Crítica: Moana – Um Mar de Aventuras

Estamos vivendo hoje uma época de muito crescimento feminino em vários lugares. Há uma parceria, uma irmandade em favor do avanço e reconhecimento das mulheres, e isso já vêm sendo um espelho em Hollywood. A Disney, com seus filmes de princesa, também têm andado nessa direção e surge agora com Moana – Um Mar de Aventuras.

Moana é a princesa de seu povo, que vive em uma ilha maravilhosa, com habitantes felizes e que constroem uma grande amizade entre eles. Porém, ela, apesar de se esforçar para se encaixar, quer, acima de tudo, trilhar seu próprio destino.

Ligada ao mar, como sua avó, Moana se conecta cada vez mais as lendas que ela ouve e percebe que seu destino é além da ilha, indo quando o local começa a morrer, a princesa tem uma grande batalha pela frente e é a única que pode realiza-la.

O filme tem uma grande premissa: o empoderamento feminino. Moana é diferente da maior parte das princesas da Disney: ela é da Polinésia, portanto, sua pele não é clara, nem seus cabelos loiros e olhos azuis. Morena, com um cabelo longo e cacheado, e olhos castanhos, a personagem é engraçada, corajosa e carismática. Ela não quer dominar o mundo, nem ser melhor que os homens, pelo contrário, ela, na verdade, quer ser a melhor versão de si mesma.

O roteiro é um pouco clichê (sim, você provavelmente já viu uma história parecida em outra animação), mas ainda assim muito carismático. Não é a típica história de princesas e isso é um ponto muito positivo nos dias de hoje. As músicas são boas e têm tudo para fazer sucesso inenarrável pelo mundo, como aconteceu com Let It Go, do filme Frozen: Ua Aventura Congelante.

A aventura de uma princesa corajosa e que, apesar de todo carinho e respeito por seu povo, luta por seus ideais é algo inovador e do qual necessita-se muito. O filme fala sobre amizade, respeito por tradições, pela família, e também sobre coragem, sobre fé, sobre acreditar em si mesmo.

As músicas são boas e as versões brasileiras, vi a versão dublada, estavam realmente muito bem trabalhadas. Há toda uma atenção para entregar o melhor produto possível, as canções são bem cuidadas e a versão brasileira é uma ótima opção.

Dividem a direção os experientes John Musker e Ron Clements, que acabam deixando o filme, em algumas partes, meio piegas, mas fizeram um bom trabalho. A criação é da mesma equipe responsável por Frozen, então é quase garantia de um ótimo filme para toda família.

Moana – Um Mar de Aventuras estreia dia 5 de janeiro de 2017 em todo Brasil.

 

Crítica: Moana - Um Mar de Aventuras
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