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Crítica

Crítica: Bloodshot

Imagem: Divulgação/ Sony Pictures

Imagem: Divulgação/ Sony Pictures

O cinema hollywoodiano sempre teve seus astros de ação. No passado, eram Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone, para citar apenas os dois mais celebrados. Recentemente, Jason Statham, Dwayne Johnson e Vin Diesel são os nomes que mais encabeçam filmes desse tipo. Para ter sucesso com os fãs do gênero, no entanto, é preciso que o intérprete tenha carisma, saiba fazer cenas de luta e atue em um nível minimamente razoável. Tanto os dois veteranos citados, como Statham e Johnson possuem algum ou todos esses atributos, apenas Diesel não consegue alcançar nenhum deles. Isso é, sem dúvidas, uma péssima notícia para o novo filme que ele protagoniza: “Bloodshot”.

O filme dirigido por David S. F. Wilson até que seria aceitável, mesmo com sua trama batida, se o seu protagonista tivesse algum tipo capacidade dramática ou desenvoltura física, porém tudo que ele consegue fazer é dar berros e simular alguns socos, que só parecem potentes por causa dos efeitos visuais e dos jogos de câmera. Está certo que não seria preciso um ator shakespeariano ou um discípulo de Bruce Lee para fazer um soldado morto em batalha que é ressuscitado quando robôs microscópicos são inseridos em seu corpo por uma empresa que trabalha com tecnologia de ponta. Robôs esses que ainda lhe dão uma enorme força e a capacidade de se regenerar. Ou seja, bastavam algumas rasas expressões faciais e movimentos básicos de luta, mas ainda assim é muito para Diesel.

Imagem: Divulgação/ Sony Pictures

Se não bastasse ter seu principal astro como inimigo, “Bloodshot” ainda escorrega em um roteiro tão apegado aos clichês que é possível saber o final do filme assim que ele alcança seus primeiros minutos de projeção. As únicas boas sacadas do texto, como a forma que o super soldado é usado para matar pessoas de interesse e a maneira como a personagem KT de Eiza González é controlada, vem dos quadrinhos que Raymond Garrison escreveu e que foram usados para a adaptação. De resto, há algumas cenas de ação com CGI mal feito, frases de efeito escritas para o “fodão” protagonista e um personagem coadjuvante, Wilfred (Lamorne Morris), irritantemente mal escrito. Ele é aquele nerd gênio que só aparece em cena para hackear algo teoricamente impossível de ser hackeado e para fazer piadas tão sem graça que, ao invés de rir, o espectador sente vontade de chorar.

Até há alguns esforços para não deixar que a produção vire uma piada completa, como a tentativa de González de dar algum nível de profundidade à sua KT, e a luta de Guy Pearce para que seu cientista maluco faça algum sentido em um roteiro que não explica suas motivações claramente.  Infelizmente, é pouco para algo que foi feito com o objetivo de se tornar uma nova franquia. Talvez até consiga gerar dividendos para o estúdio, já que o público que frequenta os cinemas hoje em dia é imprevisível. A prova disso é o enorme sucesso que as outras “obras de arte” protagonizadas por Vin Diesel faz nas bilheterias.  Bem, como alento aos produtores, pelo menos há algo em comum entre o lucrativo “Velozes e Furiosos” e o iniciante “Bloodshot”: sua baixa qualidade cinematográfica.

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Vídeo e Imagens: Divulgação/Sony Pictures

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Formou-se como cinéfilo garimpando pérolas nas saudosas videolocadoras. Atualmente, a videolocadora faz parte de seu quarto abarrotado de Blu-rays e Dvds. Talvez, um dia ele consiga ver sua própria cama.

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