Imbuído entre o ritmo e outras sensações

Quando a batida do coração se encontra com o ritmo da música, emoções incandescentes são testadas e o fascinante som da liberdade é, inteiramente, responsável por deixar-nos à vontade, à flor da pele.

Através de uma continua batalha entre olhares e sentimentos, “Musica, amigos e festa”, tenta nos acordar pra vida com uma história simples e interessante. Quando um quarteto de amigos se vem perdidos quanto ao que fazerem da vida, uma única questao é levantada: é necessário dinheiro para progredir e sair do local onde se encontram. Sem rumo correto, mas com muita determinação, eles aceitam um trabalho desonesto para ganharem o suficiente e conseguirem sair do bairro onde moram. Contudo, no caso deles, a vida ainda é uma festa e essas são regadas a drogas e surpresas.

Com uma produção nitidamente independente, o filme consegue o feito de realizar um trabalho notável e de uma beleza sublime, capaz não só de nos encantar mas, também, proporcionar a visão de um outro lado bucólico de Los Angeles.

O roteiro tinha tudo para cair no famoso “mais do mesmo”, por possuir a ideologia de que mesmo que seja pobre, se acreditar, você vai vencer. Porém, surpreende com cenas bem elaboradas e diálogos travados de forma sincera. Claro, poderia evitar dois ou três pequenos momentos que soam com clichê com frases prontas e exageradas. Contudo, não chega a atrapalhar o conteúdo da história que o filme deseja passar.

A direção, bem trabalhada, é do novato Max Joseph que utiliza-se de uma linguagem não linear e moderna, bem ao estilo da internet, para contar a descoberta de jovens no mundo atual. O realizador nos diverte tanto quanto nos emociona através de planos bem executados e o uso intriguista de animação grafica para contar a viagem de Zac Efron ao usar uma determinada droga.

Talvez, um dos pontos mais interessantes do filme fica por conta fotografia e o mix de cores usado por essa para transpor as populares noites de LA. O bom uso dos tons amarelos contrastando com um recheado colorido das festas e/ou raves, juntamente com uma montagem acelerada, propõe sensações diferenciadas, como se você estivesse sentindo o mesmo que a personagem naquele momento.

O casting acerta mais do que erra, colocando ótimos atores desconhecidos com nomes de destaque na indústria, como Zac Efron. O mesmo demonstra, aqui, um ator mais bem preparado e pronto para dar uma guinada em sua carreira. O ótimo Wes Bentley, recupera um pouco do folego que teve em seus melhores momentos e nos proporciona uma atuação razoável na pele do mentor que tambem precisa encontrar o proprio rumo. Os outros três atores que completam o grupo de Efron, nao perdem para o mesmo conseguindo, muitas vezes, chamar mais atenção que o famoso. Já a belíssima Emily Ratajkowski, acaba sendo apenas um colírio para os olhos, embora talentosa, não vemos muito da sua capacidade no filme, além do seu charme.

Com um toque humor, destacado de forma correta, o drama evidencia a vida por trás do mundo eletrônico, proporcionando cenas fascinantes e descontração garantida.


Imagens e vídeos: Divulgação/Diamond Films


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Daniel Gravelli

Daniel Gravelli é um brazuca que parle français e roda uns filmes por aí. Apaixonado pelos universos da escrita e da atuação, tem um caso com o teatro e morre de amores pelo cinema. Fotógrafo e crítico nas horas vagas, gosta de cozinhar, apreciar um bom vinho e trocar ideias interessantes.

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