Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Cake – Uma razão para viver

Avatar de Convidado Especial
Convidado Especial
16 de setembro de 2017 3 Mins Read
Além das cicatrizes

cake POSTERSentir dor, seja ela aguda ou crônica, física ou emocional, é algo desagradável que muitos tentam aplacar com drogas para conseguir seguir em frente. Há também quem apele para o suicídio. Em “Cake – uma razão para viver” – Jennifer Aniston é Claire, uma mulher atormentada pela perda do filho em um acidente que a deixou com o rosto e o corpo cheios de cicatrizes e transformou qualquer movimento em suplício. Frequentava um grupo de apoio para portadores de dor crônica, mas foi solicitada a procurar outro após seus comentários inadequados sobre Nina (Anna Kendrick), participante que se jogou do alto de um viaduto. Nina passa a persegui-la em alucinações, sempre com um sorriso cínico e provocando-a para que tente dar cabo de sua vida também.

Neste filme, do qual também é produtora executiva, Jennifer Aniston mostra que é muito mais do que uma atriz de comédias românticas, gênero em que se consagrou. Sua personagem tem que lidar o tempo inteiro com a dor física – e também emocional, pela morte do filho – e isso se reflete em seu corpo, sempre rígido e com mobilidade comprometida. Claire viaja de carro deitada no banco de trás ou no do carona, totalmente reclinado, e é cuidada pela atenciosa Silvana (Adriana Barraza), que também se encarrega dos serviços domésticos. Jennifer transmite toda a amargura, dor e raiva da personagem, sem cair em nenhum clichê apelativo ou sentimentalóide. Ao longo da história, Claire revela-se um tanto manipuladora, mas também capaz de gestos de generosidade, e a atriz transita bem por todas essas nuances.
cake1Adriana Barraza aproveita muitíssimo bem seu papel coadjuvante como a empregada fiel e atenciosa que nutre sincero carinho pela patroa. Seu ápice é uma cena em que, enfurecida com as insanidades de Claire, explode num frenético desabafo em espanhol. Mas sua boa atuação é perceptível também em momentos mais intimistas, em pequenos detalhes, gestos e reações. Outra participação muito interessante, embora pequena, é Felicity Hoffmann como Annette, a terapeuta do grupo de apoio. O roteiro de Patrick Tobin é bastante favorável ao elenco. A câmera nervosa é bastante usada e funciona perfeitamente bem para transmitir os estados emocionais de Claire. Além disso, quando a personagem está deitada no banco do carro temos o seu ponto de vista durante partes do trajeto, como a copa das árvores, sendo assim permanentemente lembrados de sua condição física. Aliás, sua caracterização é bem cuidada: ela tem cicatrizes no corpo e no rosto que são visíveis e bastante naturais. O cabelo praticamente quase todo o tempo permanece com um aspecto oleoso, como se não estivesse sendo lavado ou tratado, o que indica o desinteresse de Claire por sua própria aparência, quebrado apenas pelo momento em que determinada situação finalmente a motiva a ponto de decidir fazer um penteado. Seu figurino é sempre um tanto repetitivo e monocromático.

A residência de Claire deixa evidente sua confortável posição social: uma casa ampla, bem decorada, com piscina. Os dias luminosos contrastam com a depressão e a raiva da personagem. Outra quebra na tristeza densa é o colorido do México, mostrado na chegada de Claire e Silvana à Tijuana, ao som de Manu Chao.

A direção acertada de Daniel Barnz extrai o melhor do elenco, sendo a relação Claire-Silvana a mais interessante do longa. Embora se trate de um drama, a acidez da protagonista e o comportamento de sua fiel escudeira (impossível não pensar em Sancho Pança) acabam por gerar alguns momentos de humor contido. O filme não deixa de ser importante também para provocar reflexão e empatia a respeito da questão da dor crônica e suas consequências (afinal, uma das personagens chega ao ponto de tirar a própria vida).


Neuza Rodrigues

Reader Rating0 Votes
0
8.5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

DramaJennifer AnistonNetflix

Compartilhar artigo

Avatar de Convidado Especial
Me siga Escrito por

Convidado Especial

Outros Artigos

Incubus Rock In Rio
Anterior

MixTape no Rock In Rio: Incubus e os hits que não podem faltar!

The Who Rock In Rio
Próximo

MixTape No Rock In Rio: The Who e os hits que não podem faltar!

Próximo
The Who Rock In Rio
17 de setembro de 2017

MixTape No Rock In Rio: The Who e os hits que não podem faltar!

Anterior
16 de setembro de 2017

MixTape no Rock In Rio: Incubus e os hits que não podem faltar!

Incubus Rock In Rio

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    The Who inventou o Heavy Metal
    Roger Daltrey endossa Deep Purple e crava que o The Who inventou o Heavy Metal
    Cesar Monteiro
    Backrooms A24 4
    Backrooms | Como um Pesadelo da Internet Conquistou Hollywood
    Enzo Lang
    CT Cidade Vozao Ceara Futebol
    Ceará Fecha Feriado Com 100% de Aproveitamento nas Categorias de Base
    Clarice Bezerra
    Rise Against Vocalista 1 Banda Estara Rock in Rio 2026
    Rock in Rio 2026 | Rise Against Chega com Peso, Refrões Marcantes e Discurso Político
    Gabriel Fernandes
    Calvin Harris e Rock in Rio 2026
    Rock in Rio 2026 | Calvin Harris: Da Fábrica de Peixe ao Palco Mundo
    Aimée Borges

    Posts Relacionados

    Backrooms A24 4

    Backrooms | Como um Pesadelo da Internet Conquistou Hollywood

    Enzo Lang
    5 de junho de 2026
    Esta imagem mostra Emma Corrin e Maika Monroe em uma cena do filme "100 Noites de Desejo" (título original: 100 Nights of Hero), protagonistas de vermelho se olham fixamente.

    100 Noites de Desejo | Filme Encontra Força nas Atuações, Mas Tropeça na Fantasia que Prometia Entregar

    Gabriel Fernandes
    4 de junho de 2026
    Esta imagem é o pôster do filme de ação romeno "The Race" (também conhecido como "Cursa"), lançado em 2025. Imagem de carros em corrida em estrada com silhueta dos personagens posando acima.

    Fúria no Asfalto | Segue a Cartilha dos Filmes de Corrida, Mas Sofre Com a Falta de Emoção

    Gabriel Fernandes
    4 de junho de 2026
    Esta imagem é do filme 100 Noites de Desejo (originalmente 100 Nights of Hero), uma adaptação da 'graphic novel' de Isabel Greenberg. Protagonistas entre personagem que apresnetam a elas o local.

    100 Noites de Desejo | O Eco de Mil e Uma Noites em Cem ou Um Pouquinho Mais

    Junior Fernandez
    3 de junho de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx