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CríticaFilmes

Crítica (3): Paterson

Convidado Especial
9 de maio de 2017 3 Mins Read
A rotina não é uma enganação

PATERSON CartazA aceitação de uma rotina dia após dia pode ser mais natural do que imaginamos, e é isso que a direção de Jim Jarmusch, no filme “Paterson”, transmite para o espectador, uma leveza pacificadora através dos momentos simples de cada um. Sejam eles sentados em um banco apreciando a paisagem, ou levando o cachorro para passear.

A cidade é Paterson, Nova Jersey, e o personagem, também chamado Paterson (Adam Driver), um motorista de ônibus. Não por acaso ambos os nomes sejam iguais, a cidade tem muito de Paterson, e Paterson tem muito da cidade dentro de si. O cotidiano faz parte da vida de todos, parecendo ser a coisa certa a se fazer, não existindo nada de errado nisso, apesar de todos os problemas recorrentes que ela é capaz de proporcionar eventualmente.

Acompanhamos os 7 dias de uma semana na vida de Paterson, trabalhando como motorista de ônibus, uma rotina aparentemente estressante e entediosa. Ele vive com sua companheira Laura (Golshifteh Farahani), uma mulher um pouco diferente e muito mais ambiciosa em relação à sua personalidade. Mas nada que propicie conflitos para o casal, pelo contrário, a convivência com estas duas visões do mundo parecem funcionar perfeitamente entre eles.

Paterson usa a poesia como subterfúgio íntimo para tudo que acontece a cada 24 horas, um hábito que é muito bem aproveitado pela montagem do filme. Na verdade, ao mesmo tempo em que vamos percebendo a relevância da poesia para Paterson e para o mundo ao seu redor, ela vai se tornando o elemento principal da narrativa. A união provocada pelas cenas de voz off, onde Paterson apenas em pensamento constrói uma estrutura de poema, com as letras ao lado, como se a lateral da tela fosse a página de um livro sendo escrito, demonstram o nível de criatividade para sobrepor os momentos de inspiração do personagem.

PATERSON Capa 6

Quando a história de um filme é montada em cima de uma narrativa ao estilo da que Jarmusch criou, com uma construção gradual de pequenos elementos, que só ao final farão sentido e é normalmente esperada. Porém, neste caso é diferente, tudo está lá, não necessariamente explicado, como o caso dos constantes gêmeos que Paterson cruza pela cidade, mas esta mesma construção é feita junto ao personagem, sem esconder os principais pontos para o espectador.

Não existe conflito evidente em “Paterson”, mesmo aqueles que seriam possíveis problemas para sua vida, não são. E isso está diretamente relacionado ao conceito da poesia, da forma como Paterson enxerga. Ela é bela à sua maneira, aos olhos de quem a lê, e no seu caso, vive. Analisando como uma produção cinematográfica, o método de 7 pequenos atos referentes aos dias da semana funcionam muito bem, fugindo do início-meio-fim.

A montagem é outro ponto fundamental, sem nenhuma pressa em acelerar aquelas 24 horas, temos a sensação de os 7 dias serem sempre os mesmo outros 7 dias toda semana. Apenas alguns detalhes são acrescentados, alterando um ponto específico, e outros são exatamente iguais. Naturalmente o filme torna-se arrastado, mas naquele universo, aquilo é o natural. É neste momento que percebemos a qualidade de outras partes técnicas se sobressaírem, como a própria montagem e também pela fotografia. Que mesmo repetindo os mesmos locais, o encontro por um ângulo diferente, ou mesmo as ótimas tomadas em planos subjetivos de dentro do ônibus, na visão do próprio motorista, ajudam no contexto poético da cidade.  

Produções menores, definidas como independentes, tendem a possuir uma identidade maior, devido ao engajamento do diretor, que normalmente está envolvido em boa parte dos acontecimentos de todo o processo. O prazer em assistir um filme a qual o orçamento extremamente baixo para os parâmetros atuais (5 milhões de dólares) consegue acrescentar todos os elementos necessários para a trama com perfeição. Jarmusch tem uma filmografia baseada em produções consideradas independentes, mesmo tendo dirigido atores recorrentes em Hollywood, como Johnny Depp e Forest Whitaker, seus filmes não passavam de um orçamento tão grande assim.

Como resultado final,  pode ser um filme sobre poetas, ou sobre a beleza que um determinado olhar sobre o mundo, mesmo que fora do que é considerado normal, não esteja errado. “Paterson” teve estreia em 20 de abril no Brasil, está disponível em diversas sessões pelo país, e em algumas cidades ainda está por estrear. Assista ao trailer abaixo:


Por Guilherme Santos

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