sem subterfúgios vantajosos ou presepadas para acrescentar. Não há falas com efeitos de destaque, mas sim argumentos, diálogos e pensamentos. Talvez não tenha sido bem assim, mas o calcanhar de Aquiles de Elser no filme é justamente seu passado, representado por seu grande amor, Elsa. Os flashbacks concentram-se em mostrar o envolvimento dos dois e esclarece um pouco o porque ela é o ponto fraco dele.13 minutos para matar a Hitler 390558645 large

Christian Friedel está muito bem como Elser. Sua atuação é íntegra, sensível e ao mesmo tempo não perde a firmeza nem o rumo e ainda nos mostra congruência entre o passado e o presente da história. Burghart Klaußner é responsável por interpretar o gruppenführer  Arthur Nebe, oficial de alto escalão da Gestapo, que tem uma linha de vida que muda completamente. Johann Von Bülow interpreta Heinrich Müller, também oficial da Gestapo de alto escalão, e faz um excelente trabalho. Katharina Schuttler entrega um bom desempenho como a mulher casada com um marido nazista, que se apaixona por alguém romântico.

A guerra, apesar de algumas vezes representada, não é mostrada a finco. Nós vemos algumas situações que conhecemos: os prisioneiros, alguns campos de concentração, como as cidades aceitavam o discurso de Hitler. Mas, nada de cenas mais intensas ou coisas do tipo. Particularmente, acho uma boa saída, todavia para quem gostaria de ver coisas mais intensas, ou mais ação, pode ser meio decepcionante.

Oliver Hirschbiegel, mesmo diretor de A Queda! As Ultimas Horas de Hitler, volta a fazer um filme sobre a segunda guerra mundial. Não tem a mesma qualidade do primeiro, contudo não deixa de ser um bom filme.

O filme estreia no próximo dia 02 de novembro em todo Brasil.

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Tags:

DramaSegunda Guerra

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Me siga Escrito por

Marya Cecília Ribeiro

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade. Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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