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Crítica

Crítica: Cinderela (2021) – Original Amazon

A Cinderela tá diferente: Ella não quer ser uma princesa, ela só quer trabalhar duro para realizar o sonho de ter uma loja de vestidos feitos por ela, mas vai ter que ir contra todos e provar seu valor. O que achamos desse live-action original da Amazon Prime Video? Vem descobrir!

Era (mais) uma vez, uma nova versão atualizada do clássico e batido conto da Cinderela. Nova mesmo, levaram ao pé da letra, pois o resultado é algo não muito do jeito que já conhecíamos. Foi isso que prometeram e pode-se considerar que conseguiram cumprir com sucesso, a Cinderela está realmente diferente.

A Ella interpretada por Camila Cabello é latina, mais ousada, cheia de atitude e muito girl power, toda uma mulher com ambições, determinada, que sabe do que é capaz, defende que beleza é ser você mesmo e se sentir bem e desafiou todos que disseram que ela não poderia seguir o seu sonho, do qual não quis desistir para ser princesa e uma mera decoração, que não poderia fazer quase nada, ao lado do amado e mudou o modo de pensar de muita gente ao redor dela ao longo da trama. E Camila, em seu primeiro trabalho oficial como atriz, entregou uma performance não extraordinária, mas bastante satisfatória. E a letra de Million To One, faixa que ela mesma escreveu para compor a trilha sonora, é bem inspiradora. Aprovadíssima!

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Mas, claro, tiveram falhas, como ainda não fugirem do fato de que o relacionamento dos sonhos entre os protagonistas surge muito de repente, sem ser construído de forma progressiva e mais natural, e, de cara, já é chamado de amor, apesar de fazerem Ella se recusar a dar um rótulo ao que possui com o príncipe Robert (Nicholas Galitzine), dando um toque de contemporaneidade a esse casal de conto de fadas. Tentativa válida, vai? Continua clichê? Claro. Mas, tudo bem, se considerarmos que se trata de uma fantasia. E nem todo clichê é necessariamente ruim, não custa nada sonhar só um pouquinho. Há uma certa moderação, um equilíbrio. O melhor dos dois mundos, rsrs.

O humor está impecável e deu um charme a essa versão, que também teve uma outra coisa bem interessante que chamou a atenção: Não é só a Cinderela que está diferente, a madrasta também está.

Vivian (Idina Menzel) é mais profunda e humanizada, não é uma criatura abominavelmente cruel que tortura a pobre filha do falecido marido. Ela se importa com a menina. É rígida com ela, mas tem seus motivos para tal.

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Resumindo: Vale a pena o play lá no Prime Video, mas não vá com muitas expectativas. É um filme leve, bobo e divertido. Bom para descontrair, mas nenhuma obra prima. Uma boa releitura, que melhorou a história, mas nem é tão arrebatadoramente revolucionária assim, apesar das mudanças notáveis e pequenos avanços que são o mínimo necessário em pleno século 21.

Tenham um gostinho com o trailer a seguir!

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Crítica: Cinderela (2021) – Original Amazon
Sinopse
A Cinderela tá diferente: Não é como as outras garotas cuja única vontade é encontrar um homem rico para casar. Ella só quer trabalhar duro para conquistar seu espaço, ter uma loja de vestidos feitos por ela e que o mundo lembre do seu nome. Mas para conseguir isso, vai ter que ir contra todos e provar seu valor. No meio do caminho, ela esbarra com o príncipe Robert. Agora, cabe a Ella escolher entre o amor e o sonho dela.
Prós
Humor
Mudanças positivas na história
Ótimos personagens
Girl Power
Contras
Relacionamento mal trabalho entre os protagonistas
Figurino
Roteiro poderia ter sido ainda melhor
4.3
Nota
Written By

Futura produtora cultural, sempre foi bem geek, gosta de escrever, de música, literatura, fotografia e agora, se apaixonou pelo mundo das séries, pela cultura chinesa e por doramas

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