Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica (2): Vergel

Avatar de Luiz Baez
Luiz Baez
29 de janeiro de 2019 3 Mins Read
“Todos nos movemos, cada um à sua maneira, ao seu tempo, ao seu ritmo.”

Vergel

Trajada com um longo vestido vermelho, Ana Clara (Camila Morgado) repousa em um divã. Ao passo que a câmera se aproxima de um close, à vividez de sua roupa opõe-se a desolação de seu semblante. O corpo pesaroso, estendido sobre a mobília, parece integrar-se à arquitetura da cena. Se isso não ocorre, contudo, é graças ao movimento do plano. Durante a abertura de “Vergel” (2017), Kris Niklison resgata a figura da protagonista, antes dissoluta em meio ao fundo. Em poucos minutos, portanto, a cineasta apresenta suas credenciais.

Vinda das artes performáticas, Niklison domina, como visto, uma vasta gama de recursos imagéticos – desde o expressivo figurino até a dinâmica fotografia. Paradoxalmente, porém, não parece confiar em suas construções. Entender essa afirmativa passa, sobretudo, pelo esclarecimento do título, vocábulo partilhado entre as línguas portuguesa e espanhola.

“Vergel”, parte do campo semântico de “jardim” e “pomar”, refere-se às plantas do apartamento onde transcorre a narrativa. Emprestado nas férias, o imóvel torna-se residência temporária após a morte de um ente querido. Para retirar o corpo da Argentina e voltar ao Brasil, afinal, Ana Clara enfrenta um longo e burocrático processo.

Compreendido seu significado lexical, de que modo o vergel relaciona-se com o longa-metragem? A resposta é simples: assim como as plantas, a protagonista precisa de cuidados. Deprimida, no entanto, falha em ambas as atribuições. Uma despretensiosa metáfora, certo? Errado. Descrente na força dos planos individuais, Niklison acumula inúmeras cenas de Morgado sob águas. O elemento, tanto revigorador quanto sufocante – quando em excesso -, une a personagem humana às suas contrapartidas vegetais.Vergel 02

Não bastasse essa reiteração, a cineasta busca, ainda, novas simbologias. Em determinada cena, uma lesma caminha sobre o rosto de Ana. A relação entre a vagarosidade do animal e a do processo de luto parece óbvia, certo? Errado. O roteiro, também escrito pela diretora, faz questão de prover um significado, como se as imagens nada dissessem.

Vítima de um texto verborrágico, cumpre a Camila Morgado (“Olga”, “O Animal Cordial”) e seu “portunhol” a resolução dos principais conflitos. Apesar do visível esforço da atriz, sozinha durante boa parte do filme, pouco se desenvolve até a chegada de uma nova personagem. A vizinha, interpretada pela ótima Maricel Álvarez (“Biutiful”, “Minha Amiga do Parque”), assume dupla função: tanto cuidar das plantas quanto – principalmente – de Ana Clara.

Nesse momento, Kris Niklison repete, enfim, a competência do primeiro plano. Entre olhares e silêncios, sua direção mostra genuíno interesse pelos corpos filmados. Se restava alguma dúvida, a argentina encerra o longa-metragem com uma bela sequência, mais um indício de uma promissora cineasta. Completamente envolvida com o projeto, porém, – além da direção e do roteiro, ela também atuou, produziu, filmou, montou e foi responsável pela arte -, Niklison carece de distanciamento. Como resultado, “Vergel” resulta antes em um cartão de visitas do que em um projeto acabado. Trata-se, de todo modo, de uma ousada experiência, ainda mais para uma estreia no universo ficcional.

* Depois de ser exibido no Festival do Rio 2017, o filme estreia em circuito comercial dia 7 de fevereiro, quinta-feira.


Fotos e Vídeo: Divulgação/ArtHouse

Reader Rating1 Vote
6
3

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

Camila MorgadoCinema ArgentinoCinema BrasileiroDramaFestival do RioFestival do Rio 2017Festival do Rio 2019luto

Compartilhar artigo

Avatar de Luiz Baez
Me siga Escrito por

Luiz Baez

Carioca de 25 anos. Doutorando e Mestre em Comunicação e Bacharel em Cinema pela PUC-Rio.

Outros Artigos

Aves de Rapina marca o retorno de Margot Robbie como Alerquina
Anterior

“Aves de Rapina”: Longa da DC, ganha o primeiro teaser

SONIC INTL READY SET GO DGTL 1 SHT BRA 1
Próximo

Crítica: Eu Sou Mais Eu

Próximo
SONIC INTL READY SET GO DGTL 1 SHT BRA 1
30 de janeiro de 2019

Crítica: Eu Sou Mais Eu

Anterior
28 de janeiro de 2019

“Aves de Rapina”: Longa da DC, ganha o primeiro teaser

Aves de Rapina marca o retorno de Margot Robbie como Alerquina

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade
    Banner
    Banner
    Banner

    Posts Recentes

    Paramount Warner Bros Fusão Cancelada 3
    Paramount e Warner Bros. | Califórnia Cancela Negociação e Aumenta Tensão Sobre Fusão de US$ 110 bilhões 
    Luís Gustavo Dias
    5 pais incríveis da literatura charlie swan crepúsculo twilight 2008 1
    5 Pais Incríveis da Literatura que Mereciam Mais Destaque nas Obras
    Lipe Machado
    Lee Child Jack Reacher
    Reacher | Como Lee Child Criou Um Gigante Que Hollywood Demorou a Entender
    Daniel Gravelli
    Muito Prazer Jorge Furtado Elo Studios 1
    Muito Prazer | Entre a Decadência do Deleite e o Império dos Algoritmos, o Voyeurismos com Inteligência
    Junior Fernandez
    Nintendo Switch 2
    Nintendo Switch 2 Ganha Novos Bundles Com “Mario Kart World” e Um Resort Inteiro de Esportes
    Daniel Gravelli

    Posts Relacionados

    Muito Prazer Jorge Furtado Elo Studios 1

    Muito Prazer | Entre a Decadência do Deleite e o Império dos Algoritmos, o Voyeurismos com Inteligência

    Junior Fernandez
    25 de agosto de 2026
    Homem-Aranha - Um Novo Dia (Tom Holland)

    “Homem-Aranha: Um Novo Dia” Faz História e Supera “Vingadores: Ultimato” nos EUA

    Gabriel Fernandes
    25 de agosto de 2026
    Como Perder um Homem em 10 Dias

    Sequência de “Como Perder Um Homem em 10 Dias” Entra em Desenvolvimento

    Aimée Borges
    25 de agosto de 2026
    Homem-Aranha Sem Volta Pra Casa Tom Holland Tobey Maguire Andrew Garfield

    O Que Significa Fan Service? Entenda O Termo Usado Em Filmes, Séries, Animes E Games

    Gabriel Fernandes
    23 de agosto de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx