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CríticaFilmes

Crítica: De Pernas Pro Ar 3

Avatar de D'Andrade
D'Andrade
25 de abril de 2019 3 Mins Read

A franquia de comédia, protagonizada por Ingrid Guimarães, chega em forma, divertida e atual em terceiro filme. “De Pernas Pro Ar 3“ consegue ter uma história mais bem amarrada que seus antecessores, um humor apurado e faz rir ao mesmo tempo que discute o papel da mulher na atual sociedade, com toques de conflitos familiares e de gerações que esbarra também nas formas de descobrir prazer com as novas tecnologias do mercado dos brinquedos sexuais (tema já aborda nos filmes anteriores).

Ainda mais segura que nos dois primeiros filmes Ingrid Guimarães, se reafirma como um dos grandes nomes do humor no cinema e sem necessidade de ser caricata. Assim como nos longas anteriores, as situações e as consequências criam na condução da nova história de Alice, com seu jeito impulsivo de ser.

O longa traz de volta um aspecto já trabalhado no anterior (“De Pernas Pro Ar 2“), a questão do trabalho versus vida pessoal. Após chegar ao ápice da vida profissional, Alice (Ingrid Guimarães) decide que precisa ficar mais tempo com a família, e com isso a mesma se aposenta da carreira na Sexy Delícia.  Entretanto, quando deixa o trabalho para cuidar da sua vida pessoal, Alice se sente uma estranha na própria casa, e também não consegue se desvirtuar do seu antigo trabalho. E quando uma jovem, com um produto inovador surge no ramo dos brinquedos sexuais, Alice se vê ameaçada e entra numa disputa para não ficar para trás.

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Grande parte do filme se desenvolve nas questões pessoais de Alice, que tenta de alguma forma se aproximar da família e principalmente do marido. O roteiro do filme se desenvolve bem nesse ponto, em precisar ser totalmente previsível, criam-se situações divertidas e ao mesmo tempo com um fundo de crítica ou reflexão nas questões abordadas.

Em vários momentos o filme tenta demostrar a força da mulher, também explora a liberdade sexual como forma de quebrar tabus sobre o assunto, assim como nos dois longas anteriores. Os brinquedos sexuais ganham ares tecnológicos, contudo, em vários momentos o longa reafirma a importância do contato pessoal, do sexo como aproximação de duas pessoas e dos brinquedos apenas como um caminho para isso.

Um dos destaques do longa fica por conta do desenvolvimento dos coadjuvantes, com isso não é só trabalhado o protagonismo de Alice, mas também o do seu filho Paulinho (Eduardo Melo) que tem bastante espaço no filme e responde bem a isso, mas não melhor que Marion (Denise Weinberg), que além de ser a grande novidade da história, é peça fundamental na trama, é cativante e traz uma perspetiva jovem, independente e porque não dizer feminista para o longa.

A direção de Julia Rezende rende muito bem na forma dinâmica que conduz o longa, fazendo fluir o roteiro que escrito a três mãos por Marcelo Saback, Rene Belmonte e a própria Ingrid Guimarães.

Com boas atuações, um humor na medida e uma história bem construída, “De Pernas Pro Ar 3” faz da trilogia iniciada em 2010 por Ingrid Guimarães, uma das melhores no quesito comedia nacional. Além de contar com uma trama bastante original, sem se apegar muito em receitas clichês das inúmeras comédias nacionais de histórias vazias laçadas ano após ano, que normalmente possuem histórias muito mais rasas. Sendo assim, afirmo que vale a pena assistir  “De Pernas Pro Ar 3” no cinemas.


Fotos e Vídeo: Divulgação/Paris Filmes

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CinemaComédiaIngrid GuimaraesParis Filmes

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D'Andrade

Cria da Baixada Fluminense e apaixonado por cinema desde sempre. Hoje escrevo roteiros, atuo na produção audiovisual, vou dirigir meu primeiro filme e me dedico a cada dia mais a aprender sobre o cinema. Fã de Steven Spielberg e louco por Jurassic Park, me encontro melhor quando estou perto de sucessos populares, de Titanic a Minha Mãe é uma Peça.

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