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Crítica

Crítica – Much Loved

Sabe quando algo chocante estala na sua frente e te deixa um pouco petrificado? Assim segue o rumo da produção gravada em parceria com a França e Marrocos, Much Loved.

Em um pequeno apartamento vivem três prostitutas. Duas adolescentes e uma já quase nos seus 30 anos. Todas são de origem humilde, com sonhos grandes que incluem viagens a outros países, casamentos com homens ricos e, o principal deles, sair e tirar a família toda da pobreza.

Em um hospital se junta a elas mais uma adolescente, que dessa vez esta grávida. Um motorista de táxi também é parceiro e sempre as ajuda e auxilia. E mesmo que a realidade seja um grande buraco negro, elas construiram uma família meio desregulada que se apoiam mutuamente.

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O filme é um grande choque de realidade. Mostra, melhor dizendo, expõe com uma grande lupa, pessoas que estão a margem de uma sociedade, que não são importantes, mas ainda assim tem seus desejos, suas crenças, seus medos.

O roteiro é natural, dá protagonismo ao que está de fora da bolha da sociedade e não tem medo de mostrar situações de abuso, sofrimento, abandono, esquecimento e revolta. Não há romantismo, os dramas sofridos estão escancarados sobre a tela e tudo é muito transparente. Também não acontece julgamentos, elas não são pessoas ruins, não passam por algum tipo de punição ou moral da história.

As quatro atrizes centrais: Loubna Abidar, no papel da mais velha, Noha, Asmaa Lazrak, como Randa, Halima Haraouane, como Soukaina, e Sara Elmhamdi-Elalaoui, como Hilma, estão ótimas, intensamente nas personagens,  e cumprindo com perfeição o que se exige em suas cenas. Através delas, mergulhamos em suas emoções, conflitos e dramas. Elas também têm uma ótima química entre si e que funciona muito bem no decorrer do filme.

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A fotografia do filme compõe as cenas, ora dramáticas e intensas, ora felizes e sonhadoras. Agrega ao filme uma qualidade de viver os paralelos da vida das quatro protagonistas. A trilha sonora também ajuda nessa composição, sendo feito um trabalho muito tocante por parte da técnica.

A direção de Nabil Ayouch é intensa, segura e com grandes momentos. Ele deixa suas atrizes brilharem ao mesmo tempo que converge as atuações, roteiros, fotografia e trilha sonora em um equilíbrio para que seja uma grande obra cinematográfica, como de fato o é.

Much Loved estreia dia 10 de novembro em todo Brasil.

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Reader Rating1 Vote
8.5
9.5

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade. Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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