Hoje em algumas pré estreias e amanhã no país inteiro, chegará aos cinemas um dos filmes mais aguardados no mundo inteiro: Deadpool & Wolverine, a entrada dos mutantes no Universo Cinematográfico Marvel e a despedida desses personagens do 20th Century Fox Studios, adquirido pelo conglomerado Disney.
Segue nossa crítica com spoilers e informações de tudo que acontece no filme, a trama e todas as participações especiais!

O filme começa com Deadpool narrando a situação, tentando desenterrar o Wolverine do filme Logan e descobrindo que ele está realmente morto!
A cena é engraçada e começa uma luta com a carnificina de sempre, que envolve os ossos de Logan, lutando contra agentes da TVA, aquela agência de controle do tempo da série Loki, do streaming da Disney.
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Depois dessa introdução, voltamos na história onde Wade Wilson, a versão civil do Deadpool, que está trabalhando como vendedor de carros junto com seu amigo Peter, da X-Force, equipe montada nos filmes anteriores.
É quando decide para aprovação de sua namorada Vanessa, ser mais ”relevante” e vai até Happy Hogan, ele mesmo, Jon Fraveau, o ator e diretor que começou tudo com o filme do Homem de Ferro lá em 2008, pedir uma vaga nos Vingadores, na primeira participação especial do filme ou como se chama “cameo”!
Após a recusa, volta resignado para sua casa, é recepcionado pela festa de aniversário surpresa e raptado pela TVA, exatamente como o primeiro trailer que milhões de pessoas assistiram, sendo alertado que o seu universo com todos os seus amigos e pessoas que ama, será destruído.
A solução seria achar um Wolverine compatível para ajuda-lo a salvar seu mundo e na procura, após algumas passagens por universos alternativos encontram-se uma versão baixinha como ele é nos quadrinhos, outro de uma fase em que Logan é o Caolho em Madripoor (ilha mencionada de leve na série da Disney, Falcão e o Soldado Invernal, só para muito conhecedores) e por fim, uma versão bombada e mal humorada feita pelo Henry Cavill, onde claro, se faz piada com a concorrente dizendo que ele não foi bem tratado pela DC.
Após desagradar a TVA, Deadpool e o Wolverine escolhido são “apagados” de existência e vão parar no “Vazio”, outro conceito melhor explorado na série Loki, mas explicado “au passant” por Paradoxx, interpretado por Matthew Macfadyen, ator de Succession.
E é nesse lugar em que se tem as maiores e melhores aparições que pega todo mundo de surpresa no cinema!
Temos Chris Evans como… O Tocha Humana dos dois filmes anteriores do Quarteto Fantástico, que é o maior cameo com ele inclusive presente na única cena pós crédito do filme!
Temos a Electra que teve um filme solo e surgiu no filme Demolidor, aquele com o Ben Afleck (que é ex esposo da atriz Jennifer Garner) e vejam só: o Blade de Wesley Snipes!
Considerando que Wesley não foi o cara mais legal nas filmagens de Blade Trinity onde conheceu Ryan Reynolds, essa realmente foi uma grande surpresa.
E por fim temos finalmente, Channing Tatum interpretando Gambit, que por anos foi uma promessa da Fox e desejo do ator para os cinemas, mas só agora em forma de piada, se concretizou.
Todos esses heróis são recrutados para fazer frente à vilã/antagonista de vez, Cassandra Nova, irmã gêmea de Charles Xavier, o Professor X, defendida com elegância pela atriz Emma Corrin.
De resto, o filme se apoia exclusivamente no carisma dos atores principais e na nostalgia, esse recorrente sentimento que vem sustentando diversas continuações e reboots no cinema americano em geral.
Hugh Jackman é o único que consegue no meio de toda pantomina, dar dignidade ao personagem do Wolverine que está há 24 anos povoando a cultura pop no cinema, pois no filme não há a mínima vontade de desenvolver alguma linha narrativa e nem de apontar caminhos para a aguardada entrada dos mutantes capitaneados pelos X-Men no universo cinematográfico criado com bastante sucesso pela Marvel.
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É tudo uma grande homenagem ao mesmo tempo que é depreciativo, satírico e um adeus aos personagens dos filmes da 20th Century Fox Studios.
O filme fala sobre o passado, não sobre futuro e para quem espera algo mais do que isso, poderá se decepcionar.
Deadpool & Wolverine tem alguns momentos muito divertidos, mas acaba sendo corriqueiro na filmografia do mercenário tagarela, do ator Ryan Reynolds, se sustenta como produto apenas pelas piadas e participações especiais.
Está longe de ser a salvação da Marvel em termos de criatividade e história, mas deve arrecadar uma fortuna, possibilitando que filmes melhores sejam realizados no futuro.



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